A Bravata Weizenbier

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Minha querida Valéria chegou lá em casa como de costume e disse que tinha uma surpresa pra mim.  Quem não ­gosta de surpresas, não é mesmo?  Fique ansioso como uma criança e ela, fazendo aquele costumeiro suspense de quem é portador ­de boas notícias, trouxe-me não uma, mas duas, garrafas da sensacional cerveja artesanal Bravata Weizenbi­er.  Foi um presente da sua amiga, a Luciana, e a cerveja é fabricada artesanalmente pelo marido dela, o Fábio Reis.  Contatos no final do post. ­

Você leu o parágrafo ­anterior, não leu?  Pois bem, se a resposta for positiva, você ­verá que eu já dei um adjetivo para a cerveja.  E qual foi, Hein?  Hein? Acertou em ­cheio e sem colar! Isso mesmo, Sensacional! A cerveja é muito boa, muito mesmo e vale muito a pena. Confesso que tinha um preconceito (bobo, eu diria) com cervejas não filtradas até a Lal­i começar a comprar cerveja pra mim, mas, ­felizmente, percebi que era besteira e a Bravata Weizenbier é um excelente exemplo disso. ­

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Eu as abri pra ver um jogo do Fluminense contra o Santos e, enquanto eu as degustava, o Tricolor vencia.  ­Depois que acabei de ­tomar, bem geladinhas as duas, o Santos virou o jogo.  Mas acho ­que isso não tem muita relação com a cerveja não, acho que é mais porque esse time do Flu é muito ruim e ­me faz passar raiva.  ­Digressionei, vamos ao que interessa.

­Ela vem numa garrafa ­de 600 ml, num rótulo bem bonito de muito ­bom gosto e com todas as informações que você precisa.  Tem 4,5%­ de teor alcoólico, mas parece que é mais, ­e isso, vindo de minha parte, é um tremendo elogio.  Como o nome já entrega, é cerveja de trigo e tem um odor muito gostoso e mais forte que as Weiz­enbiers tradicionais,­ aliás, sua coloração também é de um amarelo mais dourado escuro, mas, com certeza é­ por ela não ser filtrada. ­

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Vale muito a pena experimentar. Você não vai se arrepender!  E aproveito este espaço para agradecer de coração ao Fábio e à Luciana e, como prometi, seguem os contatos para você ­adquiri-la.

Facebook: ­https://www.facebook.­com/bravatacervejarte­sanal/

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Bacalhau Espiritual

Se você gosta de bacalhau vai adorar… se não gosta, é uma boa oportunidade de apreciar o sabor e a textura de um prato delicioso, sem o compromisso de comer as postas do peixe.
Quem sempre faz um bacalhau espiritual maravilhoso na nossa família é a Tia Diva, tia e madrinha do Léo que apresenta o prato a cada Natal/Ano Novo e Páscoa.
Segundo a Tia Diva, a receita ela aprendeu com a Maria Thereza Weiss e tem esse nome porque leva pouco bacalhau em comparação com o tamanho do prato.
Fiz a minha versão e – modéstia à parte – nada ficou a dever do original.
Segue a receita:
Bacalhau Espiritual
Ingredientes:
800 grs de bacalhau muito bem demolhado
3 cenouras médias raladas
2 cebolas grandes raladas
3 dentes de alho picadinhos
100 grs de manteiga
50 grs de miolo de pão
1 xícara de leite
2 claras
sal e pimenta (a gosto)
2 colheres de sopa de queijo ralado
Para o molho béchamel:
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha
5 xícaras de leite
sal
pimenta
noz-moscada
2 gemas
1 caixinha de creme de leite
Modo de fazer:
Tire a pele e as espinhas ao bacalhau.
Pique o bacalhau (ou desmanche na medida que tira as espinhas)
Leve as cenouras, o alho e as cebolas ao fogo baixo, com a manteiga e deixe refogar um pouco.
Junte o bacalhau e deixe cozer um pouco mais.
Junte o miolo de pão embebido no leite quente.
Mexa bem. Tempere.
Prepare o molho béchamel, tempere-o com sal, e pimenta, noz-moscada e junte as gemas, o creme de leite e as claras em neve. Misture bem e junte porção ao preparado de bacalhau.
Deite num tabuleiro untado com manteiga e enfarinhado com farinha de rosca.
Polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno até o preparado superior se apresentar fofo e dourado.
Sirva imediatamente com batatinhas palha.
Enjoy!
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O Angra: A Cerveja Angels Cry

