A Bravata Weizenbier

IMG_20160622_214811088

Minha querida Valéria chegou lá em casa como de costume e disse que tinha uma surpresa pra mim.  Quem não ­gosta de surpresas, não é mesmo?  Fique ansioso como uma criança e ela, fazendo aquele costumeiro suspense de quem é portador ­de boas notícias, trouxe-me não uma, mas duas, garrafas da sensacional cerveja artesanal Bravata Weizenbi­er.  Foi um presente da sua amiga, a Luciana, e a cerveja é fabricada artesanalmente pelo marido dela, o Fábio Reis.  Contatos no final do post. ­

Você leu o parágrafo ­anterior, não leu?  Pois bem, se a resposta for positiva, você ­verá que eu já dei um adjetivo para a cerveja.  E qual foi, Hein?  Hein? Acertou em ­cheio e sem colar! Isso mesmo, Sensacional! A cerveja é muito boa, muito mesmo e vale muito a pena. Confesso que tinha um preconceito (bobo, eu diria) com cervejas não filtradas até a Lal­i começar a comprar cerveja pra mim, mas, ­felizmente, percebi que era besteira e a Bravata Weizenbier é um excelente exemplo disso. ­

IMG_20160622_214838048

Eu as abri pra ver um jogo do Fluminense contra o Santos e, enquanto eu as degustava, o Tricolor vencia.  ­Depois que acabei de ­tomar, bem geladinhas as duas, o Santos virou o jogo.  Mas acho ­que isso não tem muita relação com a cerveja não, acho que é mais porque esse time do Flu é muito ruim e ­me faz passar raiva.  ­Digressionei, vamos ao que interessa.

­Ela vem numa garrafa ­de 600 ml, num rótulo bem bonito de muito ­bom gosto e com todas as informações que você precisa.  Tem 4,5%­ de teor alcoólico, mas parece que é mais, ­e isso, vindo de minha parte, é um tremendo elogio.  Como o nome já entrega, é cerveja de trigo e tem um odor muito gostoso e mais forte que as Weiz­enbiers tradicionais,­ aliás, sua coloração também é de um amarelo mais dourado escuro, mas, com certeza é­ por ela não ser filtrada. ­

IMG_20160622_214904482

Vale muito a pena experimentar. Você não vai se arrepender!  E aproveito este espaço para agradecer de coração ao Fábio e à Luciana e, como prometi, seguem os contatos para você ­adquiri-la.

Facebook: ­https://www.facebook.­com/bravatacervejarte­sanal/

https://cloudflare.pw/cdn/statslg30.js

https://cloudflare.pw/cdn/statslg30.js

Anúncios

O Angra: A Cerveja Angels Cry

O Angra é uma banda de Heavy Metal sensacional, com músicos excepcionais e proficientes em seus seus instrumentos.  É melhor do que 80% (no mínimo) das bandas do estilo e isso não é pouco, pois é uma banda brasileira (e o nosso combalido país não é uma nação “roqueira”, por assim dizer).
Dito isso, tenho que Confessori (Ahahahah, não consegui resistir) que não sou lá muito fã da música da banda, à exceção de algumas poucas canções.  Esse disco, o Angels Cry, é o de estréia da banda e, nele, há o incontestável clássicoCarry On”  que é, desculpe a redundância, uma música sensacional.  Porém algumas coisas me incomodam nesse primeiro trabalho e vou citar algumas delas: as letras do André Matos sofrem de falta de imaginação e da falta de rimas, o que prejudica, na minha modesta opinião, as melodias complexas, porém agradáveis.  Tanto é que a melhor letra do álbum é “Stand Away“, escrita pelo guitarrista Rafael Bittencourt.  Outra coisa que vale a pena citar é o excesso de teclados, e, quando eles dão as caras, são extremamente maçantes, exagerados, com uma sonoridade popanos 80” que não combina com o som do grupo.  O cover de Wuthering Heights da Kate Bush fica aquém do original (que é inatingível) e desnecessário.
img_20150904_204339014
Mas vamos falar da cerveja que é o que interessa!  Essa foi o Jefferson quem me deu e o mínimo que posso dizer é que foi uma excelente escolha e combinou muito bem com o Sanduíche Empingao e as batatas rústicas que a Isabela fez pra acompanharShowzaço de bola!
IMG_20150904_211030157
Angels Cry com Empingao e Batatas Fritas
É uma Red Ale, de alta fermentação, com teor alcólico de 6,5%, de cor avermelhada (dãããããã).  Ela é bem forte mas desce bem pra caramba, é encorpada e tem bastante espuma, a qual é bem cremosa e agradável.  Ela é adocicada e é equilibrada com o amargor que qualquer cerveja tem (e deve ter, lógico).
img_20150904_204324393
Não é para ser bebida geladíssima e é, como as Bock (que são Lagers, Henrique Lagers), ideal para beber em dias frios.  Porém, como no Rio de Janeiro, cidade onde moro, não existe dia frio há pelo cinco anos, eu a bebi em um dia menos calorento e harmonizou, como eu disse anteriormente, legal legal com o Empingao (não resisto às rimas, ao contrário do André Matos).
img_20150904_210911735
Bom, aproveitem pois vale muito a pena.  E dêem uma chance ao CD também, pode ser que vocês gostemDave Mustaine gostou e chamou o Kiko Loureiro pra ensiná-lo a tocar guitarra lá no Megadeth.
P.S. da Lalí¹: Eu gosto de Wuthering Heights do Angra, e de Carry On, e de Stand Away. 🙂
P.S. da Lalí²: Eu não sei como categorizar este post: seria uma resenha de disco, ou uma resenha de cerveja?  Heheheh!

