Are you going to the party? A Brooklyn East India Pale Ale

Mais um texto derivado da noite de insônia e o título dele faz referência à música da Sensational Alex Harvey Band (ou simplesmente SAHB),  “Boston Tea Party“.  O correto seria eu fazer uma ligação entre a cerveja sobre a qual irei falar (escrever?) mais adiante, mas, na verdade, essa ligação não existe.  Na verdade, estou escrevendo esse texto escutando a música produzida pelo sensacional (ahahahaha, gostaram do trocadilho?) quinteto escocês.  Aliás, que guitarrista estupendo (estupendo não! Estupendos somos nós, e não fomos nós que falamos!), que guitarrista sensacional (desculpem, não resisti) é o subestimado palhaço (literalmente vestido de) Zal CleminsonCadaca Baluco!  Digressionei, viajei…
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Esta é uma IPA (neste estágio deste blog, certamente você sabe o que é uma IPA), produzida pela estadunidense cervejaria Brooklyn.  Mas a Brooklyn East India não faz feio de maneira nenhuma!  É uma IPA de verdade.  Tem uma espuma média e a coloração dela é de um amarelo âmbar tendendo ao vermelho.  Seu teor alcoólico é de 6,8%, mas ela é bem encorpada e parece mais forte, mais forte, por exemplo, que a Colorado Indica que tem 7% (aguardem os posts de Cerveja e War e Colorado e War!).   Mas isso vai do gosto de cada um.
Ih rapazDelilah!  Começou a tocar Delilah! Que música linda! Quem nunca viu e riu com o vídeo dessa linda canção eternizada por Tom Jones (Sexy Bomb!) no Old Grey Whistle Test?  Eu sei, eu sei: quase ninguém que você conhece viu, mas eu gosto de pensar que sim.  Ainda tenho fé no ser humano e quase me desculpo por isso.  Aliás, você deveria conhecer a SAHB e seu vocalista e líder Alex Harvey.  Uma banda tão eclética que é difícil rotular.  Influenciou bandas tão díspares como o AC/DC (vai dizer que você pensava que a voz temperada por whisky barato de Bon Scott era original e criação dele?) e o The Cure, de Robert Smith, talvez seu maior fã.  Tão fã que, ao compor “Just Like Heaven“, como um presente para sua esposa e companheira de vida Mary Poole, ele a pensou como sendo uma música da Sensational Alex Harvey Band.  Foi ele quem disse.
Mas o que isso tem a ver com a Brooklyn East India Pale Ale? Bom, todas as bandas que citei são britânicas (para sua informação, Bon Scott e os irmãos Young, do AC/DC são escoceses) e a IPA é uma cerveja tipicamente inglesa.  Forcei, né?
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Vale a pena?  Sim.  Mas, custo/benefício, se quiser uma IPA vá de (brasileiríssima!) Colorado Indica.  Siga um conselho, compre umas quatro garrafas dessa IPA, pegue uma porção de Buñuelo de Pollo à Moda Lali ou de Porquinho Show de Bola à Moda Isabela, coloque qualquer disco da SAHB na vitrola (a banda é tão hilária que há uma disco da Sensational Alex Harvey Band Without Alex, numa fase em que ele saiu), e vá ser feliz!
Are you going?

 

P.S. da Lalí: Eu ví e rí do vídeo do Tom Jones inúmeras vezes… but she laughed no more.  =’.’=
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Senhores, que tempos estamos vivendo! Senhores.

