O Angra: A Cerveja Angels Cry

O Angra é uma banda de Heavy Metal sensacional, com músicos excepcionais e proficientes em seus seus instrumentos.  É melhor do que 80% (no mínimo) das bandas do estilo e isso não é pouco, pois é uma banda brasileira (e o nosso combalido país não é uma nação “roqueira”, por assim dizer).
Dito isso, tenho que Confessori (Ahahahah, não consegui resistir) que não sou lá muito fã da música da banda, à exceção de algumas poucas canções.  Esse disco, o Angels Cry, é o de estréia da banda e, nele, há o incontestável clássicoCarry On”  que é, desculpe a redundância, uma música sensacional.  Porém algumas coisas me incomodam nesse primeiro trabalho e vou citar algumas delas: as letras do André Matos sofrem de falta de imaginação e da falta de rimas, o que prejudica, na minha modesta opinião, as melodias complexas, porém agradáveis.  Tanto é que a melhor letra do álbum é “Stand Away“, escrita pelo guitarrista Rafael Bittencourt.  Outra coisa que vale a pena citar é o excesso de teclados, e, quando eles dão as caras, são extremamente maçantes, exagerados, com uma sonoridade popanos 80” que não combina com o som do grupo.  O cover de Wuthering Heights da Kate Bush fica aquém do original (que é inatingível) e desnecessário.
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Mas vamos falar da cerveja que é o que interessa!  Essa foi o Jefferson quem me deu e o mínimo que posso dizer é que foi uma excelente escolha e combinou muito bem com o Sanduíche Empingao e as batatas rústicas que a Isabela fez pra acompanharShowzaço de bola!
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Angels Cry com Empingao e Batatas Fritas
É uma Red Ale, de alta fermentação, com teor alcólico de 6,5%, de cor avermelhada (dãããããã).  Ela é bem forte mas desce bem pra caramba, é encorpada e tem bastante espuma, a qual é bem cremosa e agradável.  Ela é adocicada e é equilibrada com o amargor que qualquer cerveja tem (e deve ter, lógico).
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Não é para ser bebida geladíssima e é, como as Bock (que são Lagers, Henrique Lagers), ideal para beber em dias frios.  Porém, como no Rio de Janeiro, cidade onde moro, não existe dia frio há pelo cinco anos, eu a bebi em um dia menos calorento e harmonizou, como eu disse anteriormente, legal legal com o Empingao (não resisto às rimas, ao contrário do André Matos).
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Bom, aproveitem pois vale muito a pena.  E dêem uma chance ao CD também, pode ser que vocês gostemDave Mustaine gostou e chamou o Kiko Loureiro pra ensiná-lo a tocar guitarra lá no Megadeth.
P.S. da Lalí¹: Eu gosto de Wuthering Heights do Angra, e de Carry On, e de Stand Away. 🙂
P.S. da Lalí²: Eu não sei como categorizar este post: seria uma resenha de disco, ou uma resenha de cerveja?  Heheheh!

