💧Vamos falar sério um pouquinho…💦

Estamos na semana do Meio Ambiente, que se inicia hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e nós aqui do Ateliê Coelho Machado Artes queremos aproveitar a oportunidade pra responder algumas questões e contar como a gente trabalha por aqui.

A indústria têxtil é uma das mais poluentes do mundo e a produção de uma simples camiseta de malha consome até 2.495 litros d’água doce. Uma calça Jeans consome 9.982 litros e um par de sapatos 8.547 litros.

Para saber mais sobre a conservação da água, você pode acessar os links que deixamos aqui:

Value of water Campaign
Water.org
Waterfootprint Network
WWF – Água para Vida
Ministério do Meio Ambiente

Tendo em mente a importância da conservação dos recursos naturais, do bom uso das matérias primas e da preservação do meio ambiente, coletamos todas as aparas e resíduos da costura, que são acumulados para uso como enchimento das almofadinhas que utilizamos no ateliê e da almofada-bandeja. Aliás, a bandeja também foi feita com aparas de MDF que sobraram da produção do móvel para instrumentos musicais, bem como os caixotes onde guardamos nosso material, e os canteiros para nossa, ainda pequena, horta.
Os retalhos maiores de tecido e as aparas de manta acrílica são colecionados e, depois de montados, utilizados para fazer as capas das almofadas, tapetes e porta-copos.

Aqui temos também uma cafeteira que utiliza cápsulas. Essas cápsulas são extremamente poluentes, porque demoram literalmente séculos para se decompor. Nós coletamos todas as cápsulas, limpamos e ela são utilizadas como “material dourado” nas aulas de matemática e como peças de jogos da velha, dama e xadrez e jogos de montar, desenvolvidos pelos próprios alunos. A caixa de papelão onde vêm as cápsulas é forrada e serve de dado para os jogos didáticos. A Valéria, da página Capitalizando Sonhos & Semeando Desenvolvimento, deu a ideia de reutilização desses materiais em jogos didáticos, e a Vivian, da Papo Cabeça Kids, fez a arte dos dados para os jogos.

O resultado dessas atitudes é o diminuto volume de lixo produzido, que se resume a meio saquinho tamanho “supermercado” por semana.

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A nossa meta é produzir melhor e reduzir cada vez mais o impacto ambiental da nossa atividade.

Você pode colaborar com esta causa tendo atitudes de uso e reuso consciente dos recursos, reciclagem dos materiais, doação do que não serve pra você mas pode servir para outras pessoas e aquisição de bens produzidos com técnicas que respeitam
o meio ambiente.

Veja mais detalhes dos nossos produtos e das atividades ecoconscientes:

Instagram @coelhomachadoartes

Facebook /CoelhoMachadoArtes

Twitter @coelhomachados

Visite nossos artesãos:

 Isabela

-Pintura, Design e outros

Laís

-Costura, Fotografia e outros

Leonardo

-Marcenaria, Horticultura, Churrasco e outros

Oh! Minas – A caixinha cheia de uais, sô.

Há um tempo atrás eu assinava as famosas caixinhas de beleza.  Começando pela revolucionária Glossy Box, seguida de outras caxinhas do mesmo tipo, a Beauty Box, a Blush Box, a Glam Box… e assim várias box por diante.  Mas, o que raio é essa caixinha?  Bão… a parada consiste no seguinte: A empresa tem contato com vários fornecedores diferentes, e, todo mês, eles enviam para sua residência uma caixa surpresa com ítens desses fornecedores.  No caso das caixinhas de beleza, vinha um esmalte da marca X, mais um hidratante da marca Y… normalmente 5 ítens por mês, mediante assinatura com valor fixo.  Algumas caixinhas cobravam frete, além do valor da assinatura.

Bem, essa moda passou, diminuiu bastante, não existe mais Glossy Box no Brasil, a Blush Box (que era a melhor, na minha opinião) também acabou, e por aí vai.  Eu parei com as assinaturas antes do fim das caixinhas, e parei de receber as novidades de beleza do mundo. Hahaha.

Bem, acontece que, há cerca de 3 meses estava eu googleando algo para o trabalho, sim, trabalhando eu achei essa parada, me apareceu um site, onde a proposta da empresa era a mesma das caixinhas que eu comprava há tantos anos, porém, o teor era completamente diferente.  Eu encontrei a Oh! Minas

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Só que eles não chamam de caixinha, eles chamam de Cesta, que é mais chique!  E não vem cosméticos, vem artigos da culinária mineira.  Aí eu gamei, né?