O Angra é uma banda de Heavy Metal sensacional, com músicos excepcionais e proficientes em seus seus instrumentos.  É melhor do que 80% (no mínimo) das bandas do estilo e isso não é pouco, pois é uma banda brasileira (e o nosso combalido país não é uma nação “roqueira”, por assim dizer).
Dito isso, tenho que Confessori (Ahahahah, não consegui resistir) que não sou lá muito fã da música da banda, à exceção de algumas poucas canções.  Esse disco, o Angels Cry, é o de estréia da banda e, nele, há o incontestável clássicoCarry On”  que é, desculpe a redundância, uma música sensacional.  Porém algumas coisas me incomodam nesse primeiro trabalho e vou citar algumas delas: as letras do André Matos sofrem de falta de imaginação e da falta de rimas, o que prejudica, na minha modesta opinião, as melodias complexas, porém agradáveis.  Tanto é que a melhor letra do álbum é “Stand Away“, escrita pelo guitarrista Rafael Bittencourt.  Outra coisa que vale a pena citar é o excesso de teclados, e, quando eles dão as caras, são extremamente maçantes, exagerados, com uma sonoridade popanos 80” que não combina com o som do grupo.  O cover de Wuthering Heights da Kate Bush fica aquém do original (que é inatingível) e desnecessário.
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Mas vamos falar da cerveja que é o que interessa!  Essa foi o Jefferson quem me deu e o mínimo que posso dizer é que foi uma excelente escolha e combinou muito bem com o Sanduíche Empingao e as batatas rústicas que a Isabela fez pra acompanharShowzaço de bola!
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Angels Cry com Empingao e Batatas Fritas
É uma Red Ale, de alta fermentação, com teor alcólico de 6,5%, de cor avermelhada (dãããããã).  Ela é bem forte mas desce bem pra caramba, é encorpada e tem bastante espuma, a qual é bem cremosa e agradável.  Ela é adocicada e é equilibrada com o amargor que qualquer cerveja tem (e deve ter, lógico).
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Não é para ser bebida geladíssima e é, como as Bock (que são Lagers, Henrique Lagers), ideal para beber em dias frios.  Porém, como no Rio de Janeiro, cidade onde moro, não existe dia frio há pelo cinco anos, eu a bebi em um dia menos calorento e harmonizou, como eu disse anteriormente, legal legal com o Empingao (não resisto às rimas, ao contrário do André Matos).
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Bom, aproveitem pois vale muito a pena.  E dêem uma chance ao CD também, pode ser que vocês gostemDave Mustaine gostou e chamou o Kiko Loureiro pra ensiná-lo a tocar guitarra lá no Megadeth.
P.S. da Lalí¹: Eu gosto de Wuthering Heights do Angra, e de Carry On, e de Stand Away. 🙂
P.S. da Lalí²: Eu não sei como categorizar este post: seria uma resenha de disco, ou uma resenha de cerveja?  Heheheh!

“O” Pudim de Chocolate

Esta é A receita dO Pudim de Chocolate
Quando eu era criança, o que a gente conhecia por pudim de chocolate nada mais era que um mingau de maisena com nescau (ou outro achocolatado) e levado a gelar.  Todo mundo adorava!
Mas a gente cresce e os paladares diversos se modificam, então começamos a procurar por sabores mais… como direi?… autênticos.  Ou seja, chocolate tem que ter gosto de chocolate.
Pra quem gosta da matéria, segue a receita:
Pudim de chocolate
Calda de açúcar
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de água
Pudim
500ml de leite
100g de chocolate meio amargo
100g de chocolate ao leite
4 ovos
1/2 xícara de açúcar
Numa panela, juntar o leite e o chocolate.  Levar ao fogo alto até derreter. Não é em banho-maria. Direto no fogo.
No liquidificador, bater os ovos e o açúcar.  Com o liquidificador ainda ligado, despejar o chocolate derretido com o leite com chocolate ainda quente, ate misturar bem.
Deitar a mistura na forma caramelizada e levar ao forno em banho-maria, por aproximadamente 45 minutos.
Enjoy!IMG_20160315_194949771

Oh! Minas – A caixinha cheia de uais, sô.