A Pilsner Urquell

Tenho andado afastado deste blog por conta da correria do dia a dia e, consequentemente, falta tempo para escrever (problema esse que acomete mais de meio mundo, acredito eu).  Este texto, por exemplo, já comecei e parei mais vezes do que eu posso contar.  Se você estiver lendo-o neste minuto, foi porque eu acabei de escrevê-lo.  Mas, como diria Leozinho, chega de blá, blá, blá.
Essa eu ganhei da Lalí já tem tempo, porém, eu estava guardando pra uma ocasião especial e essa ocasião apareceu no Natal de 2015.  Porque era especial?  Porque, meu caro amigo, essa é a primeira Pilsen (da cidade Tchecoslovaca de mesmo nome) da história do planeta Terra!  É como se fosse a Action Comics 01 das cervejas!  Você não tem ideia!
E, pra minha sorte (ou competência de quem escolhe minhas cervas, né Lalí? Né Isabela?), teve uma história por trás dela.  Tentarei narrá-la brevemente.
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Coloquei a cerveja no copo, fiz o ritual de sempre e, quando dei a primeira golada, não era extamente o que eu estava esperando.  Era muito melhor, sem sombra de dúvida, e me deixou surpreso.  Eu esperava uma Pilsen, como as cervejas de fabricação em massa (weapons of mass destruction), que continuam a dominar o mercado nacional de cervejas, mas o que eu experimentei foi uma coisa muito mais sublime, bem mais amarga (e isso é elogio) e deliciosa do que eu esperava e combinou muito bem com o clima festivo e alegre de todos aqui em casa (família!) em mais um natal feliz (ganhei Las Mafiosas da Três Lobos!) e inesquecível.
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Ela não fez muita espuma e a que fez não durou muito.  Sim, eu fiquei olhando antes de tomar porque a cor dela é incrível e o cheiro melhor ainda.  Ela é mais escura que as cervejas de fabricação em massa.  Como eu disse anteriormente, ele é amarga, porém muito refescante e, para sentir o sabor em sua plenitute, não beba geladíssima.  Pra resumir: é a cerveja referência, ou seja, é a partir dela que você vai fabricar outras variedades do precioso líquido.  A Receita-Mãe.
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Mas o que eu descobri depois, e essa é a história por trás da experiência, é que, apesar do que elas mesmo apregoam, as cervejas de fabricação em massa não são PilsenesElas são American Lagers (justiça seja feita, as Budweisers e Heinekens não nos vendem esses gatos por lebres).  A diferença é que as Pilsenes são mais amargas do que as Lagers.  Eu ia explicar isso aqui mais didaticamente, porém o bom é beber.  De preferência acompanhado de um bom bolinho de bacalhau.  Aproveite!
P.S. da Lalí¹: Mais um Natal maravilhoso para contabilizar S2S2.
P.S. da Lalí²: Sobre o “meio mundo”.  Estou cada vez com mais medo de pesquisar coisas no Google Imagens.

Are you going to the party? A Brooklyn East India Pale Ale

Mais um texto derivado da noite de insônia e o título dele faz referência à música da Sensational Alex Harvey Band (ou simplesmente SAHB),  “Boston Tea Party“.  O correto seria eu fazer uma ligação entre a cerveja sobre a qual irei falar (escrever?) mais adiante, mas, na verdade, essa ligação não existe.  Na verdade, estou escrevendo esse texto escutando a música produzida pelo sensacional (ahahahaha, gostaram do trocadilho?) quinteto escocês.  Aliás, que guitarrista estupendo (estupendo não! Estupendos somos nós, e não fomos nós que falamos!), que guitarrista sensacional (desculpem, não resisti) é o subestimado palhaço (literalmente vestido de) Zal CleminsonCadaca Baluco!  Digressionei, viajei…
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Esta é uma IPA (neste estágio deste blog, certamente você sabe o que é uma IPA), produzida pela estadunidense cervejaria Brooklyn.  Mas a Brooklyn East India não faz feio de maneira nenhuma!  É uma IPA de verdade.  Tem uma espuma média e a coloração dela é de um amarelo âmbar tendendo ao vermelho.  Seu teor alcoólico é de 6,8%, mas ela é bem encorpada e parece mais forte, mais forte, por exemplo, que a Colorado Indica que tem 7% (aguardem os posts de Cerveja e War e Colorado e War!).   Mas isso vai do gosto de cada um.
Ih rapazDelilah!  Começou a tocar Delilah! Que música linda! Quem nunca viu e riu com o vídeo dessa linda canção eternizada por Tom Jones (Sexy Bomb!) no Old Grey Whistle Test?  Eu sei, eu sei: quase ninguém que você conhece viu, mas eu gosto de pensar que sim.  Ainda tenho fé no ser humano e quase me desculpo por isso.  Aliás, você deveria conhecer a SAHB e seu vocalista e líder Alex Harvey.  Uma banda tão eclética que é difícil rotular.  Influenciou bandas tão díspares como o AC/DC (vai dizer que você pensava que a voz temperada por whisky barato de Bon Scott era original e criação dele?) e o The Cure, de Robert Smith, talvez seu maior fã.  Tão fã que, ao compor “Just Like Heaven“, como um presente para sua esposa e companheira de vida Mary Poole, ele a pensou como sendo uma música da Sensational Alex Harvey Band.  Foi ele quem disse.
Mas o que isso tem a ver com a Brooklyn East India Pale Ale? Bom, todas as bandas que citei são britânicas (para sua informação, Bon Scott e os irmãos Young, do AC/DC são escoceses) e a IPA é uma cerveja tipicamente inglesa.  Forcei, né?
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Vale a pena?  Sim.  Mas, custo/benefício, se quiser uma IPA vá de (brasileiríssima!) Colorado Indica.  Siga um conselho, compre umas quatro garrafas dessa IPA, pegue uma porção de Buñuelo de Pollo à Moda Lali ou de Porquinho Show de Bola à Moda Isabela, coloque qualquer disco da SAHB na vitrola (a banda é tão hilária que há uma disco da Sensational Alex Harvey Band Without Alex, numa fase em que ele saiu), e vá ser feliz!
Are you going?