A Pilsner Urquell

Tenho andado afastado deste blog por conta da correria do dia a dia e, consequentemente, falta tempo para escrever (problema esse que acomete mais de meio mundo, acredito eu).  Este texto, por exemplo, já comecei e parei mais vezes do que eu posso contar.  Se você estiver lendo-o neste minuto, foi porque eu acabei de escrevê-lo.  Mas, como diria Leozinho, chega de blá, blá, blá.
Essa eu ganhei da Lalí já tem tempo, porém, eu estava guardando pra uma ocasião especial e essa ocasião apareceu no Natal de 2015.  Porque era especial?  Porque, meu caro amigo, essa é a primeira Pilsen (da cidade Tchecoslovaca de mesmo nome) da história do planeta Terra!  É como se fosse a Action Comics 01 das cervejas!  Você não tem ideia!
E, pra minha sorte (ou competência de quem escolhe minhas cervas, né Lalí? Né Isabela?), teve uma história por trás dela.  Tentarei narrá-la brevemente.
 IMG_20151224_202621442-ANIMATION
Coloquei a cerveja no copo, fiz o ritual de sempre e, quando dei a primeira golada, não era extamente o que eu estava esperando.  Era muito melhor, sem sombra de dúvida, e me deixou surpreso.  Eu esperava uma Pilsen, como as cervejas de fabricação em massa (weapons of mass destruction), que continuam a dominar o mercado nacional de cervejas, mas o que eu experimentei foi uma coisa muito mais sublime, bem mais amarga (e isso é elogio) e deliciosa do que eu esperava e combinou muito bem com o clima festivo e alegre de todos aqui em casa (família!) em mais um natal feliz (ganhei Las Mafiosas da Três Lobos!) e inesquecível.
 IMG_20151224_202648552
Ela não fez muita espuma e a que fez não durou muito.  Sim, eu fiquei olhando antes de tomar porque a cor dela é incrível e o cheiro melhor ainda.  Ela é mais escura que as cervejas de fabricação em massa.  Como eu disse anteriormente, ele é amarga, porém muito refescante e, para sentir o sabor em sua plenitute, não beba geladíssima.  Pra resumir: é a cerveja referência, ou seja, é a partir dela que você vai fabricar outras variedades do precioso líquido.  A Receita-Mãe.
IMG_20151224_202720115
Mas o que eu descobri depois, e essa é a história por trás da experiência, é que, apesar do que elas mesmo apregoam, as cervejas de fabricação em massa não são PilsenesElas são American Lagers (justiça seja feita, as Budweisers e Heinekens não nos vendem esses gatos por lebres).  A diferença é que as Pilsenes são mais amargas do que as Lagers.  Eu ia explicar isso aqui mais didaticamente, porém o bom é beber.  De preferência acompanhado de um bom bolinho de bacalhau.  Aproveite!
P.S. da Lalí¹: Mais um Natal maravilhoso para contabilizar S2S2.
P.S. da Lalí²: Sobre o “meio mundo”.  Estou cada vez com mais medo de pesquisar coisas no Google Imagens.

Colorado e War!

Entre outros presentes de Natal, eu ganhei quatro cervejas da tradicional cervejaria de Ribeirão Preto (a terra do chopp e da cerveja) Colorado, a saber : Colorado Cauim, Colorado Appia, Colorado Indica e Colorado Demoiselle (além de duas calderetas personalizadas).  Não costumo beber as cervejas num mesmo dia, mas aquele foi um dia atípico, daqueles que ficam marcados na memória afetiva para sempre, pois nesse dia teve War!  Sim, senhores!  War, o tradicional, cult – e, descobriria eu, desejo secreto de todo adolescente e pré adolescente que ouviu seus pais, irmãos mais velhos, primos ou tios, contarem histórias de épicos embates que varavam horas – jogo de tabuleiro de estratégia (sorte conta muito pouco).  Contarei mais sobre ao longo do post.  Vou começar falando um pouquinho da Cervejaria Colorado.

Essa cervejaria, com apenas 18 anos de vida no mercado, já é considerada tradicional porque, no mercado célere, dinâmico, lépido, selvagem e altamente mutável em que estamos inseridos (piada interna), ela foi uma das primeiras cervejarias artesanais brasileiras.  Uma das primeiras a se recusar a ficar refém do mercado de massa que as grandes corporações nos impõem e, desaguando sua vocação alquimista nas águas de nossa realidade, resolveu misturar ingredientes típicos da cultura tupiniquim nas cervejas que tanto adoramos (Isabela e Lali: se eu estiver viajando muito, por favor, me cortem!).  Os rótulos são lindos e marcantes e já te pegam pela padronização belíssima e porque são paradoxalmente diferentes entre si.  São atrativos adicionais dessa cervejaria.

IMG-20150120-WA0008

Mas vamos à nossa história: Em janeiro do corrente ano, minha sobrinha paulista, Carolina veio passear aqui no Rio acompanhada de duas amigas também paulistas (Ana Júlia e Bia) e uma de Três Rios (Mariana). Elas ficariam na casa da minha mãe, porém, eu, como tio e anfitrião, as levaria pra passear na calorenta cidade maravilhosa, só que eu não poderia em um dos dias naquela semana, dia esse no qual eu tinha combinado com a Lali de jogar War.  Para minha surpresa, as quatro ficaram animadíssimas para participar da peleja.  Mas eu não deveria ficar surpreso pois, além do War, havia a oportunidade da convivência com a prima mais velha e ídala maior das garotas, a Laís, além do que ela ia levar cookies handmade by herself e a Isabela iria fritar pasteizinhos e assar pães de queijo.  Quer coisa melhor?  Ingênuo, eu.