Há um tempo atrás eu assinava as famosas caixinhas de beleza.  Começando pela revolucionária Glossy Box, seguida de outras caxinhas do mesmo tipo, a Beauty Box, a Blush Box, a Glam Box… e assim várias box por diante.  Mas, o que raio é essa caixinha?  Bão… a parada consiste no seguinte: A empresa tem contato com vários fornecedores diferentes, e, todo mês, eles enviam para sua residência uma caixa surpresa com ítens desses fornecedores.  No caso das caixinhas de beleza, vinha um esmalte da marca X, mais um hidratante da marca Y… normalmente 5 ítens por mês, mediante assinatura com valor fixo.  Algumas caixinhas cobravam frete, além do valor da assinatura.

Bem, essa moda passou, diminuiu bastante, não existe mais Glossy Box no Brasil, a Blush Box (que era a melhor, na minha opinião) também acabou, e por aí vai.  Eu parei com as assinaturas antes do fim das caixinhas, e parei de receber as novidades de beleza do mundo. Hahaha.

Bem, acontece que, há cerca de 3 meses estava eu googleando algo para o trabalho, sim, trabalhando eu achei essa parada, me apareceu um site, onde a proposta da empresa era a mesma das caixinhas que eu comprava há tantos anos, porém, o teor era completamente diferente.  Eu encontrei a Oh! Minas

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Só que eles não chamam de caixinha, eles chamam de Cesta, que é mais chique!  E não vem cosméticos, vem artigos da culinária mineira.  Aí eu gamei, né?

Eu assinei a Cesta Delícias de Minas, que propõe chegar na sua casa todo mês com: uma bebida alcoólica, um tira-gosto, um tempero e um doce tipicamente mineiro.  E de quebra ainda acompanha um artesanatinho lindinho.  Bem, assinatura feita: paguei e esperei.

Fato é que eu já sou fã das guloseimas que vem de Minas Gerais, no geral mesmo.  Fiquei mais apaixonada ainda de receber todo mês isso na minha casa.  Chegou minha primeira caixinha!

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Veio um pacote de batata tipo chips (aquela da onda) artesanal, natural e gostosa pra caramba.  Por não conter conservantes, a batata tem um tempo de vida mais curto do que as industrializadas, então eu tive de comer todas elas logo…  Ai, que chato!

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Batata Natural Delícia – 200g sem ar

Veio um molho de pimenta que eu ainda não tive coragem de experimentar.  Eu gosto de pimenta, mas pouca… não sou de comer muita pimenta ardida, então já viu… bateu um medinho dela!  Mas o cheiro e a cor são maravilhosos.

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Molho Dona Santa com Pimenta Forte – que deve arder até os olhos

Veio uma caixinha com goiabada cascão que eu ainda não abri também, pq a caixinha é muito linda e eu estou com pena.  Mas já se encontra em cárcere privado na casa dos meus pais para que possamos comer juntos assim que possível! (Possamos assim que possível) Hehehehe.

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Goiabada Cascão – Industria de Polpas e Doces São Gonçalo Ltda.

Por último, mas não menos importante, a cachaça mais bonita que eu já vi.  Fiquei apaixonada pela cor e textura do líquido ainda dentro da garrafa.

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Cachaça Lua Nova – 45% de pura beleza alcoólica

Veio também um marcador de página, lindo, feito de babu, pirografado Belo Horizonte com a Igreja da Pampulha em riscos.  Simplesmente lindo, mas eu esqueci de fotografar para pôr no post.  Fico devendo.

Eu adorei tudo, e, embora não tenha tirado fotos das outras 2 caixinhas que já recebi, posso dizer que amei as coisas que vieram, dentre elas, já recebi Molho de Jabuticaba Picante (diliça), Biscoito de Polvilho e o Lombo defumado com provolone (diliça mor), que foram os meus preferidos.  Além dos artesanatinhos que vem sempre, já vieram chaveiros, mexedores de bebidas…

O que posso dizer é que continuo assinando a Cesta, e continuo tendo gratíssimas surpresas todo mês!