 

P.S. da Lalí: Eu ví e rí do vídeo do Tom Jones inúmeras vezes… but she laughed no more.  =’.’=

Duas Way Beer

Este texto é intrinsecamente ligado à insônia, donde chegamos à terrível conclusão que a falta de sono pode ser produtiva.  Não que o produto final seja alguma coisa de qualidade (ou algo que minimamente preste), longe disso.  Tem gente que cozinha, pinta, lava banheiro e, literalmente, faz arte entre outras coisas.  Não, não pense besteira, mente suja, não foi isso que eu quis dizer.
Mas foram os Vingadores: Sim, a culpa é deles!  Que filmaço essa segunda aventura cinematográfica dos Maiores Heróis da Terra!  Um deleite pra um que, como eu, é de longa data, e que assitia os desenhos “desanimados” da Marvel no programa vespertino do Capitão Aza.  Lembra do Thor“Onde o Arco Íris é ponte!  Onde vivem os imortais…” Digressiono e emociono.
Mas eu vim aqui falar de cerveja.  O propósito é falar da Way Beer, uma cervejaria artesanal (mais uma nacional!) do Paraná, que faz cervejas incríveis e tem garrafinhas de 310ml padronizadas, onde os rótulos são impressos diretamente no casco e dá pra diferenciar uma da outra pela cor.  Eles fazem cervejas características de outros países, mas com o toque brasileiro.  Vou falar aqui de duas delas: a American Pale Ale e a Cream Porter.  Mas antes, eu me lembrei de uma coisa, que tenho que falar, pois é a mais famosa delas: “Tony Stark tira onda, que é cientista espacial…”  Não tem como errar, é o Homem de Ferro!
A Way Beer American Pale Ale
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Essa é a do rótulo verde (verde? Te lembrou alguma coisa? “Pobre Bruce Banner, por lindo cano entrou, exposto a raios gama…”).  A American Pale Ale é uma cerveja do tipo americana (dãããã) mais clara que as Pale Ale tradicionais, porém de alta fermentação.  Seu teor alcóolico de 5,2% faz com que ela seja um pouco mais forte do que as tradicionais pilsen de fabricação em massa, porém parece muito mais forte.  Talvez porque ela me pareceu um pouco mais “seca“, ou seja, você não percebe muito da água no líquido difícil à beça descrever paladar, mas eu, teimoso, tento assim mesmo).  A cor dela é linda, bem alaranjada e de aspecto bem leve.  Aliás, creio que seu alaranjado deva ser porque você sente, mesmo que de leve, alguma fruta cítrica que não consegui identificar precisamente, (que não é limão nem laranja) depois que a bebe.  Ela é muito gostosa, é amarga na medida certinha, dá pra beber bem gelada e dá pra beber uma atrás da outra.  Recomendo pra quem gosta de Pale Ale.
A Way Beer Cream Porter
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O rótulo é azul, e quando falamos de super herói azul lembramos do… (não, o Superman é da DC!) Isso mesmo, dele!  “O Capitão América é um grande lutador e contra o inimigo…”. Como diz seu nome, é uma cerveja tipo Porter que, apesar de escura, não se deva confundir com as Stout (Guinness, por exemplo).  As Porter são da Inglaterra e são mais leves e suaves (menos teor alcólico) que as Stout. Essa tem o teor alcoólico de 5,6%, como já disse, a cor é escura, bem encorpada e é bem cremosa o que, no meu caso, é um diferencial importante.  Ela é muito boa e o sabor dela é uma mistura de café com chocolate, com o sabor de café mais pronunciado (espero, do fundo do coração, não estar ficando pedante!).  Também você não sente a água no seu paladar (Água?, quem lembra do… “Ele é Rei dos mares. Meio peixe…”). Essa cerveja é pra apreciar e não pra beber muitas, acredito que, no máximo três garrafas de 310ml.  Muito legal.