Eu assinei a Cesta Delícias de Minas, que propõe chegar na sua casa todo mês com: uma bebida alcoólica, um tira-gosto, um tempero e um doce tipicamente mineiro.  E de quebra ainda acompanha um artesanatinho lindinho.  Bem, assinatura feita: paguei e esperei.

Fato é que eu já sou fã das guloseimas que vem de Minas Gerais, no geral mesmo.  Fiquei mais apaixonada ainda de receber todo mês isso na minha casa.  Chegou minha primeira caixinha!

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Veio um pacote de batata tipo chips (aquela da onda) artesanal, natural e gostosa pra caramba.  Por não conter conservantes, a batata tem um tempo de vida mais curto do que as industrializadas, então eu tive de comer todas elas logo…  Ai, que chato!

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Batata Natural Delícia – 200g sem ar

Veio um molho de pimenta que eu ainda não tive coragem de experimentar.  Eu gosto de pimenta, mas pouca… não sou de comer muita pimenta ardida, então já viu… bateu um medinho dela!  Mas o cheiro e a cor são maravilhosos.

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Molho Dona Santa com Pimenta Forte – que deve arder até os olhos

Veio uma caixinha com goiabada cascão que eu ainda não abri também, pq a caixinha é muito linda e eu estou com pena.  Mas já se encontra em cárcere privado na casa dos meus pais para que possamos comer juntos assim que possível! (Possamos assim que possível) Hehehehe.

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Goiabada Cascão – Industria de Polpas e Doces São Gonçalo Ltda.

Por último, mas não menos importante, a cachaça mais bonita que eu já vi.  Fiquei apaixonada pela cor e textura do líquido ainda dentro da garrafa.

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Cachaça Lua Nova – 45% de pura beleza alcoólica

Veio também um marcador de página, lindo, feito de babu, pirografado Belo Horizonte com a Igreja da Pampulha em riscos.  Simplesmente lindo, mas eu esqueci de fotografar para pôr no post.  Fico devendo.

Eu adorei tudo, e, embora não tenha tirado fotos das outras 2 caixinhas que já recebi, posso dizer que amei as coisas que vieram, dentre elas, já recebi Molho de Jabuticaba Picante (diliça), Biscoito de Polvilho e o Lombo defumado com provolone (diliça mor), que foram os meus preferidos.  Além dos artesanatinhos que vem sempre, já vieram chaveiros, mexedores de bebidas…

O que posso dizer é que continuo assinando a Cesta, e continuo tendo gratíssimas surpresas todo mês!

Já posso deixar uma receita básica com um dos ítens:

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Lombo Defumado com Queijo Provolone – Prata

Fatie bem fininho o lombo com provolone à gosto, pegue um (ou mais) pão suíço, coloque manteiga caseira, lombo, e coma.  Coma muito!

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Gostinho de infância… da minha mãe.

Nesse fim de ano que passou eu decidi fazer uma sobremesa nova, algo que eu nunca tinha feito.

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Então comecei a procurar receitas pela internet.  Procura daqui, pesquisa dalí, encontrei algumas receitas que me agradaram, mas não por completo.  Então fui fazendo vários monstros do Dr. Frankenstein, montando uma receita na outra até chegar ao resultado a seguir:

 

Ingredientes

-Suco de duas ou três laranjas bahia daquelas bem lindas com bastaaante suco e a Raspa da casca de uma das laranjas.

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-1 lata de leite condensado, sem a lata.

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-2 colheres de sopa de amido de milho (aquele mesmo que você está pensando!  o que usa pra fazer mingau)

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-250g de ricota esfareladinha.  Basta desfazer todinha com um garfo, ou com as mãos mesmo

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-4 ovos da diversidade inteiros

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-200g de damasco seco picadinho

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-1 liquidificador

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-1 forma untada e enfarinhada (eu usei uma forma redonda de fundo removível)

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Modo de preparo:

Coloca no liquidificador o leite condensado com o suco de laranja e bate até ficar homogêneo.  Então acrescenta o amido de milho, e bate até ficar uniforme, depois inclua a ricota com paciência pra liquefazer a mistura.  Adiciona os 4 ovos descartando apenas a casca, e deixa bater por quinze segundos, ou mais, para que os ovos sejam bem triturados e amalgamados à massa.