Já posso deixar uma receita básica com um dos ítens:

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Lombo Defumado com Queijo Provolone – Prata

Fatie bem fininho o lombo com provolone à gosto, pegue um (ou mais) pão suíço, coloque manteiga caseira, lombo, e coma.  Coma muito!

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A Pilsner Urquell

Tenho andado afastado deste blog por conta da correria do dia a dia e, consequentemente, falta tempo para escrever (problema esse que acomete mais de meio mundo, acredito eu).  Este texto, por exemplo, já comecei e parei mais vezes do que eu posso contar.  Se você estiver lendo-o neste minuto, foi porque eu acabei de escrevê-lo.  Mas, como diria Leozinho, chega de blá, blá, blá.
Essa eu ganhei da Lalí já tem tempo, porém, eu estava guardando pra uma ocasião especial e essa ocasião apareceu no Natal de 2015.  Porque era especial?  Porque, meu caro amigo, essa é a primeira Pilsen (da cidade Tchecoslovaca de mesmo nome) da história do planeta Terra!  É como se fosse a Action Comics 01 das cervejas!  Você não tem ideia!
E, pra minha sorte (ou competência de quem escolhe minhas cervas, né Lalí? Né Isabela?), teve uma história por trás dela.  Tentarei narrá-la brevemente.
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Coloquei a cerveja no copo, fiz o ritual de sempre e, quando dei a primeira golada, não era extamente o que eu estava esperando.  Era muito melhor, sem sombra de dúvida, e me deixou surpreso.  Eu esperava uma Pilsen, como as cervejas de fabricação em massa (weapons of mass destruction), que continuam a dominar o mercado nacional de cervejas, mas o que eu experimentei foi uma coisa muito mais sublime, bem mais amarga (e isso é elogio) e deliciosa do que eu esperava e combinou muito bem com o clima festivo e alegre de todos aqui em casa (família!) em mais um natal feliz (ganhei Las Mafiosas da Três Lobos!) e inesquecível.
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Ela não fez muita espuma e a que fez não durou muito.  Sim, eu fiquei olhando antes de tomar porque a cor dela é incrível e o cheiro melhor ainda.  Ela é mais escura que as cervejas de fabricação em massa.  Como eu disse anteriormente, ele é amarga, porém muito refescante e, para sentir o sabor em sua plenitute, não beba geladíssima.  Pra resumir: é a cerveja referência, ou seja, é a partir dela que você vai fabricar outras variedades do precioso líquido.  A Receita-Mãe.
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Mas o que eu descobri depois, e essa é a história por trás da experiência, é que, apesar do que elas mesmo apregoam, as cervejas de fabricação em massa não são PilsenesElas são American Lagers (justiça seja feita, as Budweisers e Heinekens não nos vendem esses gatos por lebres).  A diferença é que as Pilsenes são mais amargas do que as Lagers.  Eu ia explicar isso aqui mais didaticamente, porém o bom é beber.  De preferência acompanhado de um bom bolinho de bacalhau.  Aproveite!
P.S. da Lalí¹: Mais um Natal maravilhoso para contabilizar S2S2.
P.S. da Lalí²: Sobre o “meio mundo”.  Estou cada vez com mais medo de pesquisar coisas no Google Imagens.

Cuscuz

Como fazer o cuscuz caseiro perfeito… A meu gosto, claro!!

Primeiro vamos esclarecer que estou falando de cuscuz doce, feito de tapioca e coco. Existe outro prato chamado de cuscuz paulista, feito de farinha de milho, sardinha, palmito e temperos que também é delicioso, mas é uma coisa completamente diferente.

Voltando ao doce…
Você precisa de tapioca. Não pode ser a tapioca de beiju (aquela que se compra com leite condensado ou recheios salgados, que parece um taco), porque ela é muito fina e não apropriada pro negócio – Na verdade é outro produto.  Não faça com a de supermercado (yoki, granfino, etc) porque fica muito ruim.

Então o quê e onde comprar? Compre tapioca flocada. Na feira, na barraca que vende beiju, muitas vezes vende a tapioca de fazer cuscuz. Se não encontrar, vá na loja Tapiocas das Meninas, no pavilhão de São Cristóvão que lá, com certeza tem.

