Cuscuz

Como fazer o cuscuz caseiro perfeito… A meu gosto, claro!!

Primeiro vamos esclarecer que estou falando de cuscuz doce, feito de tapioca e coco. Existe outro prato chamado de cuscuz paulista, feito de farinha de milho, sardinha, palmito e temperos que também é delicioso, mas é uma coisa completamente diferente.

Voltando ao doce…
Você precisa de tapioca. Não pode ser a tapioca de beiju (aquela que se compra com leite condensado ou recheios salgados, que parece um taco), porque ela é muito fina e não apropriada pro negócio – Na verdade é outro produto.  Não faça com a de supermercado (yoki, granfino, etc) porque fica muito ruim.

Então o quê e onde comprar? Compre tapioca flocada. Na feira, na barraca que vende beiju, muitas vezes vende a tapioca de fazer cuscuz. Se não encontrar, vá na loja Tapiocas das Meninas, no pavilhão de São Cristóvão que lá, com certeza tem.

Lembro que estamos falando da Cidade do Rio de Janeiro, ok?

Ou peça pra Tati, porque o Ville traz da Bahia (êêêêê!!!).  Muito obrigada, seus lindos!!!
Essa sim é “A” Tapioca. A do Pavilhão é muito boa, mas essa da Bahia é sen-sa-ci-o-nal.

Como fazer:
Coloque meio quilo de tapioca numa travessa grande tipo marinex com duas xícaras de açúcar e uma pitada de sal. Misture bem.
À parte, leve ao fogo um litro de água com meio litro de leite de coco e cem gramas (aproximadamente) de coco fresco ralado. Não use coco seco, senão não fica perfeito.
Quando a água com leite de coco e coco fresco ferver, despeje sobre a tapioca com açúcar e misture bem. Os líquidos começarão a ser absorvidos e a delícia tá quase pronta. Cubra com filme plástico, tendo o cuidado de fazer uns furinhos pro ar quente sair. Quando a travessa estiver morna, leve à geladeira.

Pode comer com leite condensado ou sem.

A receita não leva leite de vaca nem derivados, então pode ser consumida por alérgicos a proteína bovina e/ou intolerantes a lactose. E se trocar o açúcar por adoçante culinário, pode ser consumida por diabéticos. E tem mais, gente, tapioca tá na moda, porque não tem glúten!! E os celíacos podem consumir 😀

Enjoy!