Desliga o liquidificador e ajunta, com uma colher, as raspas da casca de uma laranja bahia, a mais bonitinha e cheirosa.  Após consubstanciar suavemente as raspas, despeja com carinho na forma untada e enfarinhada, aí espalha os pedacinhos de damasco por cima da massa, com cuidado para não ficarem amontoados.  Não se assusta que esses pedacinhos vão afundar mesmo.

Coloca no forno pré-aquecido à 200ºC por cerca de 40 minutos, ou até ficar bem firme e levemente bronzeado, pq a massa fica branca mesmo.  Tira do forno, aguarda esfriar um pouco pra não esquentar as coisas na sua geladeira, e coloca pra gelar durante um bom tempo, pq ele fica mais gostoso bem gelado!

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Meu pai, minha mãe e minha tia experimentaram essa sobremesa.  Minha mãe arregalou os olhos e falou que lembrava alguma coisa que ela comia quando era criança, ao que minha tia disse que era o pudim de laranja da Vó Lina, mãe da minha mãe.  Daí tiramos o gostinho de infância.

Meu pai gostou bastante também! 😀

Não deu tempo de tirar foto. :/

Buñuelo de Pollo à Moda Mexicana

Aproveitando a pegada latina que está nesse blog ultimamente, mostro pra vocês a receita mexicana de Buñuelo de Pollo.  É mexicana, mas não leva pimenta (mas sem pimenta??  Como assim, México sem pimenta???), porém, nada te impede de colocar uma pimentinha se quiser…

Vamos à receita:

#ComoFaz

-Coloque numa panela de pressão:

*3 colheres de sopa de azeite de oliva

*1 colher de sopa de alho picadinho (eu uso aquele que compra picado mesmo)

*1 colher de sopa de cebola picadinha

*1/2 quilo de peito de frango limpo e desossado

-Refogue um pouco, então acrescente:

*2 cubinhos de caldo knorr de galinha

*água QB para cobrir

-Tampe a panela, deixe pegar pressão e aguarde 30 minutos, desligue.  Após retirar a pressão, separe o caldo do peito de frango, reservando o caldo.  Coloque o peito cozido novamente na panela, ainda quente, e tampe.  Com a cara e com a coragem, sacuda.  Sim, sacuda a panela!  Sacuda como se não houvesse amanhã.  Sacuda a panela firmemente durante cerca de 5 minutos, abra a panela, se o frango ainda não estiver totalmente desfiado, tampe de novo e sacuda mais, o tempo que for necessário para o desfiado ficar do seu agrado. *Dica que funciona*

-Em uma panela coloque:

*1 xícara de leite (usei o desnatado)

*1 xicara do caldo do frango que você havia reservado

-Deixe ferver, então acrescente o frango desfiado mexendo sempre, adicione também:

*1 lata de milho verde sem a salmoura (pode usar mais o que você quiser, se quiser ervilha, cenoura, brócolis… vai ficar bom do mesmo jeito)

*2 colheres de sopa de farinha de milho em flocos

*2 colheres de sopa de amido de milho -o que é amido de milho? -é maisena!

*4 colheres de sopa de farinha de trigo

-Então mexa com uma colher de bambu, mexa bem até desgrudar o fundo, então desligue o fogo e imediatamente coloque:

*1 gema (sem a clara) de ovo

-Continue mexendo até a gema se misturar em toda a massa.  Eu coloquei duas geminhas, pq meu ovo era pequeno, reserve as claras. Deixe esfriar um pouco para que possa modelar com as mãos.

-Unte suas mãos com um pouquinho de óleo de soja, ou o óleo culinário de sua preferência, modele bolinhas com as mãos, do tamanho que preferir, as minhas ficaram com cerca de 4cm de diâmetro.

-Em dois recipientes diferentes coloque:

*No primeiro a clara sobressalente e mais um ovo, se necessário

*No segundo farinha de rosca para empanar

-Eu usei as duas claras das gemas que usei na massa, não houve necessidade de colocar mais um ovo, e aqui não se desperdiça!  Passe a bolinha no ovo e depois, de leve, passe na farinha.  Eu fiz que nem brigadeiro, coloquei a bolinha por cima da farinha e fui rolando de forma a não ficar muito enfarinhada, só o suficiente para envolver toda a bolinha.

-Depois frite em óleo quente.

Eu comi acompanhado de arroz e saladinha, mas fica delicioso com ketchup orgânico e com mostarda dijon!

