Punk IPA Brewdog e Liefmans Fruitesse: Duas cervejas muito diferentes entre si

A classificação de uma bebida alcóolica (ou não) como “cerveja” é muito abrangente. Muito. Quando eu comecei a apreciar o líquido, chegava no bar e pedia: “me dá uma cerveja aí!”, a minha única escolha era entre Antarctica e Brahma. Com a globalização e a vinda de cervejas de outros países para o Brasil (sim, eu sou velho. Sou de um tempo em que não havia internet. Parece ficção científica), descobri que havia uma gama maior de escolhas, tipos, formatos etc.

Por isso, escolhi essas duas cervejas que estão neste post para comparação, porque, pela descrição delas, o incauto pode pensar que são semelhantes, já que as duas são cervejas (dããããã) e frutadas. As duas são do lote de presentes do meu aniversário do ano de 2014, o mesmo lote que deu a ideia de fazermos um blog. Espero que minha avaliação dê uma ideia melhor do que estou querendo transmitir. Vamos a elas.

Punk IPA Brewdog

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Como já diz o nome, esta cerveja é uma IPA, mas uma IPA bem incomum, já que a sua cor nos remete a uma pilsen tradicional, sendo mais clara que uma tradicional. Mas a semelhança para por aí, pois só com o cheiro dela já dá pra perceber o aroma de frutas, se não me engano, alguma fruta cítrica não tão familiar ao nosso olfato. Mas cerveja não foi feita pra cheirar e vamos logo ao que interessa: o sabor.

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Não sei se ela foi feita de propósito pra enganar o bebedor, mas que ela engana, ah engana. Você começa a bebê-la e seu gosto é bem levinho, porém ela vai se tornando mais amarga com o passar do tempo e, quando você acaba de beber, o gosto de amargo permanece junto com o de álcool (o teor alcóolico nem é tão alto assim, é de 5,6%), provando que o cara que fez a cerveja (alguns o chamam de cervejeiro rsrsrsr) entende da bagaça. Cerveja para beber litros sentado com os amigos e com uns belisquetes da Isabela e da Lali. Pena que a garrafa é de 330 ml.

Liefmans Fruitesse

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Essa a Lali provou e… gostou ! Se você quer uma cerveja frutada, é essa que você deve tomar (N.E.: aguardem o post da Schöfferhofer Grapefruit Hefeweizen). É uma cerveja de frutas vermelhas (que você consegue sentir o gosto bem forte de cada uma delas), bem gaseificada, quase um champanhe. A cor é um show à parte, aliás, o visual dela como um todo no copo é um marketing fortíssimo, já que o colarinho também fica “tingido” de vermelho. E o cheirinho dela dá vontade de você beber logo.

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Quando você vê, inclusive na garrafa, você logo pensa: “é cerveja de mulher”. Mas é aí que você se engana. Ela tem um teor alcóolico de 4,2% e também é amarga, porém muito saborosa. Se você procura uma cerveja com sabor tradicional, fuja desta aqui, mas se você quer uma boa bebida, gostosa e refrescante essa é uma excelente opção. A desvantagem é que, quem não gosta de cerveja, vai gostar dessa aqui e não vai sobrar muito pra você.

Aí estão duas cervejas que, embora pareçam semelhantes, são bem distintas uma da outra. Espero que eu tenha ajudado você a escolher. São duas excelentes opções.

P. S. da Lalí: A Liefmans tem um gosto bom de danoninho!

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Guioza experience – Questão de prática

Eu gosto muito de culinária oriental e qual eu não gosto? . Dos pratos quentes, um dos meus favoritos é o Guioza.
Tipicamente chinês, o jiaozi foi difundido no Japão pelos soldados que lutaram na Manchúria, na Segunda Guerra Mundial. O guioza – ou gyoza – ganhou o mercado culinário no pós-guerra japonês devido à devastação do país, a escassez de arroz, a facilidade de obtenção da farinha de trigo e o fato de que quase qualquer alimento poderia servir como recheio, desta forma o Guioza foi (e é, até hoje) utilizado como meio de subsistência de inúmeras famílias japonesas. Por isso, apesar da origem chinesa, podemos encontrar o guioza na maioria dos restaurantes japoneses por aí.