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Duas Way Beer

Este texto é intrinsecamente ligado à insônia, donde chegamos à terrível conclusão que a falta de sono pode ser produtiva.  Não que o produto final seja alguma coisa de qualidade (ou algo que minimamente preste), longe disso.  Tem gente que cozinha, pinta, lava banheiro e, literalmente, faz arte entre outras coisas.  Não, não pense besteira, mente suja, não foi isso que eu quis dizer.
Mas foram os Vingadores: Sim, a culpa é deles!  Que filmaço essa segunda aventura cinematográfica dos Maiores Heróis da Terra!  Um deleite pra um que, como eu, é de longa data, e que assitia os desenhos “desanimados” da Marvel no programa vespertino do Capitão Aza.  Lembra do Thor“Onde o Arco Íris é ponte!  Onde vivem os imortais…” Digressiono e emociono.
Mas eu vim aqui falar de cerveja.  O propósito é falar da Way Beer, uma cervejaria artesanal (mais uma nacional!) do Paraná, que faz cervejas incríveis e tem garrafinhas de 310ml padronizadas, onde os rótulos são impressos diretamente no casco e dá pra diferenciar uma da outra pela cor.  Eles fazem cervejas características de outros países, mas com o toque brasileiro.  Vou falar aqui de duas delas: a American Pale Ale e a Cream Porter.  Mas antes, eu me lembrei de uma coisa, que tenho que falar, pois é a mais famosa delas: “Tony Stark tira onda, que é cientista espacial…”  Não tem como errar, é o Homem de Ferro!
A Way Beer American Pale Ale
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Essa é a do rótulo verde (verde? Te lembrou alguma coisa? “Pobre Bruce Banner, por lindo cano entrou, exposto a raios gama…”).  A American Pale Ale é uma cerveja do tipo americana (dãããã) mais clara que as Pale Ale tradicionais, porém de alta fermentação.  Seu teor alcóolico de 5,2% faz com que ela seja um pouco mais forte do que as tradicionais pilsen de fabricação em massa, porém parece muito mais forte.  Talvez porque ela me pareceu um pouco mais “seca“, ou seja, você não percebe muito da água no líquido difícil à beça descrever paladar, mas eu, teimoso, tento assim mesmo).  A cor dela é linda, bem alaranjada e de aspecto bem leve.  Aliás, creio que seu alaranjado deva ser porque você sente, mesmo que de leve, alguma fruta cítrica que não consegui identificar precisamente, (que não é limão nem laranja) depois que a bebe.  Ela é muito gostosa, é amarga na medida certinha, dá pra beber bem gelada e dá pra beber uma atrás da outra.  Recomendo pra quem gosta de Pale Ale.
A Way Beer Cream Porter
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O rótulo é azul, e quando falamos de super herói azul lembramos do… (não, o Superman é da DC!) Isso mesmo, dele!  “O Capitão América é um grande lutador e contra o inimigo…”. Como diz seu nome, é uma cerveja tipo Porter que, apesar de escura, não se deva confundir com as Stout (Guinness, por exemplo).  As Porter são da Inglaterra e são mais leves e suaves (menos teor alcólico) que as Stout. Essa tem o teor alcoólico de 5,6%, como já disse, a cor é escura, bem encorpada e é bem cremosa o que, no meu caso, é um diferencial importante.  Ela é muito boa e o sabor dela é uma mistura de café com chocolate, com o sabor de café mais pronunciado (espero, do fundo do coração, não estar ficando pedante!).  Também você não sente a água no seu paladar (Água?, quem lembra do… “Ele é Rei dos mares. Meio peixe…”). Essa cerveja é pra apreciar e não pra beber muitas, acredito que, no máximo três garrafas de 310ml.  Muito legal.

Batatas com linguiça e Bolinhos de arroz ao forno

Pessoal, tudo muito prático hoje:

Linguiça Assada com batata e legumes 

6 gomos de linguiça cortada em 3 ou 4 partes (usei linguiça de pernil aperitivo, sem a tripa)
2 tomates sem pele picados
3 batatas médias em fatias de 1cm
1 abobrinha em rodelas de 1cm (substituí por mais uma cebola)
1 cebola média em fatias de 1cm
azeitonas verdes a gosto
4 fatias de bacon picadas
2 dentes de alho amassados (usei 4 partidos ao meio)
sal e pimenta do reino a gosto (não uso pimenta do reino, substituí por páprica picante)
cheiro verde a gosto
orégano a gosto
azeite a gosto

Numa assadeira ou refratário, coloque os tomates, batatas, abobrinha, cebola, alho, azeitonas, bacon e cheiro verde. Tempere com orégano, sal e pimenta do reino, lembrando que o bacon e linguiça também têm sal. Misture tudo muito bem e por cima, distribua a linguiça. Regue com um bom fio de azeite e cubra com folha de alumínio.
Leve para assar em forno pré-aquecido a 200˚C por 40~50 minutos ou até as batatas ficarem macias. Depois tire o alumínio e deixe mais alguns minutos até ficar douradinho.

Aqui em casa levou uma hora pra ficar pronto.  Depois que coloquei essa travessa no forno, comecei a fazer os bolinhos de arroz:

2 xícaras de arroz cozido “restô-d’onté”

4 colheres de sopa de leite

2 ovos

6 colheres de sopa de farinha de trigo

cheiro-verde picado

1/2 colher de fermento em pó

100g parmesão ralado

100g muçarela em cubos (não tinha: usei queijo de coalho)

orégano e sal a gosto.