E eu digo isso, senhores, com uma empolgação genuína a qual tentei passar quando escrevi o título desta missiva.  Sim, senhores, é o melhor tempo pra se viver o que estamos vivendo e não falo isso, pelo menos aqui nesse texto, dos aspectos pessoais da minha vida (aproveito pra digressionar: também é o melhor tempo da minha vida pessoal.  Vivo feliz.  Todos temos o hábito de achar que o tempo passado “é que era bom”.  Vejo alguns dizendo : “na nossa época, quando não tinha computador… ” Besteira!  No meu caso, que vivia em Nereste, era muito chato, o tempo não passava.  Lógico que tenho saudades do lugar e das pessoas que conheci, mas nada que duas horas por ano não resolva.  Tudo que eu passei, fui e vivi foram importantes mas… chega de digressão, tá virando filosofia).
Eu falo isso por causa dos filmes e séries de televisão que temos assistido.  São tantos que não damos conta de tudo que queremos assistir.  Pra um cara como eu que cresceu lendo (e nunca parou de ler) quadrinhos de Super Heróis, livros de ficção e fantasia, livros de guerra etc. (isso porque estou deixando a música de fora, porque senão seria covardia), é como soltar uma criança numa loja de brinquedos com a condição de ela poder pegar o que quiser.
Quando você lê, principalmente histórias em quadrinhos, você imagina aquilo como um filme, você quer ver aquilo na telona, que é o mais real que o seu personagem pode se tornar, em suma, você quer vê-lo “ganhar vida“.  Só que, quando eu era adolescente, não havia tantos filmes de super heróis por aí e os que existiam, eram toscos demais!  Em conversas na internet por aí (com pares nerds fãs de quadrinhos, um dos tipos de fãs mais chatos de que se tem notícia) vi muita gente, diante da enxurrada de filmes baseados em HQs (algumas que nem sabíamos que existiam!) fazendo sucesso estrondoso, perguntando por que eles não viram isso antes.  Por que o cinema demorou a descobrir esse lucrativo filão? Eu tenho a resposta: foi a evolução da tecnologia, e em consequência disso, a evolução dos efeitos especiais (tão necessários para se fazer um filme com personagens que podem correr mais rápido que a velocidade da luz).
Vocês, senhores, conseguem perceber isso?  Conseguem imaginar o tempo que vivemos?  Vocês tem noção, meus caros, que os livros de história registrarão este tempo, o nosso tempo, como uma era de evolução rápida, célere, selvagem?  Não?  Pois deviam.  Parafraseando um jargão quadrinhístico, é uma era de ouro!
No fundo eu já sabia disso.  No íntimo do meu ser eu já concordava, porém, foi no seriado do Flash que eu me toquei, que a empolgação tomou conta de mim.  Foi no episódio em que apareceu pela primeira vez o Gorila GroddFantástico, espetacular!  Aliás, The Flash é a melhor série de super herói que temos, e olha que temos séries muito boas.  Quando os filmes e as séries de heróis começaram a surgir, uma das reclamações dos fanáticos por quadrinhos era de que a adaptação não era fiel.  Ora, é muito mais do que isso!  As séries pegam anos (décadas) de cronologia do personagem, tiram o que é ruim e condensam o que é bom em uma linha narrativa coerente e muito mais saborosa!  E é exatamente isso que o seriado do Flash faz com maestria: pega o conceito do multiverso, que a própria DC havia descartado e abolido com  a “Crise nas Infinitas Terras” (há uma referência a isso no seriado que é um deleite pros fãs!) e reinventa, criando, desculpem o trocadilho, infinitas possibilidades! (Esse conceito de multiverso, pra quem quer saber, explicará os dois “Esquadrões Suicidas“).  E há mais.  Elas fazem sucesso também com quem não tinha familiaridade com as histórias em quadrinhos. Elas agradam a esse público (o que é fundamental!), mas pra quem é fã, as pistas, os  “easter eggs” que eles põem nos episódios dá um sabor a mais.  Eu vibro igual a um gol quando reconheço um personagem ou quando descubro algo “escondido” (uma coisa boba, mas que me diverte muito, são o logradouros das cidades terem os nomes de argumentistas e desenhistas que deixaram sua marca nos personagens, ponto pros roteiristas das séries!).
A série do Flash é tão boa, que salvou outra série, a do Arqueiro Verde (Arrow), que vinha modorrenta demais, repetitiva, porém os “crossovers” (outro jargão quadrinhístico, que significa quando um personagem “aparece” na revista ou série do outro) com o Corredor Escarlate a tornaram muito mais legal, incentivando os roteiristas do Arqueiro a se superarem.
Esses “crossovers” fizeram tanto sucesso, que os persongens que apareceram nas duas séries e que fizeram enorme sucesso (Como o Élektron, por exemplo. Aliás, Élektron pra quem lia quadrinhos, e Átomo pra quem via os desenhos da Liga da Justiça) ganharão uma nova série.  Canário Negro, Nuclear e outros também aparecerão (aguardando ansiosamente pela versão Lanterna Verde de Guy Gardner!).
E o que falar de Marvel Agents Of SHIELD, onde está tudo conectado?  Aguardem o próximo texto, senhores, no qual falarei também, entre outras coisas, de Heroes, Powers e muito mais!
P.S.: Estou ansiosa para o próximo post!
P.S.2: A pessoa quem escreve o post não é a mesma pessoa quem edita os links. =’.’=

