As Flying Monkeys

Estávamos, a família, passeando pelo shopping de costume, quando resolvemos parar com o objetivo principal de fazermos um pequeno lanche.

Esperávamos vagar uma mesa quando notamos que, bem perto da lanchonete, havia aberto um novo quiosque de venda de cervejas que nós não conhecíamos.

Curiosos, eu, no papel de entusiasta (bebedor) e minha filha, no papel de estudiosa do assunto (pesquisadora e selecionadora), resolvemos checar o recém aberto empreendimento comercial.

Fomos bem recebidos pelo atendente que, mostrando-se solícito e, pasmem, conhecedor do assunto, entabulou uma agradável e simpática conversa com minha filha (quem me conhece sabe que não converso com qualquer um) e, após verificarmos as novidades e perguntarmos pela sempre presente em nossos pensamentos, cerveja “The Trooper” (aguardem post), voltamos à nossa meta original.

Papo vai, papo vem, de repente reparo que a Lali já não estava mais na mesa. Foi ao banheiro provavelmente?  Não, caros espectadores de texto, ela, sorrateiramente, foi ao quiosque para me presentear com três cervejas canadenses Flying Monkeys (e, de quebra, provolone desidratado, entre outros). E é sobre elas que falarei aqui.

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Flying Monkeys

A clara proposta das Flying Monkeys, corroborada pelos seus coloridos rótulos, é ser diferente (esquisita até), porém sem perder a sensação de estarmos tomando “a cerveja”. Cada cerveja que você experimenta é uma surpresa e essa aqui não foi diferente.

A Netherworld (Cascadian Dark Ale)

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Cerveja preta, com um gosto bastante pronunciado de chocolate cremoso, principalmente na espuma, porém sem perder o amargor da cerveja (ela tem 6% de teor alcólico). Estranho, não? Se essa foi a intenção da cervejaria, acertaram em cheio. Mas não é só isso, pois em cada gole no delicioso líquido parece que você acha um sabor diferente. Sei que tem um toque de várias frutas. Resumindo: excelente! Só por curiosidade: pesquisando (não muito profundamente) na internet, descobri que Cascade é o tipo de lúpulo. Não que isso importe muito na hora de beber.

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Lembra da propaganda da Parmalat? “TOMÔ?” Originalmente era “Got Milk?”. Aqui, no caso, seria “ENTORNÔ?”

A Amber Ale

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Das três que ganhei de presente, essa aqui é a mais “normal”. Não que seja normal, está longe disso (pelo nome, já identificamos que é uma pale ale), mas no sabor e no aspecto é a que mais se aproxima das cervejas de destruição em massa que tomamos nas festas, churrascos e afins que frequentamos na nossa “vida cotidiana”. Ela é a menos amarga e menos alcólica (5%). Pra mim é a mais perigosa, pois desce igual água, principalmente se você deixar bastante espuma e, se tivesse litros, não saberia parar até a Isabela ter de intervir. Muito boa a cerveja. Só por curiosidade também: é a que melhor acompanha o provolone desidratado.

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Algo como “Se você tiver de escolher entre dois males, escolha aquele que você nunca tentou antes”.

A Smashbomb Atomic Ipa

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Essa, a do nome mais maneiro que uma cerveja pode ter, foi a que mais gostei. A cor é linda, o cheiro é forte e sensacional, prenunciando uma cerveja deliciosa – e o sabor confirma todas as expectativas. Se é pra ser “weird”, é essa a cerveja que você está procurando. Bem amarga e de teor alcólico de 6%, depois que você bebe, você sente, além do sabor do álcool, o gosto de frutas cítricas (laranja? tangerina?) que, com certeza, conferem-lhe a coloração ímpar. Resumindo: Tem gosto de “quero mais”.

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Por favor, não seja tão “mente aberta” a ponto do seu cérebro cair pra fora.

Considerações finais: três cervejas excelentes, muito diferentes entre si, apesar de serem da mesma cervejaria. Esse mérito é da minha filha que soube escolher muito bem (talvez com a ajuda do cara do quiosque… brincadeira Lali!) e da minha esposa Isabela que a gerou.

Ah!, não posso me esquecer: as tampinhas vêm com frases-mensagens, no estilo “biscoito chinês da sorte” que são muito engraçadas e espirituosas.

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P.S. da Lalí que se meteu no post: Se fosse pelo cara do quiosque eu teria levado o quiosque inteiro! ¬¬

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