A Clausthaler Lemon e a Cidade Imperial Helles Munchen

Vocês devem estar curiosos, com uma pulga atrás da orelha.  A pergunta que não quer calar é: Por que ele tá resenhando duas cervejas tão diferentes num único post?  Vou dar algumas respostas e vocês escolhem uma, combinado?
1- Eu tomei as duas no mesmo dia;
2- Não regras neste blog;
3- O post é meu;
4- Porque eu quero;
5- Porque eu posso.
Tá bom pra você?

 

A Clausthaler Lemon

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Não tem jeito melhor de começar a resenha desta cerveja do que recorrendo a um clichê: Não se pode ganhar todas! Mas mesmo assim ainda estamos no lucro, nossa proporção de cervejas boas, ótimas e excelentes dá de lavada! A Lali, quando a escolheu, deixou passar que essa é uma cerveja sem álcool e eu não gosto nem um pouco de cerveja sem álcool.  Na minha modesta opinião um componente de importância fundamental em uma cerveja é sabor que o álcool deixa, é o teor alcoólico.  Sem esse sabor, eu não posso chamar de cerveja. Mas isso é opinião pessoal.
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No caso particular dessa Clausthaler, ainda há um agravante: o sabor de limão é acentuadíssimo, deixando os outros sabores totalmente apagados, ou seja, pra eu não me alongar muito, vou resumir em poucas palavras: parece refrigerante sabor limão.  Não recomendo nem pra quem curte cerveja sem álcool.
Me sentindo um pouco frustrado, fui beber a

 

Helles Munchen, da Cidade Imperial

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Que surpresa!  Que cerveja sensacional!  Essa foi uma cerveja que compramos na nossa última visita à Petrópolis e é fabricada pela Cervejaria Cidade Imperial que fica na própria cidade.  No site da Cervejaria, diz que ela é feita com a água de Petrópolis (sério?  Rsrsrsrs) e com “conceitos da Lei de Pureza Alemã” *, seja lá o que isso for.
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Mas o que importa é que ela é muito gostosa e o prazer de bebê-la foi imenso!  (será que a frustração com a Clausthaler Lemon, teve efeito psicológico no sabor? Vai saber…)
Seu estilo é alemão (Helles, dããããã), com cor amarelo escuro (quase dourado), sem muita espuma.  O sabor é excelente (se você chegou até aqui, você já tinha deduzido, não é mesmo?), leve, não muito amarga e sem muita acidez, dá pra beber várias uma atrás da outra.  Teor alcólico de 5%, você quase não sente o álcool na hora que está bebendo, só depois (fator que é meu preferido, em particular).
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Mas o mais legal dessa cerveja foi que, por sua aparência e seu gosto, você tem a nítida percepção de uma cerveja artesanal, ou seja, “feita em casa“.  Sabe aquela comidinha caseira que tem um sabor especial, por mais que você coma nos mais conceituados restaurantes?  Pois é, analogamente, isso acontece com essa cerveja.
Recomendo muito.  Com certeza tomarei outra(s), quem sabe acompanhado de uma Guioza feita pela Lali (nunca comi, apesar dela ter prometido) ou com o porquinho show de bola da Isabela.  Ótimas pedidas !