Lembro que estamos falando da Cidade do Rio de Janeiro, ok?

Ou peça pra Tati, porque o Ville traz da Bahia (êêêêê!!!).  Muito obrigada, seus lindos!!!
Essa sim é “A” Tapioca. A do Pavilhão é muito boa, mas essa da Bahia é sen-sa-ci-o-nal.

Como fazer:
Coloque meio quilo de tapioca numa travessa grande tipo marinex com duas xícaras de açúcar e uma pitada de sal. Misture bem.
À parte, leve ao fogo um litro de água com meio litro de leite de coco e cem gramas (aproximadamente) de coco fresco ralado. Não use coco seco, senão não fica perfeito.
Quando a água com leite de coco e coco fresco ferver, despeje sobre a tapioca com açúcar e misture bem. Os líquidos começarão a ser absorvidos e a delícia tá quase pronta. Cubra com filme plástico, tendo o cuidado de fazer uns furinhos pro ar quente sair. Quando a travessa estiver morna, leve à geladeira.

Pode comer com leite condensado ou sem.

A receita não leva leite de vaca nem derivados, então pode ser consumida por alérgicos a proteína bovina e/ou intolerantes a lactose. E se trocar o açúcar por adoçante culinário, pode ser consumida por diabéticos. E tem mais, gente, tapioca tá na moda, porque não tem glúten!! E os celíacos podem consumir 😀

Enjoy!

Batatas com linguiça e Bolinhos de arroz ao forno

Pessoal, tudo muito prático hoje:

Linguiça Assada com batata e legumes 

6 gomos de linguiça cortada em 3 ou 4 partes (usei linguiça de pernil aperitivo, sem a tripa)
2 tomates sem pele picados
3 batatas médias em fatias de 1cm
1 abobrinha em rodelas de 1cm (substituí por mais uma cebola)
1 cebola média em fatias de 1cm
azeitonas verdes a gosto
4 fatias de bacon picadas
2 dentes de alho amassados (usei 4 partidos ao meio)
sal e pimenta do reino a gosto (não uso pimenta do reino, substituí por páprica picante)
cheiro verde a gosto
orégano a gosto
azeite a gosto

Numa assadeira ou refratário, coloque os tomates, batatas, abobrinha, cebola, alho, azeitonas, bacon e cheiro verde. Tempere com orégano, sal e pimenta do reino, lembrando que o bacon e linguiça também têm sal. Misture tudo muito bem e por cima, distribua a linguiça. Regue com um bom fio de azeite e cubra com folha de alumínio.
Leve para assar em forno pré-aquecido a 200˚C por 40~50 minutos ou até as batatas ficarem macias. Depois tire o alumínio e deixe mais alguns minutos até ficar douradinho.

Aqui em casa levou uma hora pra ficar pronto.  Depois que coloquei essa travessa no forno, comecei a fazer os bolinhos de arroz:

2 xícaras de arroz cozido “restô-d’onté”

4 colheres de sopa de leite

2 ovos

6 colheres de sopa de farinha de trigo

cheiro-verde picado

1/2 colher de fermento em pó

100g parmesão ralado

100g muçarela em cubos (não tinha: usei queijo de coalho)

orégano e sal a gosto.

Num recipiente, coloque os ovos, o leite, o queijo ralado, o orégano e o sal, misture bem e acrescente o arroz e a farinha de trigo.  Misture bem.  Modele os bolinhos e ajeite numa travessa untada com azeite.  Deu um pouco de trabalho porque gruda nas mãos, mas dá pra concluir a tarefa.  O queijo em cubos que sobrou, coloquei em cima de alguns bolinhos pra enfeitar.

Coloque a travessa dos bolinhos de arroz no forno, aproveitando que tá fazendo as batatas com linguiça.  Aqui eles terminaram de assar juntos.  Levou cerca de meia hora no forno.
Delícias!!
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Enjoy!

Cozinhando em casa… sempre!

Tenho feito umas receitas inspiradas em blogs e dicas de internet. Ontem o prato ficou tão sensacional que me empolguei e resolvi postar pra vocês essas delícias.