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O único registro dos buñuelos... Não sobrou nenhum pra contar história.

 

Tarte de Pêra

Tarte.  Não confundir com Tarte-Tatin (/tárte tatãn/).  Tarte é um nome besta e esnobe uma versão para a famosa torta que conhecemos bem, é um tipo de torta simples de fruta, não aquelas tortas confeitadas que comemos em festas.

Bem, fato é que eu fiz minha primeira tarte, e foi com pêras.  Devo dizer que olhei várias fotos de tarde de pêra no google e, na maioria das fotos, as pessoas colocavam aquela massa de biscoito, tipo de cheesecake, ou de torta americana, antes da massa de fruta propriamente dita.  Então já não levei muita fé de que o negócio iria dar certo, pois a minha receita adaptada (eu adapto as receitas antes de fazer pela primeira vez pq não bato muito bem…) tinha somente a massa e a cobertura, nada de biscoitinho.

Como já havia comprado todos os ingredientes e sou teimosa, fui fazer com a cara e com a coragem.  Então foi assim:

Ingredientes

-6 pêras (eu usei aquela que é mais molhadinha, a Portuguesa, mas você pode usar a que preferir)

-3 ovos inteiros (sem casca, é claro)

-1 xícara de farinha de trigo (8oz)

-1 xícara de leite (240ml)

-1/2 xícara de açúcar (4oz)

-1 forma com fundo removível

-Margarina ou manteiga e farinha para untar a forma

-1 liquidificador

-Mel ou geleia à gosto

Colocam-se os 3 ovos (sem suas respectivas cascas) no liquidificador, o leite e 3 das pêras sem casca e sem o miolo (sementinha e cabinho).  Bate bem até ficar líquido, homogêneo e sem pedacinhos.  Acrescente a farinha e o açúcar e bata novamente até ficar um creme uniforme, com aspecto de massa de bolo crua.

Depois de untar e enfarinhar a forma, despeje a massa devagar, pois ela é muito líquida e pode espirrar.  Então decore com as outras 3 pêras, com casca mesmo, pra ficar douradinha.  Eu gostaria de ter conseguido fazer lindas “meia-luas“, mas não tenho coordenação motora, nem paciência suficiente para tal (quem sabe um dia), então fui cortando lascas finas e encaixando uma na outra por cima da massa.  Temos que repousar as pêras com amor e cuidado para que não afundem, então, quanto mais fininha a lasca, melhor.

Leve ao forno à 250ºC por mais ou menos 25 minutos, ou até dourar.

Quando sair do forno, ainda quente, pincele mel (derretido no microondas) ou a geleia de sua preferência por toda a tarte.  Eu usei mel e ele não ficou com sabor forte, nem ficou muito doce.

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Bem, meus queridos aqui de casa aprovaram.  Nós comemos em temperatura ambiente.  Mas creio que, saindo do forno, bem quentinha, e acompanhada de uma bola de sorvete, ficaria diliça.  Também foi levantada a hipótese de ser servida geladinha e refrescante, igualmente diliça!

Faça, prove e diga como ficou!

P.S. do pai: Do jeito que comi, tava diliça !

P.S II, A Missão: Não duvido nada que a maluca tenha batido os ovos com casca ! Rsrsrsr

Meus amigos me chamam de Muffin… Mas você pode me chamar de RobôMuffin!

Eu tenho preferência por alimentos salgados, apesar de saber apreciar os demais sabores, os doces, os amargos, os apimentados, os ácidos… mas tenho preferência por alcalinos e salgados.

Bem, estava eu, em determinado dia, às voltas para saber o que faria para o jantar, tendo em vista o pouco tempo, a pouca variedade de material e a pouca vontade de ficar horas na cozinha.  Pq tem dias em que a gente não está com muita vontade de cozinhar, mas isso não significa que o pouco tempo que vamos disponibilizar para a atividade nos resultará em algo ruim, meia boca, ou marromenos.

Bem, eu achei por aí uma receita de muffin salgado.  Desculpem, mas eu não lembro onde foi.  Sei que foi pelo celular, eu anotei num pedaço de papel de rascunho uma parte da receita e levei pra casa.  Lá eu fiz minhas adaptações, e então nasceu o Muffin Salgado que será ensinado abaixo.