Num recipiente, coloque os ovos, o leite, o queijo ralado, o orégano e o sal, misture bem e acrescente o arroz e a farinha de trigo.  Misture bem.  Modele os bolinhos e ajeite numa travessa untada com azeite.  Deu um pouco de trabalho porque gruda nas mãos, mas dá pra concluir a tarefa.  O queijo em cubos que sobrou, coloquei em cima de alguns bolinhos pra enfeitar.

Coloque a travessa dos bolinhos de arroz no forno, aproveitando que tá fazendo as batatas com linguiça.  Aqui eles terminaram de assar juntos.  Levou cerca de meia hora no forno.
Delícias!!
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Enjoy!

Cozinhando em casa… sempre!

Tenho feito umas receitas inspiradas em blogs e dicas de internet. Ontem o prato ficou tão sensacional que me empolguei e resolvi postar pra vocês essas delícias.

Torta de limão tradicional
(Pâte sucrèe, lemon curd e merengue)
Receita de Torta de limão com merengue, do Victor Hugo, do #pratofundo.
Não vou repostar a receita, porque fiz do jeitinho que ele ensina. Somente utilizei o merengue francês com algumas raspas e gotas de suco de limão, ao invés do suíço.

Seguem as fotos da obra 😀

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Lemon curd cozido, aguardando pra forrar a torta

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Massa da torta pré-assada, coberta com o curd.  Vai voltar pro forno.

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A torta após completamente assada.  O recheio fica mais firme e a borda visivelmente assada, já soltando um pouco da forma.

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Cobrindo o curd com o merengue.  Não uso bico de confeitar: coloco o merengue em grandes colheradas e vou ajeitando.

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Depois de completamente cobertas as tortas, a gente queima o merengue com maçarico, pra ficar douradinho.  Se não tiver maçarico, leve ao forno bem quente e fique vigiando.  Vai corar o merengue e fica delicioso do mesmo jeito.

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Torta queimadinha 🙂

Com a sobra de massa, fiz pequenas tortas e assei completamente, do mesmo jeito, com o feijão dentro, antes de rechear.
Após esfriar, coloquei morangos, um tiquinho de açúcar, crème patissiére e merengue.

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Base das tortinhas completamente assadas.

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Tortinhas com os morangos, um pouquinho de açúcar e cobertas com o creme de confeiteiro.

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Creme de confeiteiro
1 litro de leite
1 lata de leite condensado
2 gemas

4 colheres de sopa de amido de milho

Baunilha (extrato ou fava, por favor) – opcional
Raspas de limão
Junte os ingredientes numa panela fria, fora da chama, com o cuidado de dissolver bem o amido. Após dissolver, é só levar ao fogo até engrossar. Deixe esfriar para utilizar.

Vejam como ficam as tortinhas por dentro:

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E a torta grande:

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Lindona, né? E uma delícia!!
Vai daí que dei cabo da massa que sobrou, mas restou creme de confeiteiro… oh, dó!

A gente tem uns copinhos de cachaça aqui, lindinhos e eu tinha uns morangos em calda feitos em casa, então coloquei em cada copinho um pouco de morango com calda, o creme de confeiteiro e mais um pouquinho de calda… voilá! Flã de baunilha com calda de morango 😀 (ou chame-o como quiser).

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Morangos em calda
Morangos limpos, lavados, escorridos, sem o cabinho verde
Açúcar
2 cravos
50ml vinho tinto

Leve todos os ingrediente ao fogo numa panela antiaderente, de preferência e mexa de vez em quando. A calda vai engrossar um pouco e as frutas vão ficar cozidas, mas não desmanchadas. Delícia!!

Enjoy!