P.S. 3: É a Lali quem edita os links ! Sugiro que você clique nos links. São muito melhores que o texto ! Rsrsrsrsrs

Cervejas: W.W. Mr. Beer e Leute Bokbier

Hoje foi feriado (23/04).  Sem planos.  Descansar.  Ficar de bobeira.  Nada disso!  Hoje Jefferson e Lalí estiveram aqui e teve, adivinha só, música, comida, seriados, comida, bom papo, lembranças, comida, risadas e…tchan, tchan, tchan, tchan: cerveja!  Ou melhor, no plural, cervejas!  É… já tinha ganhado uma na páscoa, que estava guardando – e hoje ganhei mais duas!  Surpresa (provando que não precisa ser data especial para nos presentearmos.  Às vezes, não ganhamos presentes nas datas especiais, mas, como sempre, estou digressionando)!

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Mas, o que eu quero mesmo é falar das cervejas.  Na Páscoa, ganhei uma que a Lalí já estava procurando há muito tempo pra me presentear: A W.W.IMG_20150405_132935084-COLLAGE

Cerveja de edição limitada que é (foi) fabricação própria da  Mr.Beer, uma rede de lojas de cervejas, em parceria com a cervejaria Dortmund, mas o mais legal dessa bebida é que ela é a cerveja do seriado  Breaking Bad e o W.W. do nome vem do protagonista  Walter White (se você não viu o seriado, que, suponho, todos saibam do que se trata, haverá um post sobre o seriado, eu prometo!).  Lalí me contou que era a última do quiosque onde ela foi e a história engraçada é que o cara da loja não sabia o que era.  Enfim, ela pode contar melhor essa passagem, mas o que importa é que eu ganhei e, mais importante ainda, bebi num dia que se mostrou muito especial.

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A cerveja é brasileira, e é uma German Pilsner.  Confuso? German Pilsner é o estilo da cerveja, não quer dizer que ela foi fabricada na Alemanha, ok?  O que não desmerece em nada a cerveja.  Quando você bota ela no copo a coloração se destaca, um amarelo turvo quase alaranjado (do qual se presume a predileção pelo lúpulo na fabricação), com uma espuma simétrica, não muito espessa, mas do tamanho ideal, na minha opinião, para esse estilo de cerveja.

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Espuma da W.W.

O cheiro, Lalí e eu concordamos, é cheiro de cerveja mesmo, o que pra mim é um perfume dos deuses do olimpo.  Ela é muito boa, desce fácil, tem um teor alcoólico relativamente baixo (4,5%), é refrescante e não muito amarga.  Vem na garrafa de 600 ml, então dá pra beber à vontade.

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Mas, o que eu não contei, é que, junto com as cervejas, ganhei de presente “chucrutinhos” de frango! (se você não viu a receita, veja aqui!).  Ou seja, bebi a W.W. acompanhado dos chucrutinhos com mostarda escura do Pavelka, assistindo Primal Fear e The Sopranos. Chaaaattttooo!  Rsrsrsr

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W.W. e Chucrutinhos de Frango

Tenho por costume não beber mais de uma cerveja por dia, mas eu vi uma foto da Leute Bokbier e…não resisti.  Tive que tomar.  Vocês verão pelas fotos do blog e me darão razão.

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Fiquei encantado também pela história da cerveja (a presenteadora pesquisa antes de comprar, viram?  Não é pra qualquer um, não senhor).  A cerveja é belga e é fabricada artesanalmente desde 1927 numa cervejaria-fazenda, no interior do país, em Ertvelde, e o bode do rótulo (outro destaque) faz referência aos caipiras que trabalhavam na produção na fazenda.  A produção foi interrompida por um tempo e retomada recentemente, Graças a Deus!  (Laís, é isso, né?  Se eu tiver errado, por favor, me corrija).

Mas você deve estar se perguntando: as fotos fazem jus ao sabor?  Fazem.  A cerveja é muito boa.  Muito gostosa.  O único defeito é que vem na garrafa de 330 ml.IMG_20150423_174515703

É uma Ale escura, com teor alcoólico de 7,5% (a pesquisadora me contou uma história engraçada, da opinião de um sujeito que disse que ela é muito leve pro teor alcoólico e ele esperava que fosse mais forte.  Isso é defeito?  Pra mim essa é mais uma qualidade, rsrsrs).

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Espuma da Leute Bokbier. Lalí disse que parece de Capuccino.

Já na apresentação é sensacional com sua espuma espessa, amarronzada, cremosa e persistente, daquelas que deixa no bigode e tudo!