 

P.S.: Foi feito tudo num post só pra não falar só de cerveja ruim, né não?!
*Lei de Pureza Alemã, a Reingeitsgebot.  Texto da Wikipedia e o texto do site Brejas.com.br

A Bohemia Jabutipa

Há pouco tempo atrás, aqui neste mesmo blog, falei da lacuna que havia no mercado pros diversos tipos de cerveja que existem no mundo e de que, com o advento da internet, tomamos conhecimento, já que aqui no nosso país o quase monopólio das cervejarias fazia com que elas só fabricassem limitadíssimos tipos.  Então falei dos pequenos produtores que resolveram explorar essa órfã fatia de mercado e citei a Cervejaria Karavelle.
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Eis que, em uma de nossas frequentes visitas à Cidade Imperial (pra quem não sabe, Petrópolis) fui surpreendido com uma IPA, de rótulo muito bonito, com um ingrediente interessante (jabuticaba), chamada Jabutipa. Mas o que mais me surpreendeu foi que essa cerveja é fabricada pela tradicional Bohemia.  Isso mesmo, minha gente!  São as grandes cervejarias, antes tarde do que nunca, tentando também suprir esse lucrativo nicho de mercado (o público que gosta de diversidade), disputando, assim, com as importadas e com as cervejarias de “fundo de quintal” (no caso aqui, uso a expressão “fundo de quintal” num sentido de ser artesanal, ou seja, no bom sentido).
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Mas vamos ao que interessa.  Vale a pena?  Sim, vale.  A cor é sensacional, um alaranjado (característico da IPAs) muito bonito e vívido e com espuma ideal.  No sabor e no cheiro eu não consegui identificar a jabuticaba que eles prometem (deveria ser pelo menos mais forte, já que tem jabuticaba até no nome), mas isso é o de menos, porque a cerveja é deliciosa.
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Ela parece mais leve que as importadas, apesar do teor alcoólico de 6,5%.  Aliás, isso me fez pensar: será que o transporte das cervejas de lá de fora interfere no sabor delas?  Cito como exemplos, e se você ler as resenhas, entenderá do que estou falando, d’A Smashbomb Atomic Ipa, das Flying Monkeys e da Punk IPA Brewdog.  Mas isso são apenas conjecturas de um “provador” amador.
Voltando ao ponto, vamos a um breve resumo: eu prefiro as importadas pois têm um gosto mais marcante, são mais amargas e apesar de algumas terem teor alcoólico menor, deixam mais o gosto de álcool na boca.  Porém, para uma cidade e um país calorento (e bota calorento nisso) como os nossos, acho que essa IPA vai agradar em cheio, pois é refrescante e perceptivelmente leve.  O preço também é uma vantagem (no meu caso, não, porque eu vou comprar mais! Rsrsrs).  Privilégio de quem pode produzir em maior quantidade.  Prove.  Vale muito.  Mas a Jabuticaba… passou longe!
P.S. da Lalí: Eu já acho que jabuticaba não tem mesmo gosto de nada ¬¬

O que está por vir !

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Essas eu ganhei na Páscoa do ano passado. Elas vieram dentro de embalagem de ovos de páscoa Ferrero Rocher. Me enganaram mas, convenhamos, adorei a surpresa ! É o que está por vir.

Aguardem !

