Shameless

shameless
Não nos julguem. Sim, nós assistimos Shameless US. No decorrer desta missiva, vocês entenderão porque a comecei desta maneira. O motivo é que, quem não assiste e só ouviu falar ou apenas leu alguma sinopse, vai ter uma impressão bastante errada da série. Ou nem tanto. Tentarei explicar.
A série é derivada da homônima produzida na Inglaterra (quase homônima, pois, para diferenciá-las, adotou-se o sufixo UK da original britânica, que, dizem, é “mais pesada” que a americana. Difícil acreditar). Trata-se do dia a dia nada da fácil de uma família disfuncional dos subúrbios de Chicago. O pai, Frank Gallagher, é um viciado em drogas e álcool e “outras coisas mais”. Ele foi abandonado pela mulher e deixado sozinho com seus seis filhos (a família é branca e o filho mais novo é negro). Mas ele não cuida deles.
Quem assume essa tarefa é a filha mais velha e batalhadora (mas não livre de defeitos, longe disso !), Fiona (Emmy Rossum). Basicamente esse é o fio condutor da série, que já está na sua quinta temporada. Mas isso é fichinha perto do que acontece nos episódios, cada um mais surpreendente que os outros. Você vê um episódio e pensa consigo mesmo “ah! eles não podem fazer pior que isso”, mas, acredite eles podem.
Os personagens secundários, todos eles com defeitos tão ou mais exacerbados que os dos Gallaghers, dão força à série e servem para que ela fique mais engraçada. Destaque para os vizinhos Kevin e Verônica (Steve Howey e Shanola Hampton) e a personagem Sheila, que tem crise do pânico mas com gostos sexuais pra lá de incomuns. E não é uma série qualquer, pois os personagens são interpretados por gente famosa por outros trabalhos como William H. Macy (de Motoqueiros Selvagens e Sahara) interpretando Frank Gallagher e Joan Cusack (de Escola de Rock e da franquia Toy Story), interpretando Sheila.
Dizer que a série trata de sexo é muito pouco. Ela trata de sexo e seus tabus, como homossexualidade, masoquismo, bondage, incesto, descoberta do corpo etc. (é muito engraçada, por exemplo, a sequência em que Verônica, não conseguindo engravidar de Kevin, pede que o mesmo tente com a mãe dela. Mas isso é só um pequeno exemplo).
Dizer que a série trata de vício também é pouco, pois há vício em drogas, em álcool, em sexo e o que mais você puder imaginar. Ah, e tem também um pouco de rock and roll também. Dizer que um menino de cinco anos de idade consumiu cocaína tá bom pra você saber do que estou falando ? Mas não se preocupe. Foi um acidente, a criança foi pro hospital e…veja a série !
Eu e Isabela começamos a ver sozinhos e depois passamos a ver com a Lali, coisa que relutamos um pouco mas, conseguimos enxergar que o objetivo da série é ser uma comédia e fica de exemplo como não fazer as coisas erradas. Dá pra tirar várias lições e, por exemplo, não seguir a tendência de Fiona de estragar seus relacionamentos afetivos mesmo quando eles tem tudo pra dar certo. O que eu quero dizer é que você vê o episódio e fala consigo mesmo : “ah, eu não vou fazer isso!”. Mas tem que ter discernimento e bom entendimento.
Meu conselho é: veja ! Tire suas conclusões e ria muito das desgraças dos Gallaghers. E não se choque.
P.S. Imperdível também é a esposa brasileira do namorado da Fiona ! Não perca !
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7 thoughts on “Shameless

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