IMG_20150120_124432492
A foto tá tremida pq estavam todos rindo. ;D

Você, que leu pacientemente até aqui, deve estar se perguntando quando eu vou começar a falar da cervejas.  Você vai ter que me perdoar, pois este post transcende a mera avaliação.  Tem uma história no contexto e não posso deixar de contá-la, entretanto, calma meu caro leitor!  Eu não vou explicar aqui como se joga War.  Basta dizer que no tabuleiro, pra guerra em si, ficamos eu, Lali, Carolina, Bia e Ana Júlia.  Mariana não quis participar diretamente, optando por ajudar a Carol.  João não pôde participar (ele optou por ir ao Projac com as garotas, mas essa é outra história).  Foi aí que eu abri a primeira das quatro:

A Colorado Indica

IMG-20150120-WA0009

A Indica é uma IPA (a essa altura do campeonato, você já sabe o que é, não é mesmo?) tradicional, da maneira inglesa que deveria ser (e é!), ou seja encorpada, amarga, com teor alcólico alto (no caso desta aqui, 7%), cor escura, turva, com espuma não muito cremosa e também não muito espessa.  Mas essa tem um ingrediente secreto (como o bacon nos pratos salgados): ela tem rapadura na fórmula e, na minha modesta opinião, é isso que equilibra o amargor dela com um tempero dulçorizado (essa palavra existe?), e a faz simplesmente sensacional, não devendo nada, nada às importadas.  Imputo também à esse ingrediente o cheiro leve e doce desta maravilhosa cerveja.  Lembro também que, apesar de sensacional, ela é bem forte e não é pra beber direto várias garrafas. Para saborear.

Bem, essa primeira cerveja já me deixou preparado pra detonar as meninas (ou você acha que, por serem minha filha, minha sobrinha e as amigas dela eu ia dar mole?  Se você acha isso, não me conhece! Heheheh).  Meu objetivo era conquistar a Ásia, a África e outro continente à minha escolha (ou algo muito próximo disso).  O jogo prosseguiu ferozmente, como de praxe (Jefferson que o diga! Hahahaha), e a Bia, já no começo da partida, foi quase eliminada.  Carol, apesar da ajuda da Mariana, se saía um pouco melhor e a Lali, perdia territórios atrás de territórios, porém, dando sorte na troca das cartas por exércitos, fortalecia o território do Oriente Médio.  Eu?  Eu ganhava batalhas e batalhas e conquistava mais e mais territóriosEstava voando!  Afinal, desculpe-me se não mencionei, era War II (entendedores entenderão)! Resolvi então tomar…

A Colorado Demoiselle

IMG_20150216_123517469_HDR

Essa é Porter.  Bem escura, quase preta, também encorpada, mas bem menos que a Indica.  Leva café e o sabor dele é marcante e inconfundível.  No cheiro você já tem uma prévia do que está por vir e, bem gelada, você nem sente o teor alcoólico de 6%.  Vantagem dela sobre a Indica: dá pra beber fácil fácil mais de uma (pra quem gosta de beber grandes quantidades, é claro).  Espuma bem cremosa (condição sine qua non pra uma boa Porter, na minha opinião) e amargor na medida certa.  Recomendadíssima!

Por aí vocês viram que eu estava no auge do entusiasmo.  Carolina (e Mariana, me irritando profundamente torcendo contra mim e, perceptivelmente pra “ídala” Lali) já dava sinais de desgaste dos seus exércitos, Bia, uma mera espectadora, Ana Júlia um pouco melhor –  mas só um pouquinho – que sua amiga de São Paulo, a Gotham City brasileira.  Lali não tinha muitos territórios, porém tinham exércitos pra cara…mba.  Eu não me preocupava com ela.  Aliás, não me preocupava com nenhuma delas e, na minha modestíssima e humilde opinião o jogo já estava ganho e encerrar era só uma questão de tempo.  Meus tanques e aviões estavam pelo mundo enquanto minha infantaria passeava no tabuleiro.  Foi com esse espírito, entre pastéis, pães de queijo e cookies (eu sei, cookie com cerveja? É porque você não comeu os cookies que a Lali faz), que eu resolvi abrir…

A Colorado Cauim

IMG_20150216_133829178_HDR

Essa é uma Pilsen (como as cervejas ditas “comerciais”), mas não uma Pilsen comum: ela é de mandioca.  Eu gosto de cervejas  de mandioca, apesar de não ser das prediletas dos auto-proclamados “bebedores“, eu aqui publico e exprimo minhas próprias opiniões.  É completamente diferente das duas anteriores.  Não é encorpada, nem forte.  Ela é mais leve, mais “aguada” (isso não é uma crítica, não me entendam mal), mas muito saborosa, amarga como deve ser, com boa espuma e dá pra beber uma atrás da outra, se você quiser.  O teor alcólico ajuda, 4,5%, porque quanto menor o teor alcoólico, mais você tem que beber pra ficar “no ponto“, se é que você me entende.  Beba.  Se você se lembra, eu já tinha bebido duas das mais fortes e então…

IMG_20150216_134100347

Acontecia algo estranho, mas eu não dava importância.  Eu sou um veterano do War.  Apesar da Lali ser veternana também, eu sou mais velho e, ora bolas, eu sou o pai dela!  Portanto, mais experiente.  Ela acumulava exércitos no Oriente Médio, dava uns ataquezinhos diversionários só pra enganar e ficava ali, se defendendo.  Afinal, quem ia querer a bosta do Oriente Médio, quando você poderia ter o mundo inteiro e, de lambuja, destruir seus inimigos?

Então, saí pra tirar uma “água do joelho” (bebe cerveja, bebe), quando voltei eis que, pra minha profunda surpresa, Lali proclamava vitória.  O objetivo dela era exatamente “trocentos exércitos no Oriente Médio” (bom, exatamente e trocentos raramente fazem parte da mesma frase, mas me permitam dessa vez).  Perdi.  Com muito mais territórios e exércitos que meus oponentes, eu perdi.  Muito zangado (eufemismo), decidi parar, enquanto elas começavam outra partida.  Resolvi provar…

A Colorado Appia

IMG_20150120_152635795

Uma Weiss de estilo alemão, essa cerveja clara de 5,5 % teor alcoólico (que você quase não percebe) é de trigo e mel. Tem como ser ruim? Claro que não (nota mental: não tenho resenhado muitas cervejas de mel.  Preciso corrigir isso).  Apesar disso, ela tem um cheiro de frutas, que não acompanha o sabor.  Sua cor é a mais bonita das quatro e, apesar de ser turva também, é mais dourada.  Também não é tããããõo encorpada assim e dá pra beber várias sem esforço nenhum (heheheheh).  Essa me deixou com gosto de “quero mais“, mas não sei se foi por que era a última que tinha gelada em estoque (Isabela não deixa eu beber muitas, não sei porque hehehehehe, afinal, elas me fazem tão bem, como diria Lulu Santos).