A DAB Germany Export

Com este post eu fecho uma primeira fase deste blog.  Relembro-lhes: no meu aniversário de 45 anos, ganhei oito cervejas especiais como presente de aniversário (e que presente!) e, justamente esse presente, deu a ideia de produzir este blog com as minhas impressões das cervejas.  Impressões, pois estou longe de ser um especialista e um crítico.  São apenas opiniões pessoais de quem tem prazer em beber cerveja.
Fecho essa primeira fase porque esta é a última das “primeiras oito”, como eu as gosto de chamar.  Ao longo deste período, resenhei outras cervejas que fui ganhando e tomando.  Este blog não tem a pretensão de resenhar cronologicamente nada, aliás, se você acompanha os posts deste espaço verá que tem de tudo um pouco e falamos do que nós temos vontade sem estarmos presos a apenas um tema.  É pra todos os “Diversos Paladares”.
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Mas chega de blá blá blá e vamos à DAB Germany Export.  Se eu não me engano, é uma Pilsen “normal”.  Não sei se “normal” é a palavra, mas a escolhi porque, por causa do estilo, é bem parecida com as cervejas de fabricação em massa que encontramos nos bares da vida, ou seja, é daquelas que você senta na mesa com seus amigos pra beber e jogar conversa fora, toma várias e várias, acompanhadas de petiscos (no caso desta, acompanhado de um provolone à milanesa preparado pela mestra Isabela, que você verá na foto.  Eu estou com cara de bobo na foto, mas é a única que eu tenho, então vai essa mesmo*), e você nem percebe quantas tomou.
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A cerveja, como o nome já entrega, é da DAB, que é uma cervejaria da cidade de Borussia, na Alemanha (ou seria Dortmund?, Eu nunca sei…rsrsrs). Tem teor alcoólico de 5%, sua cor é clara e espuma seguindo as características inerentes ao estilo Pilsen.  Seu sabor é muito melhor que o das outras Pilsen, porém, temos Pilsens muito boas no mercado e não sei lhe dizer se a relação preço/prazer de tomar vale a pena.  Resumindo: se for só um pouquinho mais cara que uma Antarctica Original, tome a DAB. Mesmo sendo na garrafa de 330 ml. Dica de presente: a DAB Original!
Em tempo: Considero fechada uma primeira fase, mas já vai começar a segunda.  Ainda tem muitas cervejas pra resenhar e não vejo a hora de resenhá-las por aqui.  Mas, o problema, creio eu seja o de todos, é muita coisa pra fazer, falar e muito pouco tempo pra parar e relatar.
Saúde !
*Eu ri! (Lalí)
P.S. da Lalí: Borussia é o time de futebol de Dortmund. (Obrigada, intenet, hahahaha)

Dubbelbock De Molen

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Mais uma da De Molen. Como vocês se lembram do post da Licht and Lustig, a De Molen é uma cervejaria artesanal holandesa, em que os designs dos rótulos são  simples e eficientes (porém lindos), muito parecidos entre si (se você colocar uma garrafa cerveja DeMolen ao lado de outra, talvez não perceba a diferença).

Mas a semelhança para por aí. Como o nome diz por si mesmo, é uma Bock (dupla) muito gostosa, ideal pra tomar no tempo frio.  Sua cor é de caramelo, bem forte e o cheiro acompanha.  Colarinho normal na cor e espessura.  Ela não é coada, por isso há algumas partículas dos ingredientes no líquido que fazem uma diferença (pra melhor) no sabor.  Parece que ela foi tirada do barril de madeira e engarrafada diretamente.  Sensacional!

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Por falar em sabor, é uma Bock muito gostosa (eu, particularmente sou fã das bocks).  O sabor doce (de caramelo?) contrastando com amargo característico das cervejas dá um toque especial.  Dá prazer em beber.  O perigo, como sempre na maioria das vezes, é que o alto teor alcoólico de 7,7% quase não é percebido.