Tentei fazer guioza três vezes na vida.  A primeira ficou, como direi, marromenos.  Dava pra comer, tinha um sabor até agradável, mas não era, nem de longe, guioza.  A segunda ficou incomível, nem comentarei.  Finalmente, na terceira, após muito pesquisar e adaptar as receitas que eu tinha, ficou bem parecido com o guioza que eu como em restaurantes.  E é esta receita que colocarei aqui.

Então descobri, após essa terceira tentativa, que fazer o guioza bem gostoso, com a massa fininha, do jeitinho que é vendido, é unicamente questão de prática.  Como eu não tenho prática, continuarei fazendo para que eu vá melhorando sempre, e, quando me der por satisfeita no quesito “isso parece mesmo um guioza” eu volto pra contar.  Mas, vamos nos ater à receita que deu certo!

Comecei com a receita da Mari Hirata, retirada do livro As Minhas Receitas Japonesas – O Pequeno Prazer ao alcance de todos.

As minhas receitas japonesas - O pequeno prazer ao alcance de todos.
As minhas receitas japonesas – O pequeno prazer ao alcance de todos.

No livro ela ensina a receita, mas não a técnica.  Então fui pesquisando em vídeos no youtube e receitas mais detalhadas em blogs e sites.  Junta daqui, adapta dalí, aperta, descansa, estica, recheia… saiu assim:

 

Ingredientes da Massa:

400g de farinha de trigo

300ml de água morna (não fervendo)

1 col. café de sal

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Vai misturando a massa com as mãos, colocando a água aos poucos.  Dependendo do clima, da temperatura ambiente e da qualidade da farinha, usa-se mais ou menos água.  Basta que a massa fique homogênea e desgrude das mãos.  Feito isso, coloque em um recipiente para descansar por 30 minutos, e cubra com um pano de prato úmido, para que a massa não resseque.

Enquanto esperamos, vamos ao recheio.  Você pode fazer o recheio da forma que preferir, e existem sugestões bem interessantes pela internet, mas eu fiz dessa forma:

Ingredientes do Recheio:

300g de carne de porco (utilizei lombinho)

200g de repolho verde

1 dente de alho

Cebolinha e sal à gosto

Coloquei também 2 col. café de Óleo de Gergelim Torrado, mas não é obrigatório (como nada na receita, com exceção da massa)

 

Eu coloquei tudo no processador e bati, mas aconselho a fazer isso somente com a carne, o sal e o alho.  A cebolinha e o repolho devem ser cortadinhos bem fininhos e misturados ao recheio, dá mais trabalho, mas fica mais saboroso.

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Nesse meio tempo, veja se a massa dobrou de tamanho, se já passou o tempo certo.  Se sim, é hora de abrir.  E é aí que começa a dificuldade!

Há cerca de um semana eu assisti ao programa do Rodrigo Hilbert, Tempero de Família, onde era ensinado uma forma de abrir a massa bem mais facilmente, além de várias dicas, mas a receita do guioza é diferente desta aqui.  Vou ensinar como fiz à época, porém com a ajuda do vídeo acho que fica bem menos assustador…

Numa superfície reta e limpa, jogue um pouquinho de farinha (para a massa não grudar).  Divida a massa em 6 partes e abra a primeira com um rolo de macarrão o mais fininho que você conseguir.  A massa é bem elástica, então pede um bocado de força de vontade.  Eu abri até ficar semitransparente.  Então fui cortando com uma caneca, para ficarem em rodelas do mesmo tamanho.

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Achei mais prático abrir toda a massa e depois ir recheando uma a uma, mas, para tal, você deve enfarinhar cada rodelinha antes de cortar a próxima, se não gruda tudo, fica um melequê, e você vai ter de fazer tudo de novo.