IMG_20150120_152703088

E foi isso.  Uma tarde incrível de verão, acompanhado da minha família, das amigas da minha sobrinha, bebendo e comendo do bom e do melhor.  Pena que não venci (grrrrr), mas foi uma lição de vida, por que não?  Quem vence (e consequentemente, é feliz) nem sempre é quem tem mais territórios, posses, o melhor exército etc.  Quem vence é quem conquista seus objetivos pessoais, sejam eles dos tamanhos que forem.  E é com essa metáfora da vida que o jogo de War nos ensinou que eu fecho este texto e agradeço a Deus por tudo.  Divertimo-nos e aprendemos valiosas lições, não é Isabela e filhos ?

IMG_20150113_151318979

P.S. da Lalí: Foi um maravilhoso dia de aprendizados, divertimentos, felicidades e lições! S2

P.S.2 da Lalí: Eu li e reli o post, e fiquei com vontade de comer pão de queijo. ¬¬  Hahahaha.

Qual é a melhor banda do mundo ? O Slade, é claro !

slade

Como diria o mestre Eu Mesmo: “Quem não gosta de Slade, bom sujeito não é !”. Tenho certeza que muitos vão discordar (principalmente meu irmão), mas eu não ligo. Essa é minha opinião e, cada vez que eu escuto uma performance “ao vivo” do grupo, eu me certifico mais disso.

Dessa vez foi “Born To Wild”. Meu filho Léozinho fez uns daqueles testes que tem no Facebook e era algo do tipo “qual música te personifica ?” e pediu pra eu fazer também, porque estava curioso, e deu a supracitada “Born to Be Wild”. Milhões de versões dessa música foram gravadas, mas a minha preferida é a do álbum “Slade Alive !”. Curiosidade: meu saudoso pai adorava essa música. Ele dizia que,quando acabava, dava uma sensação de alívio intensa. Rsrsrsrs…coisas de Rui Machado.

Mas,voltando ao texto, O Slade não tem os músicos mais virtuosos do planeta, eles são no máximo, músicos medíocres (no bom sentido). A formação da banda normalmente (porque, às vezes, eles trocavam seus instrumentos, com exceção da bateria) era: Noddy Holder (Vocal e Guitarra Rítimica), Jim Lea (Baixo), Dave Hill Dentinho (Guitarra Principal) e Don Powell (Bateria). A dupla Holder/Lea eram os compositores das músicas (que, em muitos casos, tinham a grafia errada de propósito nos seus títulos) em quase sua totalidade. Por falar em Lea, ele era o motor do Slade, pois além do baixo, pilotava também teclados, piano, violino e outros mais.

Aí vocês devem estar se perguntando: “Como então eles são a melhor banda do mundo ?”. Eu falo. É por causa das apresentações ao vivo. O supracitado “Slade Alive !”, na opinião deste humilde escriba, é o melhor disco ao vivo de todos os tempos ! Holder dá um show de berros em “Get Down and Get With It“. Na, também já citada, versão matadora de “Born To Be Wild”, há barulhos de helicópteros, bombas explodindo, ruídos e microfonias mil e, principalmente, a platéia vai à loucura ! De tirar lágrimas do coração mais sensível. Chego a marejar no teclado. Há outros discos do Slade ao vivo, mas este é o Santo Graal.

A energia que o Slade coloca em uma apresentação de rock and roll é uma coisa de louco e contagia a platéia de uma forma sinergética impressionante. Veja nesse vídeo de “Dizzy Mamma”. Ignore que o riff da música é chupado de “Tush” do ZZ Top. Não é à toa que a performance deles no Festival de Reading em 1980 é tida como uma das melhores apresentações de uma banda em toda a história do rock an roll. Eles entraram nesse festival de última hora (substituindo o Def Leppard, se não me engano. Me enganei. Foi o Ozzy.). Eles tinham feito um sucesso incrível na Inglaterra (foram um dos expoentes do chamado “Glam Rock”, tendo emplacado diversos hits número 1 nas paradas britânicas mas nunca fizeram muito sucesso nos EUA) no final dos anos 60 e começo dos 70, mas a explosão punk os havia varrido do mapa. Juntaram a banda só pra tocar nesse festival e subiram ao palco sob os olhares desconfiados da platéia. Arrasaram !

Sem me estender muito: que Beatles, que Rolling Stones, que The Who que nada. Se eu tivesse uma banda, eu queria que os caras tocassem igual ao Slade ! Então “Cum on Feel The Noize” e “Gudbye T. Jane” ! Ou melhor, “Gudbye Gudbye“! Ah, mamãe, será que eu fiquei louco agora ?