Torta de limão tradicional
(Pâte sucrèe, lemon curd e merengue)
Receita de Torta de limão com merengue, do Victor Hugo, do #pratofundo.
Não vou repostar a receita, porque fiz do jeitinho que ele ensina. Somente utilizei o merengue francês com algumas raspas e gotas de suco de limão, ao invés do suíço.

Seguem as fotos da obra 😀

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Lemon curd cozido, aguardando pra forrar a torta

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Massa da torta pré-assada, coberta com o curd.  Vai voltar pro forno.

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A torta após completamente assada.  O recheio fica mais firme e a borda visivelmente assada, já soltando um pouco da forma.

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Cobrindo o curd com o merengue.  Não uso bico de confeitar: coloco o merengue em grandes colheradas e vou ajeitando.

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Depois de completamente cobertas as tortas, a gente queima o merengue com maçarico, pra ficar douradinho.  Se não tiver maçarico, leve ao forno bem quente e fique vigiando.  Vai corar o merengue e fica delicioso do mesmo jeito.

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Torta queimadinha 🙂

Com a sobra de massa, fiz pequenas tortas e assei completamente, do mesmo jeito, com o feijão dentro, antes de rechear.
Após esfriar, coloquei morangos, um tiquinho de açúcar, crème patissiére e merengue.

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Base das tortinhas completamente assadas.

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Tortinhas com os morangos, um pouquinho de açúcar e cobertas com o creme de confeiteiro.

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Creme de confeiteiro
1 litro de leite
1 lata de leite condensado
2 gemas

4 colheres de sopa de amido de milho

Baunilha (extrato ou fava, por favor) – opcional
Raspas de limão
Junte os ingredientes numa panela fria, fora da chama, com o cuidado de dissolver bem o amido. Após dissolver, é só levar ao fogo até engrossar. Deixe esfriar para utilizar.

Vejam como ficam as tortinhas por dentro:

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E a torta grande:

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Lindona, né? E uma delícia!!
Vai daí que dei cabo da massa que sobrou, mas restou creme de confeiteiro… oh, dó!

A gente tem uns copinhos de cachaça aqui, lindinhos e eu tinha uns morangos em calda feitos em casa, então coloquei em cada copinho um pouco de morango com calda, o creme de confeiteiro e mais um pouquinho de calda… voilá! Flã de baunilha com calda de morango 😀 (ou chame-o como quiser).

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Morangos em calda
Morangos limpos, lavados, escorridos, sem o cabinho verde
Açúcar
2 cravos
50ml vinho tinto

Leve todos os ingrediente ao fogo numa panela antiaderente, de preferência e mexa de vez em quando. A calda vai engrossar um pouco e as frutas vão ficar cozidas, mas não desmanchadas. Delícia!!

Enjoy!