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Após as rodelinhas abertas, coloque um punhado (uma bolinha) do recheio no meio da massa e feche as bordas, grudando primeiro o meiozinho com água e depois fazendo as dobrinhas.  É trabalhoso, mas fica bonitinho. 🙂

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Em uma frigideira funda, ou panela antiaderente, coloque um fio de azeite para aquecer.  Coloque os guiozas que couberem (mais trabalho…) com a “bundinha” pra baixo e a pontinha pra cima, e espere dourar.  Depois de dourar, coloque meia xícara de água quente e tampe imediatamente para que comece a cozinhar a massa.  Essa etapa pode ser repetida três vezes ou mais, dependendo da necessidade do cozimento.

Aí, depois dessa trabalheira toda, está pronto!  Sirva com um molho composto feito em casa!

-3 col. chá de Shoyu

-1/2 col. chá de óleo de gergelim torrado

-1/2 col. chá de gengibre ralado, ou gengibre em pó

-Cebolinha picadinha à gosto

 

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Agora você senta, descansa e come!

P.S. do pai :Não sobrou nem pro pai experimentar ! Rsrsrsrsrs

Todo dia é dia de pizza!!

A receita é fácil, simples e fica pronta em 1 hora, da massa até a pizza assada, passando pelo molho caseiro.  Vou contar pra vocês como eu faço:

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Ingredientes da massa:
50g de fermento fresco para pão (compre na padaria);
1 colher de sopa de açúcar
1 copo (200ml) de óleo (soja, milho, canola etc)
500ml de água morna
1 kg de farinha de trigo
1 colher de sopa de sal

Em um bowl (ou uma tigela mesmo, hahaha), coloque o fermento fresco e o açúcar.  Mexa com uma colher até o fermento derreter e se misturar completamente ao açúcar.

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Acrescente o óleo e a água morna.  É morna, não é quente, senão mata o fermento e a massa não cresce. Mexa um pouco e coloque um pouco de farinha, só pra misturar essa base.

Acrescente o sal e quase toda a farinha (deixe mais ou menos uma xícara no pacote).

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Misture os ingredientes com a colher enquanto der, depois, limpe a colher com a mão, retirando a massa grudada nela.  Coloque a massa em superfície enfarinhada que dê pra trabalhar (mármore da pia, mesa etc).  Essa farinha você retira da que sobrou no pacote.

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Amasse a mistura até que fique uniforme, acrescentando mais da farinha do pacote, se necessário.

O resultado que você deseja é uma massa lisa e que não gruda nas mãos.  Quando chegar nesse ponto, coloque um pouco de farinha na tigela (ou bowl!!) e coloque a massa para descansar, coberta com pano de prato limpo.

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Eu deixo o bowl em cima do fogão enquanto trabalho no molho.  Pode deixar num lugar ao abrigo do vento.

Acenda o forno.  Temperatura alta.

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Ingredientes do molho:
Azeite
Alho (1 dente grande para cada lata de tomate/250g de tomates frescos)
Cebola (1 cebola pequena para cada lata de tomate/250g de tomates frescos)
Manjericão (opcional)
Tomates pelados em lata (ou tomates fresco sem casca)
Açúcar (1 colher de chá para cada lata de tomate/250g de tomates frescos)
Sal (1 colher de café cheia para cada lata de tomate/250g de tomates frescos)

Esse molho é curinga, serve pra lasanha, macarrão, camarão, cachorro quente e o que mais você quiser fazer com ele.

Descasque os dentes de alho  e pique grosseiramente.  Coloque em uma panela com o azeite (sem mesquinharia com o azeite porque, além de perfumar o molho, ele tira a acidez excessiva dos tomates e reduz o uso do açúcar).
Acrescente a cebola descascada e picada grosseiramente. Refogue um pouco.  Não precisa deixar dourar.  Nesse momento, você pode acrescentar algumas folhas de manjericão.  As folhas fritas têm sabor diferente das cruas, colocadas no final da receita.  Use-as conforme achar melhor… Vá experimentando!!