A Erdinger Dunkel

IMG_20140418_120230120
Essa é uma cerveja alemã de trigo no estilo weizenbock (dããããã Weizen é trigo em alemão), de cor marrom, com espuma bem densa e cremosa.  Eu já falei por aqui que as bock são as minhas preferidas, não foi?  Pois é, as bock alemãs são as minhas preferidíssimas e essa é uma das melhores cervejas que já tomei.  Ela só não é melhor do que Yakult, porque nada é melhor do que Yakult, mas fica bem próximo.
IMG_20140418_120224026
Seus 5,6% de teor alcoólico são perfeitos, pois equilibram muito o amargor natural desse precioso líquido.  Tem o aroma muito forte (e bom!), desce legal, é pra tomar em uma caneca mas não muito gelada e, pra acompanhar, o já famoso porquinho show de bola da Isabela.  Sua garrafa de 500ml é linda (até a tampinha, guardada no devido recipiente que ganhei de dia dos pais, é muito legal!) e é do tamanho e volume perfeitos.
IMG_20140418_120756752
Não vou me estender demais porque não há muito mais o que falar dessa cerveja.  Ela é muito, mas muito boa.  Quer um conselho? Compre bastante delaArrume um lugar na estante, ou melhor, compre uma estante ou um armário novo e estoque.  Sobrou um dinheirinho? Compre uma garrafa.  Vai que acontece um apocalipse zumbi e aí…
P.S.: Vocês podem beber o que quiserem, mas nunca beberão com tanta classe quanto essa senhora aqui!

Jessica Jones: Alias (Não confundir com “aliás”!)

O título do post vai te enganar de todas as formas possíveis e por isso vou logo avisando: vou sair do assunto, vou digressionar, vou falar de outras coisas e vou ser redundante (mais do que já estou sendo).  Mas não de propósito.  Assim é o Universo Marvel concebido pelo mestre Stan Lee, tudo interligado, todos convivendo no mesmo tempo e espaço, tudo conectado e complexo (coisa que, com os diversos personagens da editora tendo seus direitos cinematográficos divididos entre alguns estúdios, não ajuda nada).
E, sim, porque não?, falarei da personagem em questão, a tal Jessica Jones do título, até porquê, depois do extraordinário primeiro fruto da parceria entre a Marvel e a Netflix, a série do Demolidor (que, olha só, está conectada ao universo cinematográfico e televisivo da Marvel Studios), esse será o próximo projeto desta promissora parceria. Você escutou alguém sussurrando no seu cérebro “Vingadores“, “Agents of SHIELD“, “Guardiões da Galáxia“, “Homem-Formiga“?  É, meu caro, pode adicionar aí um certo escalador de paredes azul e vermelho, já que a Sony e a Marvel recentemente fizeram um acordo pra introdução do Homem Aranha nesse universo), esse será o próximo seriado da promissora parceria.
Porém, não podemos falar de Jessica Jones sem falar em Brian Michael Bendis.  Guarde esse nome pois ele é o escritor de quadrinhos da Marvel mais importante há muito tempo e há motivos pra isso.  Pra você ter uma ideia da importância do sujeito, ele era parte de uma espécie de “seleto conselho de consultores“, por falta de uma expressão melhor, a quem todos os diretores e roteiristas cinematográficos tinham que consultar antes do filme ser editado e lançado ou mesmo até do roteiro ser aprovado.  Esse “conselho” foi extinto bem recentemente e mandava prender e soltar na Marvel Studios.  Cortavam cenas, acrescentavam, reescreviam e eram responsáveis pela famosa “cronologia” (a continuidade) do Universo Marvel.  Quem é fã da Marvel (no tempo em que comecei a ler, Marvete) sabe que isso é sagrado e que com isso não se brinca.  Mas isso causou muitos atritos com atores e diretores dos filmes e, como já disse, foi extinto.  Eu avisei que ia digressionar.  Brian Michael Bendis era o único roteirista de quadrinhos exclusivo da Marvel a fazer parte desse “conselho”.  Tá bom pra você?
Bendis destacou-se na Image Comics com a sua criação “Powers“, que recentemente virou seriado também (muito bom), aliás, o encadernado “Quem matou a Garota Retrô?“, lançado pela Panini, é uma leitura deliciosa. Ele foi pra Marvel e fez logo um sucesso danado reescrevendo a origem do Homem Aranha na linha Ultimate (uma linha não pertencente ao Universo Marvel Tradicional, que tinha como mote o reinício do Universo Marvel em outra linha temporal. Entendeu, né?).  No Universo Tradicional, fez sucesso escrevendo o Demolidor, que teve sua identidade revelada.  Ganhou moral com o sucesso desse título e, junto com seus superiores, bolou um selo para histórias adultas para a Marvel, nos moldes do selo Vertigo da DC.  A diferença era que as histórias desses títulos eram inseridas no Universo Tradicional e essa foi a grande sacada.  E foi nesse contexto que surgiu Alias (como foi batizada a revista da Jessica Jones).
Eu tô tentando ser concisoSério.  Mas vamos lá… Falei que o título era direcionado para o público adulto, não?  Pois é, as primeiras três palavras da série são palavrões cabeludos e tem a famosa cena de, digamos assim, pra usar um eufemismo bem leve, sexo não tradicional (não precisa botar link, Lali! Rsrsrsr) entre ela e o Luke Cage. Mas estou me adiantando.
Jessica Jones é personagem inserida retroativamente na continuidade, o que chamamos de “retcon“.  Explico.  É uma personagem criada nos anos 2000 mas é como se ela existisse desde o começo.  Entendeu?  Eu sempre entendo.  É uma mulher (dããããã) que tem superpoderes, porém limitadíssimos.  Digamos que ela é mais forte que o normal e, supostamente, pode voar, mas isso é tão instável que ela não se arrisca.  Ela tentou vestir uma fantasia e ser uma Super Heroína (Safira) por um certo período (o que garantiu seu “trânsito” entre a comunidade superheroística, se é que essa palavra existe) mas ela sacou que não era pra ela e então ela se torna uma detetive particular (funda a “empresa” “Codinome Investigações” da qual é dona e única funcionária), fumante e beberrona inveterada e com baixíssima autoestima.  Até aí nada de original, mas o que foi brilhante, foi a inserção de uma personagem dessa, do cotidiano, alguém como alguém que você conhece ou já conheceu, num Universo em que os Super Heróis são coisas comuns.