 

Ingredientes:

-2 xícaras de farinha de trigo

-2 xícaras de leite (usei desnatado)

-1 e 1/2 colher de café de fermento químico

-1 xícara de  brócolis japonês cozido

-1/2 lata de milho verde (sem a salmoura)

-1/2 lata de ervilhas (sem a salmoura)

-100g de presunto cozido picadinho

-100g de mussarela picadinha

-50g de parmesão ralado

– sal a gosto

-margarina e farinha de trigo para untar

Para preparar os muffins você vai precisar de uma forma para muffin, ou para cupcake, que são, na verdade, iguais, só que cupcake está na moda.

Num bowl, ou tijela, ou o recipiente que você quiser, coloque a farinha e o fermento e misture, depois coloque o leite e mexa com um fouet até ficar homogêneo.  Acrescente os demais ingredientes e misture calmamente de modo que a massa envolva os ingredientes e não fique legume pra um lado e farinha pro outro.

Unte a forma para muffin com a margarina e enfarinhe.  Com a ajuda de uma colher de sorvete, que facilita bastante o serviço, coloque um pouco da massa em cada espaço da forma, até a borda (sem transbordar).

Leve ao forno -pré-aquecido- a 250ºC, por cerca de 20 minutos, ou até crescer.  Se a sua forma de muffin for de silicone é bom colocar sobre uma forma de inox ou de vidro para que não derrame, pois a massa é muito líquida.  Para saber se está pronto, basta fazer como em qualquer bolo: fure com um palito, se o palito sair sequinho e limpo, está pronto.

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Essa receita é muito versátil.  Você pode colocar quase qualquer recheio (salgado), basta aumentar ou diminuir proporcionalmente a quantidade de farinha de trigo, de fermento e de leite.  Fiz duas vezes e quem provou aprovou. 😀

 

P.S.: Descobri que RoboMuffin é uma marca filipina de roupas!

Milkshake de Ovomaltine – Vai bem com séries! (mais barato que Ovo de Páscoa!)

Aqui em casa, sobretudo Papai e Eu, temos o costume de experimentar os Milkshakes de Ovomaltine em qualquer lugar que vamos.  Primeiramente porque gostamos de milkshake, segundamente (?) porque gostamos de Ovomaltine, terceiramente (???) porque gostamos de desafios!

Já provamos bons milkshakes, milkshakes mais ou menos, milkshakes deliciosos… então Mamãe e Eu decidimos fazer o nosso e… TCHARAAAAM… ficou estupendo!

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Para fazer essa iguaria no aconchego do seu lar, servindo três pessoas que assistirão à uma maratona de seriados, você vai precisar de:

1 liquidificador grande e potente

8 bolas de sorvete de chocolate de boa qualidade (usamos o Chicabon da Nestlé)

8 bolas de sorvete de creme de boa qualidade (usamos também da Nestlé, mas não ganhamos um centavo da marca!)

4 colheres de sopa cheias de chocolate em pó (usamos Callebaut) e/ou de achocolatado de sua preferência (usamos Nescau, que também é da Nestlé.  Juro que não recebemos um vintém para tal)

4 colheres de sopa cheias de calda de chocolate especial da Bela

*Calda de chocolate especial da Bela*

>7 colheres de café pronto (ou leite)

>7 colheres de chocolate em pó ou achocolatado

>7 colheres de açúcar

>1 colher de margarina

>1 colher de conhaque

> Leva ao fogo mexendo sempre até reduzir e ficar em ponto de calda

1 xícara de leite integral

4 colheres de sopa cheias de Ovomaltine Flocos Crocantes

3 copos maneiros pra servir

Calda de chocolate especial da Bela para decorar os copos

Ovomaltine flocos crocantes para decorar os copos e finalizar

 

Decore os copos maneiros com a calda e os flocos crocantes e reserve.
No liquidificador coloque o leite, as bolas de sorvete, o chocolate em pó, o ovomaltine e a calda especial. Bata até misturar e ficar numa consistência que lhe agrade, eu gosto mais grossinho, por isso não bato muito.
shake1Disponha nos copos maneiros, coloque flocos crocantes de ovomaltine por cima e divirta-se!

P.S do pai: Como diria o mestre Stan lee: ‘Nuff said !