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Agora coloque os tomates pelados.  Se estiverem inteiros, parta grosseiramente com a colher de pau ou amassador, já dentro da panela – o amassador da foto tem mais de 40 anos e é herança da minha mãe ❤ .  Adicione o sal e o açúcar.

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Mexa bem e deixe ferver.

Não pode abaixar o fogo nem tampar a panela.  Vá controlando o cozimento.  Se começar a secar, ponha um pouquinho de água.  Depois de pronto esse molho pode ser guardado em frascos de vidro bem limpos (esterilizados) na geladeira ou congelado.

Após essa mini-maratona do molho, a massa da pizza já deve ter crescido, a depender da temperatura ambiente.  Pra saber se cresceu o suficiente, fure com um dedo: a massa não deve oferecer resistência nem voltar ao lugar.Prepare a superfície de trabalho com um pouco de farinha e divida a massa em seis partes.
Cada parte dá uma pizza de 30cm aproximadamente.
Abra cada parte com rolo, uma de cada vez, coloque na forma de pizza, ajeitando pra ficar redonda,  Se faltar massa ou ficar torta, corte de um lugar e enxerte no outro.
É pizza caseira, pode ser tortinha, quadrada ou formato de coração, se você quiser!!

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Depois de aberta a massa, cubra com pouco molho e muçarela.  Coloque orégano seco a gosto por cima e leve a assar por 10 minutos em forno médio.  Vá fazendo as pizzas e levando ao forno.  Pras pizzas mais elaboradas é legal já deixar previamente cortados linguiça calabresa, cebola, presunto, azeitona, cogumelo etc.

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Sugestão de preparo: Muçarela de búfala com presunto de parma.  Quando sair do forno, cubra com folhas de rúcula e um fio de azeite… hummm delícia!!

SE e somente se sobrar pizza assada (hahaha… essa eu gostaria de ver!!) você coloca em saco para congelar, tira o ar o máximo que puder e leva ao freezer (pode congelar em aberto e empacotar depois).  Fica bem na geladeira por uns dias, também.

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Agora que você já sabe fazer, pode variar.  Essa massa serve pra pizza doce, calzone, joelho, enroladinho de salsicha, esfirra… invente aí!!

Enjoy!

Você não pinta como eu pinto… Com certeza!!!

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Até porque, se todo mundo pintasse igual não ia ter a menor graça.

Quem trabalha com arte, volta e meia tem problemas para organizar e armazenar os materiais.  Eu vinha há algum tempo pensando num jeito prático e econômico de organizar as bisnagas de tinta.  Além do calor absurdo que faz por aqui, toda vez que ia pintar tinha que ficar procurando os verdes, os azuis… Agora demos um jeito!!

Ingredientes:
1 caixa de sorvete em isopor vazia
1 estilete
bisnagas de tinta que precisem de lugar pra morar

Maneira de preparar:

Pegue a tampa da caixa de sorvete e coloque com a parte de dentro para cima, em superfície resistente a arranhões.  Meça a distância de uma bisnaga para outra, de modo que caibam em pé, sem ficar apertado nem frouxo.
Faça cortes com estilete onde serão encaixadas as bases das bisnagas (a parte fina).


tintas dispostas

Como existem bisnagas de tamanhos diferentes, faça os cortes de acordo com sua necessidade.
Se a bisnaga estiver usada, não vai ficar em pé, então empurre a tinta para cima, com o auxílio de um cabo de pincel e dobre a parte vazia da bisnaga, dando mais firmeza ao material.
Depois de fazer todos os cortes necessários, encaixe as bisnagas conforme a ordem que você preferir.
Para guardar, coloque o fundo da caixa de sorvete, que vai servir de tampa para seu suporte de tintas.

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Enjoy!!