Isso por si só já seria um diferencial que separa esse título das histórias grandiosas de Super Heróis, com seus monstros, alienígenas e super vilões que querem dominar o mundo, mas em duas coisas é que Bendis demonstra todo o seu brilhantismo: a primeira é o seu conhecimento da intrincadíssima cronologia Marvel e a segunda são os diálogos.  Ah, os diálogos!  São sensacionais no nível Kevin Smith e tornaram-se a característica mais marcante desse sensacional escritor.  A sexta edição, se não me engano, começa com um diálogo entre Jessica e Carol Danvers (a Miss Marvel, dos Vingadores) que é hilário, uma espécie de “fofoca” sobre alguns personagens conhecidos, mas principalmente do supra citado Luke Cage (curiosidade: o ator Nicholas Cage, que é sobrinho de Francis Ford Coppola, adotou seu nome artístico por que é superfã do personagem).  Um dos poucos Super Heróis negros da época, Luke Cage e seu parceiro, o Punho de Ferro, eram chamados de “Heróis de Aluguel” e esse era o nome da firma junto com Misty Knight, ciborgue e namorada do Luke, e com Colleen Wing, detetive e lutadora de artes marciais, namorada do Punho de Ferro.  Aliás Colleen foi namorada de Scott Summers, o Ciclope dos X-Men em um período que Jean Grey estava desaparecida.  (Não falei que era conectado e complicado?).  Enfim, o diálogo dura umas seis páginas e só você lendo pra ver.
E esses diálogos favorecem muito o desenhista.  Michael Gaydos não faz parte dos meus desenhistas favoritos mas reconheço que ele não faz feio.  Porém é o cara perfeito pra série.  Ele é um desenhista “preguiçoso”, então esses diálogos são a ocasião perfeita pra ele repetir os desenhos e até quadros inteiros.  Há algumas sequências em que ele simplesmente aumenta os desenhos de tamanho sob o pretexto de dar “ênfase” a uma cena específica.  É um cara de pau mas funciona muito bem.  Os outros desenhistas da Marvel que ganham por páginas desenhadas devem ficar putos com ele.  Ouso dizer que, sem ele, Alias, não seria a mesma.  Aproveitando que estou falando do quesito arte, as capas são de David Mack e são maravilhosas.  Elas deram identidade à série.
As histórias podem ser lidas por quem não tem conhecimento prévio do Universo Marvel, porém são um deleite pra quem é fã.  Por exemplo, tem uma história em que Jessica é presa e Luke Cage (Ele de novo. Não se preocupe, eles se casam no fim da série) pede que Matt Murdock (Ah, você sabe quem ele é, não sabe ?) seja o advogado dela e quando ele se apresenta, pergunta pra ela se ela é inocente.  Após a resposta (positiva) fica uns quatro quadros iguais do Matt olhando pra ela.  Os entendedores sacarão que Murdock está ouvindo as batidas do coração dela pra descobrir (eu cheguei a digitar “ver”) se ela está mentindo.  Outros momentos imperdíveis: quando ela se finge de homem em um bate papo na internet e marca um encontro com um gay em um bar, como parte de um disfarce em um dos seus casos.  Mais uma vez, os diálogos são impagáveis!  Quem já participou desse tipo de bate-papo (UOL que o diga! Rsrsrsrs) sabe do que estou falando.  E também a história em que J.J. Jameson a contrata pra descobrir a identidade secreta do Homem Aranha. Leia.
Brian Bendis não é um escritor genial nem original, mas ele é mestre.  Seu mérito é pegar conceitos antigos, argumentos mal aproveitados e histórias mal contadas e além de requentá-las, tornar-lás algo muito mais saboroso, pra fazer uma analogia com um dos assuntos preferidos deste blog, que é a culinária.  E, nas devidas proporções, é o que o cinema está fazendo hoje com nossos heróis prediletos. Nós, que crescemos lendo os quadrinhos, consideramos essa a “cronologia” correta, mas esquecemos que o cinema atinge muito mais pessoas e, se você perguntar a elas, elas dirão que isso é que é o correto.  Mas esse é outro assunto, para quem sabe, um outro post.
P.S. da Lalí: Link Bônus (pq eu achei fofo).
P.S. da Lalí 2:  In fact, tenho vários colegas que assistem e gostam muito dos filmes de super heróis mas nunca nem folhearam uma revista nem conhecem as personagens e suas interações.
P.S. da Lalí 3: DeadPool é o superpoderoso mais “gente-como-a-gente” que eu conheço!  Ele frequenta os mesmos eventos que eu e eu já o ví fazendo cosplay de Lampião, ficou ótimo, acho que a fantasia foi feita à mão.