 

Guioza experience – Questão de prática

Eu gosto muito de culinária oriental e qual eu não gosto? . Dos pratos quentes, um dos meus favoritos é o Guioza.
Tipicamente chinês, o jiaozi foi difundido no Japão pelos soldados que lutaram na Manchúria, na Segunda Guerra Mundial. O guioza – ou gyoza – ganhou o mercado culinário no pós-guerra japonês devido à devastação do país, a escassez de arroz, a facilidade de obtenção da farinha de trigo e o fato de que quase qualquer alimento poderia servir como recheio, desta forma o Guioza foi (e é, até hoje) utilizado como meio de subsistência de inúmeras famílias japonesas. Por isso, apesar da origem chinesa, podemos encontrar o guioza na maioria dos restaurantes japoneses por aí.

Tentei fazer guioza três vezes na vida.  A primeira ficou, como direi, marromenos.  Dava pra comer, tinha um sabor até agradável, mas não era, nem de longe, guioza.  A segunda ficou incomível, nem comentarei.  Finalmente, na terceira, após muito pesquisar e adaptar as receitas que eu tinha, ficou bem parecido com o guioza que eu como em restaurantes.  E é esta receita que colocarei aqui.

Então descobri, após essa terceira tentativa, que fazer o guioza bem gostoso, com a massa fininha, do jeitinho que é vendido, é unicamente questão de prática.  Como eu não tenho prática, continuarei fazendo para que eu vá melhorando sempre, e, quando me der por satisfeita no quesito “isso parece mesmo um guioza” eu volto pra contar.  Mas, vamos nos ater à receita que deu certo!

Comecei com a receita da Mari Hirata, retirada do livro As Minhas Receitas Japonesas – O Pequeno Prazer ao alcance de todos.

As minhas receitas japonesas - O pequeno prazer ao alcance de todos.
As minhas receitas japonesas – O pequeno prazer ao alcance de todos.

No livro ela ensina a receita, mas não a técnica.  Então fui pesquisando em vídeos no youtube e receitas mais detalhadas em blogs e sites.  Junta daqui, adapta dalí, aperta, descansa, estica, recheia… saiu assim:

 

Ingredientes da Massa:

400g de farinha de trigo

300ml de água morna (não fervendo)

1 col. café de sal

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Vai misturando a massa com as mãos, colocando a água aos poucos.  Dependendo do clima, da temperatura ambiente e da qualidade da farinha, usa-se mais ou menos água.  Basta que a massa fique homogênea e desgrude das mãos.  Feito isso, coloque em um recipiente para descansar por 30 minutos, e cubra com um pano de prato úmido, para que a massa não resseque.

Enquanto esperamos, vamos ao recheio.  Você pode fazer o recheio da forma que preferir, e existem sugestões bem interessantes pela internet, mas eu fiz dessa forma:

Ingredientes do Recheio:

300g de carne de porco (utilizei lombinho)

200g de repolho verde

1 dente de alho

Cebolinha e sal à gosto

Coloquei também 2 col. café de Óleo de Gergelim Torrado, mas não é obrigatório (como nada na receita, com exceção da massa)

 

Eu coloquei tudo no processador e bati, mas aconselho a fazer isso somente com a carne, o sal e o alho.  A cebolinha e o repolho devem ser cortadinhos bem fininhos e misturados ao recheio, dá mais trabalho, mas fica mais saboroso.

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Nesse meio tempo, veja se a massa dobrou de tamanho, se já passou o tempo certo.  Se sim, é hora de abrir.  E é aí que começa a dificuldade!

Há cerca de um semana eu assisti ao programa do Rodrigo Hilbert, Tempero de Família, onde era ensinado uma forma de abrir a massa bem mais facilmente, além de várias dicas, mas a receita do guioza é diferente desta aqui.  Vou ensinar como fiz à época, porém com a ajuda do vídeo acho que fica bem menos assustador…

Numa superfície reta e limpa, jogue um pouquinho de farinha (para a massa não grudar).  Divida a massa em 6 partes e abra a primeira com um rolo de macarrão o mais fininho que você conseguir.  A massa é bem elástica, então pede um bocado de força de vontade.  Eu abri até ficar semitransparente.  Então fui cortando com uma caneca, para ficarem em rodelas do mesmo tamanho.

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Achei mais prático abrir toda a massa e depois ir recheando uma a uma, mas, para tal, você deve enfarinhar cada rodelinha antes de cortar a próxima, se não gruda tudo, fica um melequê, e você vai ter de fazer tudo de novo.