Discos que marcaram minha vida – Parte 2: Bebe Le Strange, Heart

Eu fiquei louco pelo Heart após o sucesso radiofônico de “If Looks Could Kill” e comprei o LP do meu colega de faculdade, o Coutinho (que, por curiosidade, é sobrinho do falecido Cláudio Coutinho ex-técnico da Seleção Brasileira).  Fiquei mais chapado ainda e todos os dias ia à banca de LPs usados da saudosa Subsom na Tijuca, à caça de algum álbum do Heart.  Chegava a ficar angustiado.  Lembrem-se de que naquela época não havia internet e nem tínhamos à nossa disposição a quantidade de informações que temos hoje.
Pois bem, num lindo dia, eis que tava lá, me olhando a um preço convidativo o LP Little Queen.  Não pensei duas vezes e adquiri o vinil (tenho ele até hoje!).  Quando botei na vitrola, a música de abertura era, nada mais nada menos, do que “Barracuda” e o riff me fez chapar mais ainda!  Fiquei louco e mais angustiado ainda, pois eu queria mais de Heart e não sabia onde encontrar.  Não era um dos grupos mais populares entre meus amigos roqueiros (não é, Vítor Bala?) nem entre os roqueiros que eu conhecia e saí, sem sorte alguma, procurando algum LP delas nos sebos da cidade, pois os discos do Heart estavam todos fora de catálogo.
Eis que, em um belo dia, estava eu caminhando sem compromisso pela Cinelândia, provavelmente matando aula, quando resolvi passar pela rua 13 de maio (a mesma onde desabou aquele prédio), rua onde alguns vendedores de LP enfileiravam sua mercadoria, na calçada mesmo, e a vendia a preços justos.  Quando, de repente, olhei pra uma fileira (eu não estava procurando disco nenhum) e lá estava ele.
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A capa do LP é um retrato em preto e branco das irmãs Wilson (Nancy, a loira e Ann, a morena, que são as donas da Banda) sem nada escrito. Nem o nome da Banda e nem o nome do álbum, mas eu reconheci na hora (e eu nunca tinha visto a capa do LP!).  Perguntei o preço e eu não tinha o dinheiro!  Fiquei aflito e nervoso (quando eu fico nervoso me dá dor de estômago.  Quem me conhece, sabe). Pedi pro cara guardar o LP e pedi que ele me esperasse que eu ia em casa buscar dinheiro.  O cara só faltou rir, mas falou que tudo bem (devia estar acostumado com isso).
Peguei o metrô, fui até em casa, “assaltei” minha mãe, voltei pra Cinelândia o mais rápido que pude e o disco estava lá me esperando.  Que alegria!  Foi a viagem do Centro até a Tijuca mais lerda de todos os tempos!
Quando botei na vitrola, o riff de “Bebe Le Strange“…ah!, sem palavras!  A transição, a ponte, o refrão, a letra, tudo perfeito!  Contagiante a música.  Geralmente quando acontecem essas coisas, quando você gera grandes expectativas, acaba se decepcionando mas, daquela vez, a expectativa foi superada.  A segunda música, “Down on me“, é um blues bem arrastado e não deixa a peteca cair, grande trabalho do guitarrista Howard Leese (hoje tocando com Paul Rodgers e a Bad Company), meu guitarrista favorito do Heart.  Aliás, esse é o primeiro disco sem a presença do guitarrista solo Roger Fisher, que, na opinião deste humilde escriba, não faz falta alguma.  “Silver Wheels” é uma vinheta instrumental acústica (senão não seria um disco do Heart.  As irmãs Wilson adoram isso!) que serve de introdução para a pesada e rápida “Break“.  Música pra bater cabeça no estilo de “Communication Breakdown” do Led Zeppelin (influência, aliás, que as irmãs não negam, muito pelo contrário, abraçam, já tendo re-gravado o Led Zeppelin Vol. 4 quase todo e gravado discos com John Paul Jones e Jason Bonham).  E aí vinha “Rockin’ Heaven Down“, que eu escutei tanto, mas tanto, que não sei como o disco não furou.  Essa música acabava e eu colocava de novo.  E de novo!  (É lógico que eu tô escutando ela agora, enquanto vos escrevo!)… Rock me home, rock me home, rock me home, rock me home… E a harmonia… reminiscências.
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Howard Lesse e Roger Fisher
O lado B abre com o hit do disco, “Even it up“, música bem legalzinha à qual o grupo deu um “tratamento especial”, colocando metais pra deixar mais palatável pros ouvintes de rádio.  Não é minha prefeida mas é uma boa música.  “Strange Night“, um título perfeito pra essa música em que a bateria dá o ritmo com tambores meio que tribais.  Ressaltando o trabalho de guitarra do já citado Leese e da loira Nancy Wilson, aquele contraste entre violão e guitarra elétrica característico que só Heart sabe fazer.  “Raised on you”  é a única do LP em que o vocal principal é feito pela irmã que é guitarrista, Nancy, talvez a mais fraca do disco, mas “Pilot“, a música seguinte, compensa tudo.  Baladinha despretensiosa e gostosa, cantada de um jeito bem moleque por Ann Wilson.  Simples, sensacional, como as baladinhas devem ser, e, por falar nisso, o disco encerra com o baladão “Sweet Darlin’“, marca registrada do conjunto, e fecha com chave de ouro!
Esses dias eu comentava com a Isabela que, dos meus 46 anos de vida, gastei 2 meses só escutando esse LP sem fazer mais nada.  Exagero?  Sim.  Mas um mês foi, com certeza.
Esse não é o melhor disco da banda, não foi o mais vendido e nem o que teve mais sucesso comercial, mas, é o meu preferido pelo conjunto da obra.
P.S. Muito útil e agregador: Não podemos nunca deixar de falar do Sr. Wilson, sem o qual a banda não existiria. 😀