Discos que marcaram minha vida – Parte 2: Bebe Le Strange, Heart

Eu fiquei louco pelo Heart após o sucesso radiofônico de “If Looks Could Kill” e comprei o LP do meu colega de faculdade, o Coutinho (que, por curiosidade, é sobrinho do falecido Cláudio Coutinho ex-técnico da Seleção Brasileira).  Fiquei mais chapado ainda e todos os dias ia à banca de LPs usados da saudosa Subsom na Tijuca, à caça de algum álbum do Heart.  Chegava a ficar angustiado.  Lembrem-se de que naquela época não havia internet e nem tínhamos à nossa disposição a quantidade de informações que temos hoje.
Pois bem, num lindo dia, eis que tava lá, me olhando a um preço convidativo o LP Little Queen.  Não pensei duas vezes e adquiri o vinil (tenho ele até hoje!).  Quando botei na vitrola, a música de abertura era, nada mais nada menos, do que “Barracuda” e o riff me fez chapar mais ainda!  Fiquei louco e mais angustiado ainda, pois eu queria mais de Heart e não sabia onde encontrar.  Não era um dos grupos mais populares entre meus amigos roqueiros (não é, Vítor Bala?) nem entre os roqueiros que eu conhecia e saí, sem sorte alguma, procurando algum LP delas nos sebos da cidade, pois os discos do Heart estavam todos fora de catálogo.
Eis que, em um belo dia, estava eu caminhando sem compromisso pela Cinelândia, provavelmente matando aula, quando resolvi passar pela rua 13 de maio (a mesma onde desabou aquele prédio), rua onde alguns vendedores de LP enfileiravam sua mercadoria, na calçada mesmo, e a vendia a preços justos.  Quando, de repente, olhei pra uma fileira (eu não estava procurando disco nenhum) e lá estava ele.
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Bebe Le Strange – Heart – SONY DSC
A capa do LP é um retrato em preto e branco das irmãs Wilson (Nancy, a loira e Ann, a morena, que são as donas da Banda) sem nada escrito. Nem o nome da Banda e nem o nome do álbum, mas eu reconheci na hora (e eu nunca tinha visto a capa do LP!).  Perguntei o preço e eu não tinha o dinheiro!  Fiquei aflito e nervoso (quando eu fico nervoso me dá dor de estômago.  Quem me conhece, sabe). Pedi pro cara guardar o LP e pedi que ele me esperasse que eu ia em casa buscar dinheiro.  O cara só faltou rir, mas falou que tudo bem (devia estar acostumado com isso).
Peguei o metrô, fui até em casa, “assaltei” minha mãe, voltei pra Cinelândia o mais rápido que pude e o disco estava lá me esperando.  Que alegria!  Foi a viagem do Centro até a Tijuca mais lerda de todos os tempos!
Quando botei na vitrola, o riff de “Bebe Le Strange“…ah!, sem palavras!  A transição, a ponte, o refrão, a letra, tudo perfeito!  Contagiante a música.  Geralmente quando acontecem essas coisas, quando você gera grandes expectativas, acaba se decepcionando mas, daquela vez, a expectativa foi superada.  A segunda música, “Down on me“, é um blues bem arrastado e não deixa a peteca cair, grande trabalho do guitarrista Howard Leese (hoje tocando com Paul Rodgers e a Bad Company), meu guitarrista favorito do Heart.  Aliás, esse é o primeiro disco sem a presença do guitarrista solo Roger Fisher, que, na opinião deste humilde escriba, não faz falta alguma.  “Silver Wheels” é uma vinheta instrumental acústica (senão não seria um disco do Heart.  As irmãs Wilson adoram isso!) que serve de introdução para a pesada e rápida “Break“.  Música pra bater cabeça no estilo de “Communication Breakdown” do Led Zeppelin (influência, aliás, que as irmãs não negam, muito pelo contrário, abraçam, já tendo re-gravado o Led Zeppelin Vol. 4 quase todo e gravado discos com John Paul Jones e Jason Bonham).  E aí vinha “Rockin’ Heaven Down“, que eu escutei tanto, mas tanto, que não sei como o disco não furou.  Essa música acabava e eu colocava de novo.  E de novo!  (É lógico que eu tô escutando ela agora, enquanto vos escrevo!)… Rock me home, rock me home, rock me home, rock me home… E a harmonia… reminiscências.
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Howard Lesse e Roger Fisher
O lado B abre com o hit do disco, “Even it up“, música bem legalzinha à qual o grupo deu um “tratamento especial”, colocando metais pra deixar mais palatável pros ouvintes de rádio.  Não é minha prefeida mas é uma boa música.  “Strange Night“, um título perfeito pra essa música em que a bateria dá o ritmo com tambores meio que tribais.  Ressaltando o trabalho de guitarra do já citado Leese e da loira Nancy Wilson, aquele contraste entre violão e guitarra elétrica característico que só Heart sabe fazer.  “Raised on you”  é a única do LP em que o vocal principal é feito pela irmã que é guitarrista, Nancy, talvez a mais fraca do disco, mas “Pilot“, a música seguinte, compensa tudo.  Baladinha despretensiosa e gostosa, cantada de um jeito bem moleque por Ann Wilson.  Simples, sensacional, como as baladinhas devem ser, e, por falar nisso, o disco encerra com o baladão “Sweet Darlin’“, marca registrada do conjunto, e fecha com chave de ouro!
Esses dias eu comentava com a Isabela que, dos meus 46 anos de vida, gastei 2 meses só escutando esse LP sem fazer mais nada.  Exagero?  Sim.  Mas um mês foi, com certeza.
Esse não é o melhor disco da banda, não foi o mais vendido e nem o que teve mais sucesso comercial, mas, é o meu preferido pelo conjunto da obra.
P.S. Muito útil e agregador: Não podemos nunca deixar de falar do Sr. Wilson, sem o qual a banda não existiria. 😀