Bigode de espuma.
Bigode de espuma.

A cor da cerveja em si é bem densa, um vermelho bem diferente, bem escuro (as fotos são melhores pra isso).  Diferente da W.W., ela dá mais destaque pro malte do que pro lúpulo.  Como falado, ela parece leve, mas é um fator enganador.  Esse sentimento, creio eu, é que, por descer levemente e fácil, você tem essa impressão.  Mas o gosto do álcool fica na garganta por muito tempo depois de você ingeri-la.  Fica aquele gosto seco, indescritível.  A cerveja é sensacional.  Indico!

Mas o que eu também não contei, foi que a Isabela estava inspiradíssima e essa cerveja foi acompanhado de um Queijo-Coalho sensacional! Aliás, teve também bolo de milho, bolo formigueiro, batata calabresa, lasanha etc. mas isso, se vocês forem bonzinhos, ela conta pra vocês em outro post.

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Leute Bokbier e Queijo Coalho

P.S. da Lalí: Eu já havia caçado a W.W. em diversos quiosques da Mr. Beer, e já tinha perdido as esperanças pq no site não havia mais informações sobre ela, que era uma edição limitada. 😦  Então estava com Jeffo e passei em frente a um dos quiosques e ele disse: “tenta, não custa nada”.  Então eu fui ao encontro do que parecia ser o gerente e perguntei se eles tinham a cerveja W.W. /daboiú, daboiú/.  O rapaz me respondeu da seguinte forma: “Não.  Na verdade eu não sei nem dizer que cerveja é essa, desculpe.”, ao que eu expliquei se tratar de uma cerveja de fabricação deles, edição limitada, em homenagem ao seriado Breaking Bad.  Então ele reconheceu e encontrou uma última lá no fundão, sujinha, tadinha… Ele limpou a garrafa, fez um lindo embrulho e eu dei para Papai.  Mas honestidade do rapaz me fez pensar se todas as vezes que eu pedi a cerveja os vendedores, na verdade, não sabiam do que eu estava falando… Será?  Se ele não tivesse dito que não sabia (como os demais fizeram), eu assumiria que havia acabado, e nada de W.W. procêis.

P.S.2 da Lalí: Faltou dizer que a Bokbier é uma cerveja de alta fermentação que é fermentada novamente quando já está engarrafada. 😀

Tomô?  - meu Pai vai me matar por ter feito isso, hhahahahahahaha!
Tomô?
– meu Pai vai me matar por ter feito isso, hhahahahahahaha!