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Após as rodelinhas abertas, coloque um punhado (uma bolinha) do recheio no meio da massa e feche as bordas, grudando primeiro o meiozinho com água e depois fazendo as dobrinhas.  É trabalhoso, mas fica bonitinho. 🙂

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Em uma frigideira funda, ou panela antiaderente, coloque um fio de azeite para aquecer.  Coloque os guiozas que couberem (mais trabalho…) com a “bundinha” pra baixo e a pontinha pra cima, e espere dourar.  Depois de dourar, coloque meia xícara de água quente e tampe imediatamente para que comece a cozinhar a massa.  Essa etapa pode ser repetida três vezes ou mais, dependendo da necessidade do cozimento.

Aí, depois dessa trabalheira toda, está pronto!  Sirva com um molho composto feito em casa!

-3 col. chá de Shoyu

-1/2 col. chá de óleo de gergelim torrado

-1/2 col. chá de gengibre ralado, ou gengibre em pó

-Cebolinha picadinha à gosto

 

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Agora você senta, descansa e come!

P.S. do pai :Não sobrou nem pro pai experimentar ! Rsrsrsrsrs

Um Estudo em Vermelho – Minha Breve experiência com Sir Arthur Conan Doyle

Meus pais conhecem toda a obra do médico e escritor, Sir Arthur Conan Doyle, no que diz respeito a Sherlock Holmes.  Desde sua primeira aparição, em novembro de 1887, na Beeton’s Christmas Annual, no romance A Study in Scarlet.  Eu, particularmente, tendo a gostar de tudo o que eu assisto que tem como referência, base ou inspiração a personagem de Sherlock.

Assisti a todos os episódios de todas as temporadas de House, M.D., com o maravilhoso Hugh Laurie como Gregory House Everybody Lies!, um personagem abertamente inspirado no Sherlock de Conan Doyle.  Gosto muito da série Elementary, que ambienta um Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller) em reabilitação, na segunda década dos anos 2000, com Dr. Watson como seu parceiro de reabilitação e, posteriormente, parceiro de descobertas.  Uma coisa que eu gosto muito na série é o fato de Watson ser Joan, uma mulher, e asiática, a talentosa Lucy Liu.  A série MONK, um pouco mais cômica, também teve seu personagem principal, Adrian Monk (Tony Shalhoub), baseado em Sherlock Holmes, utilizando amplamente a observação e a ciência da dedução em seus casos, o personagem também sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo, e tem horror a sujeira.  Até que eu achava a série divertida.  Assiti, também, aos recentes filmes com o Robert Downey Jr., Sherlock Holmes e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, parece que o terceiro filme da franquia sairá ainda em 2015.

Existem ainda as séries As Aventuras de Sherlock Holmes, que foi ao ar de 1984 a 1994, e Sherlock, lançada em 2010.  Essas eu não assisti, bem como não assisti nenhum dos filmes que foram lançados entre 1939 e 1946 sobre o Detetive Consultor.  Pra finalizar, na minha opinião, as séries The Mentalist e Psych também beberam da fonte de Sir Arthur, porém, por gosto pessoal, eu não assisti a nenhuma das duas.

Mas não é sobre as filmagens sobre o personagem que venho falar.  É sobre o fato de ter crescido rodeada de Sherlock por todos os lados, tal qual uma ilha, graças aos meus pais, e nunca, nesses 26 anos, ter lido nenhum livro sobre o detetive. Como pode isso?? Ultraje! Sacrilégio!

Então, num dia de carnaval, de cama, peguei ele, o primeiro, o prólogo, o início de tudo… peguei sem nenhuma pretensão Um Estudo em Vermelho da estante.  Deixei de lado o livro que estou lendo por um minuto, e escolhi aleatoriamente Conan Doyle para passar o tempo.  Só que o tempo não passou, foi passado.  Quando eu comecei a absorver os relatos do Dr. Watson, não consegui parar, e foi página após página e eu li o livro todo num gole só.  Simplesmente fui incapaz de soltar a obra sem saber como haviam se desenrolado os acontecimentos.  Essa foi a minha breve experiência com Sir Arthur Conan Doyle.

 

Agora, sobre a história em si, posso dizer que é inebriante, apaixonante, cativante… o enredo vai te carregando para um frio no meio das ruas soturnas de Londres, em meio à escuridão, à neblina e ao crime.  As pegadas, o sangue, a aliança… tudo te envolve de tal forma que, acredito que apenas tendo a experiência de consumir esse romance de uma vez só é que se pode ter noção do espetáculo que é.

 

Minha indicação: Leia!