A Clausthaler Lemon e a Cidade Imperial Helles Munchen

Vocês devem estar curiosos, com uma pulga atrás da orelha.  A pergunta que não quer calar é: Por que ele tá resenhando duas cervejas tão diferentes num único post?  Vou dar algumas respostas e vocês escolhem uma, combinado?
1- Eu tomei as duas no mesmo dia;
2- Não regras neste blog;
3- O post é meu;
4- Porque eu quero;
5- Porque eu posso.
Tá bom pra você?

 

A Clausthaler Lemon

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Não tem jeito melhor de começar a resenha desta cerveja do que recorrendo a um clichê: Não se pode ganhar todas! Mas mesmo assim ainda estamos no lucro, nossa proporção de cervejas boas, ótimas e excelentes dá de lavada! A Lali, quando a escolheu, deixou passar que essa é uma cerveja sem álcool e eu não gosto nem um pouco de cerveja sem álcool.  Na minha modesta opinião um componente de importância fundamental em uma cerveja é sabor que o álcool deixa, é o teor alcoólico.  Sem esse sabor, eu não posso chamar de cerveja. Mas isso é opinião pessoal.
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No caso particular dessa Clausthaler, ainda há um agravante: o sabor de limão é acentuadíssimo, deixando os outros sabores totalmente apagados, ou seja, pra eu não me alongar muito, vou resumir em poucas palavras: parece refrigerante sabor limão.  Não recomendo nem pra quem curte cerveja sem álcool.
Me sentindo um pouco frustrado, fui beber a

 