Are you going to the party? A Brooklyn East India Pale Ale

Mais um texto derivado da noite de insônia e o título dele faz referência à música da Sensational Alex Harvey Band (ou simplesmente SAHB),  “Boston Tea Party“.  O correto seria eu fazer uma ligação entre a cerveja sobre a qual irei falar (escrever?) mais adiante, mas, na verdade, essa ligação não existe.  Na verdade, estou escrevendo esse texto escutando a música produzida pelo sensacional (ahahahaha, gostaram do trocadilho?) quinteto escocês.  Aliás, que guitarrista estupendo (estupendo não! Estupendos somos nós, e não fomos nós que falamos!), que guitarrista sensacional (desculpem, não resisti) é o subestimado palhaço (literalmente vestido de) Zal CleminsonCadaca Baluco!  Digressionei, viajei…
IMG_20140421_193601689
Esta é uma IPA (neste estágio deste blog, certamente você sabe o que é uma IPA), produzida pela estadunidense cervejaria Brooklyn.  Mas a Brooklyn East India não faz feio de maneira nenhuma!  É uma IPA de verdade.  Tem uma espuma média e a coloração dela é de um amarelo âmbar tendendo ao vermelho.  Seu teor alcoólico é de 6,8%, mas ela é bem encorpada e parece mais forte, mais forte, por exemplo, que a Colorado Indica que tem 7% (aguardem os posts de Cerveja e War e Colorado e War!).   Mas isso vai do gosto de cada um.
Ih rapazDelilah!  Começou a tocar Delilah! Que música linda! Quem nunca viu e riu com o vídeo dessa linda canção eternizada por Tom Jones (Sexy Bomb!) no Old Grey Whistle Test?  Eu sei, eu sei: quase ninguém que você conhece viu, mas eu gosto de pensar que sim.  Ainda tenho fé no ser humano e quase me desculpo por isso.  Aliás, você deveria conhecer a SAHB e seu vocalista e líder Alex Harvey.  Uma banda tão eclética que é difícil rotular.  Influenciou bandas tão díspares como o AC/DC (vai dizer que você pensava que a voz temperada por whisky barato de Bon Scott era original e criação dele?) e o The Cure, de Robert Smith, talvez seu maior fã.  Tão fã que, ao compor “Just Like Heaven“, como um presente para sua esposa e companheira de vida Mary Poole, ele a pensou como sendo uma música da Sensational Alex Harvey Band.  Foi ele quem disse.
Mas o que isso tem a ver com a Brooklyn East India Pale Ale? Bom, todas as bandas que citei são britânicas (para sua informação, Bon Scott e os irmãos Young, do AC/DC são escoceses) e a IPA é uma cerveja tipicamente inglesa.  Forcei, né?
IMG_20140421_193605456
Vale a pena?  Sim.  Mas, custo/benefício, se quiser uma IPA vá de (brasileiríssima!) Colorado Indica.  Siga um conselho, compre umas quatro garrafas dessa IPA, pegue uma porção de Buñuelo de Pollo à Moda Lali ou de Porquinho Show de Bola à Moda Isabela, coloque qualquer disco da SAHB na vitrola (a banda é tão hilária que há uma disco da Sensational Alex Harvey Band Without Alex, numa fase em que ele saiu), e vá ser feliz!
Are you going?

 

P.S. da Lalí: Eu ví e rí do vídeo do Tom Jones inúmeras vezes… but she laughed no more.  =’.’=

Duas Way Beer

Este texto é intrinsecamente ligado à insônia, donde chegamos à terrível conclusão que a falta de sono pode ser produtiva.  Não que o produto final seja alguma coisa de qualidade (ou algo que minimamente preste), longe disso.  Tem gente que cozinha, pinta, lava banheiro e, literalmente, faz arte entre outras coisas.  Não, não pense besteira, mente suja, não foi isso que eu quis dizer.
Mas foram os Vingadores: Sim, a culpa é deles!  Que filmaço essa segunda aventura cinematográfica dos Maiores Heróis da Terra!  Um deleite pra um que, como eu, é de longa data, e que assitia os desenhos “desanimados” da Marvel no programa vespertino do Capitão Aza.  Lembra do Thor“Onde o Arco Íris é ponte!  Onde vivem os imortais…” Digressiono e emociono.
Mas eu vim aqui falar de cerveja.  O propósito é falar da Way Beer, uma cervejaria artesanal (mais uma nacional!) do Paraná, que faz cervejas incríveis e tem garrafinhas de 310ml padronizadas, onde os rótulos são impressos diretamente no casco e dá pra diferenciar uma da outra pela cor.  Eles fazem cervejas características de outros países, mas com o toque brasileiro.  Vou falar aqui de duas delas: a American Pale Ale e a Cream Porter.  Mas antes, eu me lembrei de uma coisa, que tenho que falar, pois é a mais famosa delas: “Tony Stark tira onda, que é cientista espacial…”  Não tem como errar, é o Homem de Ferro!
A Way Beer American Pale Ale
IMG_20140421_135001368
Essa é a do rótulo verde (verde? Te lembrou alguma coisa? “Pobre Bruce Banner, por lindo cano entrou, exposto a raios gama…”).  A American Pale Ale é uma cerveja do tipo americana (dãããã) mais clara que as Pale Ale tradicionais, porém de alta fermentação.  Seu teor alcóolico de 5,2% faz com que ela seja um pouco mais forte do que as tradicionais pilsen de fabricação em massa, porém parece muito mais forte.  Talvez porque ela me pareceu um pouco mais “seca“, ou seja, você não percebe muito da água no líquido difícil à beça descrever paladar, mas eu, teimoso, tento assim mesmo).  A cor dela é linda, bem alaranjada e de aspecto bem leve.  Aliás, creio que seu alaranjado deva ser porque você sente, mesmo que de leve, alguma fruta cítrica que não consegui identificar precisamente, (que não é limão nem laranja) depois que a bebe.  Ela é muito gostosa, é amarga na medida certinha, dá pra beber bem gelada e dá pra beber uma atrás da outra.  Recomendo pra quem gosta de Pale Ale.
A Way Beer Cream Porter
IMG_20140421_132541212
O rótulo é azul, e quando falamos de super herói azul lembramos do… (não, o Superman é da DC!) Isso mesmo, dele!  “O Capitão América é um grande lutador e contra o inimigo…”. Como diz seu nome, é uma cerveja tipo Porter que, apesar de escura, não se deva confundir com as Stout (Guinness, por exemplo).  As Porter são da Inglaterra e são mais leves e suaves (menos teor alcólico) que as Stout. Essa tem o teor alcoólico de 5,6%, como já disse, a cor é escura, bem encorpada e é bem cremosa o que, no meu caso, é um diferencial importante.  Ela é muito boa e o sabor dela é uma mistura de café com chocolate, com o sabor de café mais pronunciado (espero, do fundo do coração, não estar ficando pedante!).  Também você não sente a água no seu paladar (Água?, quem lembra do… “Ele é Rei dos mares. Meio peixe…”). Essa cerveja é pra apreciar e não pra beber muitas, acredito que, no máximo três garrafas de 310ml.  Muito legal.