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Fazer cerveja é algo como alquimia e nos remete a séculos passados onde os alquímicos procuravam a fórmula do ouro (pelo menos é o que dizem).  Hoje em dia os mestres cervejeiros procuram o líquido perfeito e nunca se satisfazem com o resultado, sempre inventando, experimentando, “construindo”, mais e mais e quem ganha somos nós, os felizes consumidores.

Por esse motivo mesmo é que admiro o trabalho dessas cervejarias artesanais e seus obstinados e apaixonados “Alquimistas da Cerveja”. Os resultados nem sempre são os esperados, alguns não valem a pena, porém, no caso específico desta De Molen, vale, e muito.  Repetiria com o maior prazer, entretanto, com a alma ávida por novidades, estou aberto a novas experiências degustativas.  Resumindo: uma das melhores Bocks que já tomei na minha vida, e a melhor De Molen.

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Cervejas, cervejas…

Cervejas: W.W. Mr. Beer e Leute Bokbier

Hoje foi feriado (23/04).  Sem planos.  Descansar.  Ficar de bobeira.  Nada disso!  Hoje Jefferson e Lalí estiveram aqui e teve, adivinha só, música, comida, seriados, comida, bom papo, lembranças, comida, risadas e…tchan, tchan, tchan, tchan: cerveja!  Ou melhor, no plural, cervejas!  É… já tinha ganhado uma na páscoa, que estava guardando – e hoje ganhei mais duas!  Surpresa (provando que não precisa ser data especial para nos presentearmos.  Às vezes, não ganhamos presentes nas datas especiais, mas, como sempre, estou digressionando)!

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Mas, o que eu quero mesmo é falar das cervejas.  Na Páscoa, ganhei uma que a Lalí já estava procurando há muito tempo pra me presentear: A W.W.IMG_20150405_132935084-COLLAGE

Cerveja de edição limitada que é (foi) fabricação própria da  Mr.Beer, uma rede de lojas de cervejas, em parceria com a cervejaria Dortmund, mas o mais legal dessa bebida é que ela é a cerveja do seriado  Breaking Bad e o W.W. do nome vem do protagonista  Walter White (se você não viu o seriado, que, suponho, todos saibam do que se trata, haverá um post sobre o seriado, eu prometo!).  Lalí me contou que era a última do quiosque onde ela foi e a história engraçada é que o cara da loja não sabia o que era.  Enfim, ela pode contar melhor essa passagem, mas o que importa é que eu ganhei e, mais importante ainda, bebi num dia que se mostrou muito especial.

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A cerveja é brasileira, e é uma German Pilsner.  Confuso? German Pilsner é o estilo da cerveja, não quer dizer que ela foi fabricada na Alemanha, ok?  O que não desmerece em nada a cerveja.  Quando você bota ela no copo a coloração se destaca, um amarelo turvo quase alaranjado (do qual se presume a predileção pelo lúpulo na fabricação), com uma espuma simétrica, não muito espessa, mas do tamanho ideal, na minha opinião, para esse estilo de cerveja.

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Espuma da W.W.

O cheiro, Lalí e eu concordamos, é cheiro de cerveja mesmo, o que pra mim é um perfume dos deuses do olimpo.  Ela é muito boa, desce fácil, tem um teor alcoólico relativamente baixo (4,5%), é refrescante e não muito amarga.  Vem na garrafa de 600 ml, então dá pra beber à vontade.

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Mas, o que eu não contei, é que, junto com as cervejas, ganhei de presente “chucrutinhos” de frango! (se você não viu a receita, veja aqui!).  Ou seja, bebi a W.W. acompanhado dos chucrutinhos com mostarda escura do Pavelka, assistindo Primal Fear e The Sopranos. Chaaaattttooo!  Rsrsrsr

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W.W. e Chucrutinhos de Frango

Tenho por costume não beber mais de uma cerveja por dia, mas eu vi uma foto da Leute Bokbier e…não resisti.  Tive que tomar.  Vocês verão pelas fotos do blog e me darão razão.