As Cervejas do Mussum: Biritis e Cacildis

O engraçado dessas cervejas que tenho ganhado de presente é que, se fôssemos simplesmente pela lógica, o especialista deveria ser eu, pois, afinal, quem é o “degustador”, não é mesmo ? Mas não é assim que funciona. Quando eu escolhia cervejas diferentes para experimentar, era sempre lendo os rótulos nas sessões de cerveja dos supermercados da vida (parece música do Barão Vermelho!) e que, devido até à natureza dos citados estabelecimentos comerciais, não ofereciam muitas opções. Hoje em dia essa tarefa está a cargo da Lali, a verdadeira especialista. É ela quem escolhe pesquisando nos sites especializados, vendo os ingredientes, aprendendo a diferenciar os vários tipos de cerveja (por exemplo, ela soube o que é uma IPA antes de mim), garimpando nacionalidades e nunca comprando cervejas iguais entre si, garantindo sempre a diversidade.

Por isso tudo, uma das surpresas que eu tive o prazer de experimentar foram as cervejas do Mussum, a Biritis, que ganhei no meu aniversário do ano passado, e a Cacildis que ganhei posteriormente. São duas cervejas nacionais, sendo que a Biritis foi a primeira lançada e, com o sucesso da mesma, foi lançada a Cacildis. O empreendimento conta com a participação do filho do humorista. Achei a iniciativa de marketing sensacional, pegando um icônico personagem em que um dos principais (senão o principal) aspecto de sua caracterização é o fato de estar constantemente alcoolizado (tempos politicamente incorretos, tempos mais divertidos, mas isso é outro assunto), aliando o dialeto específico do Mussum, para batizar a cerveja. Uma singular união de imagem e som, porém muito poderosa, serviu para a criação de um dos rótulos mais marcantes do mercado de cervejas, afinal, quem não conhece  Os Trapalhões ? Mas vamos a elas.

Biritis

Pra quem constuma beber as pilsen comuns do nosso mercado nacional de cerveja (produção em massa), ela vai parecer familiar, apesar de diferente (sim, um paradoxo). Por que ela é muito melhor. Ela é uma vienna lager (por isso a semelhança), com teor alcólico de 4,8 % (um pouco mais baixo que uma Antártica Original, por exemplo), vem numa garrafa de 600 ml e é feita pra beber bem gelada, direcionada ao público nacional. Com esse calor que todos temos passado é uma ótima pedida. A cor também é bem parecida com “as normais”, sendo só um pouco mais forte. Resumindo: cerveja para beber aos borbotões.

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Cacildis

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Como dito anteriormente, esse foi o segundo lançamento. Só que essa é uma American Lager Premium. Teor alcoólico de 5% (um pouco maior que a Biritis), leve, fácil de beber (acredito que tenha sido a intenção dos cervejeiros, ou seja, criar uma cerveja que o nosso querido Antônio Carlos Mussum beberia sem frescuras em qualquer bar de nossa “encalorada” cidade), não é muito amarga, tem uma cor mais dourada e também é pra se beber bem gelada. Uma coisa importante a dizer sobre ela: cai bem com qualquer petisco, uma coisa que eu, particularmente, acho essencial numa boa cerveja.

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Concluindo: são duas ótimas cervejas que foram surpreendentes pra mim e que estão fazendo o maior sucesso. Porém, atribuo o sucesso delas à irresístível imagem do produto. Uma grande sacada ! Aproveite. Divirta-se.

P.S. da Lalí: Existe uma versão para presente que vem dentro de uma caixa de leite.  Achei o máximo!

P.S. do pai: É pra enganar as esposis.

Um Estudo em Vermelho – Minha Breve experiência com Sir Arthur Conan Doyle

Meus pais conhecem toda a obra do médico e escritor, Sir Arthur Conan Doyle, no que diz respeito a Sherlock Holmes.  Desde sua primeira aparição, em novembro de 1887, na Beeton’s Christmas Annual, no romance A Study in Scarlet.  Eu, particularmente, tendo a gostar de tudo o que eu assisto que tem como referência, base ou inspiração a personagem de Sherlock.