Discos que marcaram minha vida – Parte 2: Bebe Le Strange, Heart

Eu fiquei louco pelo Heart após o sucesso radiofônico de “If Looks Could Kill” e comprei o LP do meu colega de faculdade, o Coutinho (que, por curiosidade, é sobrinho do falecido Cláudio Coutinho ex-técnico da Seleção Brasileira).  Fiquei mais chapado ainda e todos os dias ia à banca de LPs usados da saudosa Subsom na Tijuca, à caça de algum álbum do Heart.  Chegava a ficar angustiado.  Lembrem-se de que naquela época não havia internet e nem tínhamos à nossa disposição a quantidade de informações que temos hoje.
Pois bem, num lindo dia, eis que tava lá, me olhando a um preço convidativo o LP Little Queen.  Não pensei duas vezes e adquiri o vinil (tenho ele até hoje!).  Quando botei na vitrola, a música de abertura era, nada mais nada menos, do que “Barracuda” e o riff me fez chapar mais ainda!  Fiquei louco e mais angustiado ainda, pois eu queria mais de Heart e não sabia onde encontrar.  Não era um dos grupos mais populares entre meus amigos roqueiros (não é, Vítor Bala?) nem entre os roqueiros que eu conhecia e saí, sem sorte alguma, procurando algum LP delas nos sebos da cidade, pois os discos do Heart estavam todos fora de catálogo.
Eis que, em um belo dia, estava eu caminhando sem compromisso pela Cinelândia, provavelmente matando aula, quando resolvi passar pela rua 13 de maio (a mesma onde desabou aquele prédio), rua onde alguns vendedores de LP enfileiravam sua mercadoria, na calçada mesmo, e a vendia a preços justos.  Quando, de repente, olhei pra uma fileira (eu não estava procurando disco nenhum) e lá estava ele.
SONY DSC
Bebe Le Strange – Heart – SONY DSC
A capa do LP é um retrato em preto e branco das irmãs Wilson (Nancy, a loira e Ann, a morena, que são as donas da Banda) sem nada escrito. Nem o nome da Banda e nem o nome do álbum, mas eu reconheci na hora (e eu nunca tinha visto a capa do LP!).  Perguntei o preço e eu não tinha o dinheiro!  Fiquei aflito e nervoso (quando eu fico nervoso me dá dor de estômago.  Quem me conhece, sabe). Pedi pro cara guardar o LP e pedi que ele me esperasse que eu ia em casa buscar dinheiro.  O cara só faltou rir, mas falou que tudo bem (devia estar acostumado com isso).
Peguei o metrô, fui até em casa, “assaltei” minha mãe, voltei pra Cinelândia o mais rápido que pude e o disco estava lá me esperando.  Que alegria!  Foi a viagem do Centro até a Tijuca mais lerda de todos os tempos!
Quando botei na vitrola, o riff de “Bebe Le Strange“…ah!, sem palavras!  A transição, a ponte, o refrão, a letra, tudo perfeito!  Contagiante a música.  Geralmente quando acontecem essas coisas, quando você gera grandes expectativas, acaba se decepcionando mas, daquela vez, a expectativa foi superada.  A segunda música, “Down on me“, é um blues bem arrastado e não deixa a peteca cair, grande trabalho do guitarrista Howard Leese (hoje tocando com Paul Rodgers e a Bad Company), meu guitarrista favorito do Heart.  Aliás, esse é o primeiro disco sem a presença do guitarrista solo Roger Fisher, que, na opinião deste humilde escriba, não faz falta alguma.  “Silver Wheels” é uma vinheta instrumental acústica (senão não seria um disco do Heart.  As irmãs Wilson adoram isso!) que serve de introdução para a pesada e rápida “Break“.  Música pra bater cabeça no estilo de “Communication Breakdown” do Led Zeppelin (influência, aliás, que as irmãs não negam, muito pelo contrário, abraçam, já tendo re-gravado o Led Zeppelin Vol. 4 quase todo e gravado discos com John Paul Jones e Jason Bonham).  E aí vinha “Rockin’ Heaven Down“, que eu escutei tanto, mas tanto, que não sei como o disco não furou.  Essa música acabava e eu colocava de novo.  E de novo!  (É lógico que eu tô escutando ela agora, enquanto vos escrevo!)… Rock me home, rock me home, rock me home, rock me home… E a harmonia… reminiscências.
Fisher_Roger_Leese_Howard_1978_rogerfishercom1
Howard Lesse e Roger Fisher
O lado B abre com o hit do disco, “Even it up“, música bem legalzinha à qual o grupo deu um “tratamento especial”, colocando metais pra deixar mais palatável pros ouvintes de rádio.  Não é minha prefeida mas é uma boa música.  “Strange Night“, um título perfeito pra essa música em que a bateria dá o ritmo com tambores meio que tribais.  Ressaltando o trabalho de guitarra do já citado Leese e da loira Nancy Wilson, aquele contraste entre violão e guitarra elétrica característico que só Heart sabe fazer.  “Raised on you”  é a única do LP em que o vocal principal é feito pela irmã que é guitarrista, Nancy, talvez a mais fraca do disco, mas “Pilot“, a música seguinte, compensa tudo.  Baladinha despretensiosa e gostosa, cantada de um jeito bem moleque por Ann Wilson.  Simples, sensacional, como as baladinhas devem ser, e, por falar nisso, o disco encerra com o baladão “Sweet Darlin’“, marca registrada do conjunto, e fecha com chave de ouro!
Esses dias eu comentava com a Isabela que, dos meus 46 anos de vida, gastei 2 meses só escutando esse LP sem fazer mais nada.  Exagero?  Sim.  Mas um mês foi, com certeza.
Esse não é o melhor disco da banda, não foi o mais vendido e nem o que teve mais sucesso comercial, mas, é o meu preferido pelo conjunto da obra.
P.S. Muito útil e agregador: Não podemos nunca deixar de falar do Sr. Wilson, sem o qual a banda não existiria. 😀