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Fiquei encantado também pela história da cerveja (a presenteadora pesquisa antes de comprar, viram?  Não é pra qualquer um, não senhor).  A cerveja é belga e é fabricada artesanalmente desde 1927 numa cervejaria-fazenda, no interior do país, em Ertvelde, e o bode do rótulo (outro destaque) faz referência aos caipiras que trabalhavam na produção na fazenda.  A produção foi interrompida por um tempo e retomada recentemente, Graças a Deus!  (Laís, é isso, né?  Se eu tiver errado, por favor, me corrija).

Mas você deve estar se perguntando: as fotos fazem jus ao sabor?  Fazem.  A cerveja é muito boa.  Muito gostosa.  O único defeito é que vem na garrafa de 330 ml.IMG_20150423_174515703

É uma Ale escura, com teor alcoólico de 7,5% (a pesquisadora me contou uma história engraçada, da opinião de um sujeito que disse que ela é muito leve pro teor alcoólico e ele esperava que fosse mais forte.  Isso é defeito?  Pra mim essa é mais uma qualidade, rsrsrs).

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Espuma da Leute Bokbier. Lalí disse que parece de Capuccino.

Já na apresentação é sensacional com sua espuma espessa, amarronzada, cremosa e persistente, daquelas que deixa no bigode e tudo!

Bigode de espuma.
Bigode de espuma.

A cor da cerveja em si é bem densa, um vermelho bem diferente, bem escuro (as fotos são melhores pra isso).  Diferente da W.W., ela dá mais destaque pro malte do que pro lúpulo.  Como falado, ela parece leve, mas é um fator enganador.  Esse sentimento, creio eu, é que, por descer levemente e fácil, você tem essa impressão.  Mas o gosto do álcool fica na garganta por muito tempo depois de você ingeri-la.  Fica aquele gosto seco, indescritível.  A cerveja é sensacional.  Indico!

Mas o que eu também não contei, foi que a Isabela estava inspiradíssima e essa cerveja foi acompanhado de um Queijo-Coalho sensacional! Aliás, teve também bolo de milho, bolo formigueiro, batata calabresa, lasanha etc. mas isso, se vocês forem bonzinhos, ela conta pra vocês em outro post.

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Leute Bokbier e Queijo Coalho

P.S. da Lalí: Eu já havia caçado a W.W. em diversos quiosques da Mr. Beer, e já tinha perdido as esperanças pq no site não havia mais informações sobre ela, que era uma edição limitada. 😦  Então estava com Jeffo e passei em frente a um dos quiosques e ele disse: “tenta, não custa nada”.  Então eu fui ao encontro do que parecia ser o gerente e perguntei se eles tinham a cerveja W.W. /daboiú, daboiú/.  O rapaz me respondeu da seguinte forma: “Não.  Na verdade eu não sei nem dizer que cerveja é essa, desculpe.”, ao que eu expliquei se tratar de uma cerveja de fabricação deles, edição limitada, em homenagem ao seriado Breaking Bad.  Então ele reconheceu e encontrou uma última lá no fundão, sujinha, tadinha… Ele limpou a garrafa, fez um lindo embrulho e eu dei para Papai.  Mas honestidade do rapaz me fez pensar se todas as vezes que eu pedi a cerveja os vendedores, na verdade, não sabiam do que eu estava falando… Será?  Se ele não tivesse dito que não sabia (como os demais fizeram), eu assumiria que havia acabado, e nada de W.W. procêis.

P.S.2 da Lalí: Faltou dizer que a Bokbier é uma cerveja de alta fermentação que é fermentada novamente quando já está engarrafada. 😀

Tomô?  - meu Pai vai me matar por ter feito isso, hhahahahahahaha!
Tomô?
– meu Pai vai me matar por ter feito isso, hhahahahahahaha!