Assisti a todos os episódios de todas as temporadas de House, M.D., com o maravilhoso Hugh Laurie como Gregory House Everybody Lies!, um personagem abertamente inspirado no Sherlock de Conan Doyle.  Gosto muito da série Elementary, que ambienta um Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller) em reabilitação, na segunda década dos anos 2000, com Dr. Watson como seu parceiro de reabilitação e, posteriormente, parceiro de descobertas.  Uma coisa que eu gosto muito na série é o fato de Watson ser Joan, uma mulher, e asiática, a talentosa Lucy Liu.  A série MONK, um pouco mais cômica, também teve seu personagem principal, Adrian Monk (Tony Shalhoub), baseado em Sherlock Holmes, utilizando amplamente a observação e a ciência da dedução em seus casos, o personagem também sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo, e tem horror a sujeira.  Até que eu achava a série divertida.  Assiti, também, aos recentes filmes com o Robert Downey Jr., Sherlock Holmes e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, parece que o terceiro filme da franquia sairá ainda em 2015.

Existem ainda as séries As Aventuras de Sherlock Holmes, que foi ao ar de 1984 a 1994, e Sherlock, lançada em 2010.  Essas eu não assisti, bem como não assisti nenhum dos filmes que foram lançados entre 1939 e 1946 sobre o Detetive Consultor.  Pra finalizar, na minha opinião, as séries The Mentalist e Psych também beberam da fonte de Sir Arthur, porém, por gosto pessoal, eu não assisti a nenhuma das duas.

Mas não é sobre as filmagens sobre o personagem que venho falar.  É sobre o fato de ter crescido rodeada de Sherlock por todos os lados, tal qual uma ilha, graças aos meus pais, e nunca, nesses 26 anos, ter lido nenhum livro sobre o detetive. Como pode isso?? Ultraje! Sacrilégio!

Então, num dia de carnaval, de cama, peguei ele, o primeiro, o prólogo, o início de tudo… peguei sem nenhuma pretensão Um Estudo em Vermelho da estante.  Deixei de lado o livro que estou lendo por um minuto, e escolhi aleatoriamente Conan Doyle para passar o tempo.  Só que o tempo não passou, foi passado.  Quando eu comecei a absorver os relatos do Dr. Watson, não consegui parar, e foi página após página e eu li o livro todo num gole só.  Simplesmente fui incapaz de soltar a obra sem saber como haviam se desenrolado os acontecimentos.  Essa foi a minha breve experiência com Sir Arthur Conan Doyle.

 

Agora, sobre a história em si, posso dizer que é inebriante, apaixonante, cativante… o enredo vai te carregando para um frio no meio das ruas soturnas de Londres, em meio à escuridão, à neblina e ao crime.  As pegadas, o sangue, a aliança… tudo te envolve de tal forma que, acredito que apenas tendo a experiência de consumir esse romance de uma vez só é que se pode ter noção do espetáculo que é.

 

Minha indicação: Leia!

Parabéns Jeffo e Lali !

 

O casal !
O casal !

Hoje é uma data muito especial para o casal supracitado: é o dia em que faz dez anos que oficializaram o relacionamento. Não é fácil, em especial, nos dias de hoje, atingir tal marca, e tenho toda a certeza, esse número tornar-se-á insignificante diante dos anos que estão por vir.

Eles têm os ingredientes necessários para que isso ocorra: eles se amam, gostam de muitas coisas em comum, se respeitam e, o principal: a amizade deles é incomensurável. São “parceiros no crime” ! São companheiros e Blood Brothers.

Parabéns pro casal, nós todos te amamos e desejamos que vocês sejam felizes para sempre.

Obrigado Lali (a idealizadora do Blog) por ser a filha que todo o pai deseja !

Obrigado Jeffo, por cuidar tão bem da minha filha (um dos preciosos bens que possuo, ao lado dos irmãos e da mãe) !

 

Lali e o outro amor do Jeffo !
Lali e o outro amor do Jeffo !