Helles Munchen, da Cidade Imperial

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Que surpresa!  Que cerveja sensacional!  Essa foi uma cerveja que compramos na nossa última visita à Petrópolis e é fabricada pela Cervejaria Cidade Imperial que fica na própria cidade.  No site da Cervejaria, diz que ela é feita com a água de Petrópolis (sério?  Rsrsrsrs) e com “conceitos da Lei de Pureza Alemã” *, seja lá o que isso for.
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Mas o que importa é que ela é muito gostosa e o prazer de bebê-la foi imenso!  (será que a frustração com a Clausthaler Lemon, teve efeito psicológico no sabor? Vai saber…)
Seu estilo é alemão (Helles, dããããã), com cor amarelo escuro (quase dourado), sem muita espuma.  O sabor é excelente (se você chegou até aqui, você já tinha deduzido, não é mesmo?), leve, não muito amarga e sem muita acidez, dá pra beber várias uma atrás da outra.  Teor alcólico de 5%, você quase não sente o álcool na hora que está bebendo, só depois (fator que é meu preferido, em particular).
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Mas o mais legal dessa cerveja foi que, por sua aparência e seu gosto, você tem a nítida percepção de uma cerveja artesanal, ou seja, “feita em casa“.  Sabe aquela comidinha caseira que tem um sabor especial, por mais que você coma nos mais conceituados restaurantes?  Pois é, analogamente, isso acontece com essa cerveja.
Recomendo muito.  Com certeza tomarei outra(s), quem sabe acompanhado de uma Guioza feita pela Lali (nunca comi, apesar dela ter prometido) ou com o porquinho show de bola da Isabela.  Ótimas pedidas !

 

P.S.: Foi feito tudo num post só pra não falar só de cerveja ruim, né não?!
*Lei de Pureza Alemã, a Reingeitsgebot.  Texto da Wikipedia e o texto do site Brejas.com.br

A Bohemia Jabutipa

Há pouco tempo atrás, aqui neste mesmo blog, falei da lacuna que havia no mercado pros diversos tipos de cerveja que existem no mundo e de que, com o advento da internet, tomamos conhecimento, já que aqui no nosso país o quase monopólio das cervejarias fazia com que elas só fabricassem limitadíssimos tipos.  Então falei dos pequenos produtores que resolveram explorar essa órfã fatia de mercado e citei a Cervejaria Karavelle.
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Eis que, em uma de nossas frequentes visitas à Cidade Imperial (pra quem não sabe, Petrópolis) fui surpreendido com uma IPA, de rótulo muito bonito, com um ingrediente interessante (jabuticaba), chamada Jabutipa. Mas o que mais me surpreendeu foi que essa cerveja é fabricada pela tradicional Bohemia.  Isso mesmo, minha gente!  São as grandes cervejarias, antes tarde do que nunca, tentando também suprir esse lucrativo nicho de mercado (o público que gosta de diversidade), disputando, assim, com as importadas e com as cervejarias de “fundo de quintal” (no caso aqui, uso a expressão “fundo de quintal” num sentido de ser artesanal, ou seja, no bom sentido).
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Mas vamos ao que interessa.  Vale a pena?  Sim, vale.  A cor é sensacional, um alaranjado (característico da IPAs) muito bonito e vívido e com espuma ideal.  No sabor e no cheiro eu não consegui identificar a jabuticaba que eles prometem (deveria ser pelo menos mais forte, já que tem jabuticaba até no nome), mas isso é o de menos, porque a cerveja é deliciosa.
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Ela parece mais leve que as importadas, apesar do teor alcoólico de 6,5%.  Aliás, isso me fez pensar: será que o transporte das cervejas de lá de fora interfere no sabor delas?  Cito como exemplos, e se você ler as resenhas, entenderá do que estou falando, d’A Smashbomb Atomic Ipa, das Flying Monkeys e da Punk IPA Brewdog.  Mas isso são apenas conjecturas de um “provador” amador.
Voltando ao ponto, vamos a um breve resumo: eu prefiro as importadas pois têm um gosto mais marcante, são mais amargas e apesar de algumas terem teor alcoólico menor, deixam mais o gosto de álcool na boca.  Porém, para uma cidade e um país calorento (e bota calorento nisso) como os nossos, acho que essa IPA vai agradar em cheio, pois é refrescante e perceptivelmente leve.  O preço também é uma vantagem (no meu caso, não, porque eu vou comprar mais! Rsrsrs).  Privilégio de quem pode produzir em maior quantidade.  Prove.  Vale muito.  Mas a Jabuticaba… passou longe!
P.S. da Lalí: Eu já acho que jabuticaba não tem mesmo gosto de nada ¬¬