Discos que marcaram a minha vida (1): Kiss – Destroyer

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Vamos falar um pouquinho de música, parte importante do cotidiano dos Coelho Machado.  Começarei com um texto que já postei há algum tempo na minha página pessoal do Facebook, o qual revisei e acrescentei alguma coisa.
Pra começar, nada melhor que o Kiss, não é mesmo?  Porque, quem não gosta de Kiss, bom sujeito…
Eu e meu irmão aprendemos a apreciar o rock desde a mais tenra idade.  Pegávamos os discos de novela da minha mãe e garimpávamos umas músicas mais pesadas nas trilhas sonoras.  Enquanto isso, íamos juntando moedas nos nossos cofres da Delfin para que pudéssemos comprar um LP só pra gente.
Esse LP surgiu na forma de um álbum duplo de que tomamos conhecimento através da veiculação de uma propaganda na televisão, e chamava-se “Rock na Cabeça“.  Era uma miscelânea de estilos e músicos que juntava no mesmo saco Nina Hagen, Clash, Men at Work, Toto, Ozzy Osbourne, Judas Priest e Billy Joel, entre outros.  Nós literalmente piramos e – tenho certeza que o Leandro também – considero esse LP o “marco zero” da minha “carreira”.  Lembro-me vividamente da cara da operadora de caixa da Ultralar quando despejamos as moedas para pagar pelo álbum.  Hilário.
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Quando o Kiss veio no Brasil, em 1983, resolvemos, através de um sorteio fraudulento (no qual o Queen foi derrotado) que iríamos comprar todos os LPs da banda que pudéssemos.  Isso foi mais fácil do que pensamos porque a gravadora relançou quase todos os álbuns deles (menos o primeiro, o segundo e os dois Alive!) e os discos encalharam na banca do supermercado Boulevard, onde eram vendidos a preço de banana.
Destroyer não foi o primeiro que compramos (foi o álbum solo do Gene Simmons) mas foi o disco que, talvez, mais tenha me marcado.  A coleção de músicas presentes nesse LP é de puros clássicos da banda.  Músicas como “Detroit Rock City”, “God of Thunder” e “Shout it Out Loud” são tocadas até hoje nos shows.  “Do You Love Me” tocou tanto lá em casa que até a minha mãe sabe cantar essa música.
O Kiss vinha de um sucesso estrondoso com o LP duplo ao vivo chamado (que original!) “Kiss Alive!”, mais conhecido no Brasil como “Alive I”, e precisava se afirmar no mundo da música.  Contratou o renomado produtor Bob Ezrin que, além de ter ajudado a criar o álbum, transformou os quatro persongens em músicos (muito) melhores.  Do começo ao fim você percebe o “dedo” do produtor nas músicas dos mascarados (No sentido literal. Não o dedo, mas os mascarados…digressiono).
O LP abre com a já citada “Detroit Rock City” que, com sua introdução cinematográfica, estimula a imaginação do ouvinte logo de cara.  O personagem entra no carro, dá partida no motor, liga o rádio, e a música em si começa com aquele riff crescente, empolgante, contagiante. Everybody’s gonna leave their seat.  Destaque para o solo melódico (você consegue “cantá-lo” do início ao fim) e o final da batida de carro.  Eu e Leandro conseguimos enganar várias pessoas quando aumentávamos o volume do som na hora que chegava essa parte.  Rendeu-me muitas gargalhadas!
A segunda música, “King of the night time world“, inicia dos destroços da primeira com aquela nota pretensamente dissonante até que a bateria começa com seu ataque nervoso.  Também é um clássico e o solo dobrado de Paul e Ace é o destaque.
Uma voz de criança (o filho de Ezrin) abre a terceira e clássica música (tem muitos clássicos nesse disco, eu avisei) “God of Thunder“.  Essa música é um exemplo do que um produtor pode contribuir com uma música ou álbum inteiro.  A canção é de Paul Stanley e, originalmente, era acelarada.  Ezrin tornou-a lenta, sombria e deu pra Gene Simmnos cantar.  Resultado: uma grande música! Essa canção tornou-se tão identificada com Gene, que é nela que ele cospe sangue nos shows.
Pra fechar o lado A do LP, uma acalmada: “Great Expectations“.  Essa talvez seja a música mais estranha do Kiss (incluindo aí o LP “Music From The Elder”).  O ouvinte mais desavisado demorará a perceber que é Gene Simmons quem a canta e a música tem orquestras e um coral de crianças!  Eu adoro essa música.  A parte do coral me emociona até hoje.
O Lado B abre com a menosprezada “Flaming Youth“, única (e pequena) contribuição de Ace Frehley no disco.  Acredito que, com tantos clássicos, ela tenha ficado meio escondida, assim como “Sweet Pain” que, apesar de ser uma boa música, é a mais fraca delas.
A partir daí são só clássicos: “Shout It Out Loud“, com seus vocais divididos é um hino.  Uma tentativa de uma segunda “Rock and Roll All Night“, que não atingiu seu intento comercial, mas que tem o seu lugar garantido no repertório dos fãs.  “Beth” é o primeiro hit “universal” do Kiss, ou seja, tocou nas rádios não especializadas em rock também.  Pudera! A música não tem nada de rock e tornou-se a marca registrada de Peter Criss.  Pra fechar com chave de ouro, a já citada “Do You Love Me“, que começa com aquele riff de bateria característico e era a coqueluche lá em casa.  A música acabava e nós a colocáva-mos de novo.  Viciante.
É um disco excelente, talvez o clássico mor da banda e transcende seu próprio tempo e gostos pessoais.  Posso dizer sem medo de errar que foi um elemento importante na formação da pessoa em que me transformei.  Ouça.  Aproveite.  Call all your friends in the neighborhood.

20 de fevereiro de 2015

Hoje é o dia fatídico, o dia que se repete há 46 anos, o dia a partir do qual toda a proposta deste blog foi elaborada. Afinal, não fosse a data tão especial e esperada, nada daquela primeira caixa teria saído.

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Leonardo Machado, meu Pai, antes do conhecimento cervejístico.

Hoje é o dia em que, em 1969, veio ao mundo o que viria a ser meu exemplo, meu professor, meu herói, meu companheiro de loucuras, meu amigo, minha cobaia culinária, meu apreciador de estudos cervejísticos, meu aprontador de surpresas, meu divididor de gosto… meu PAI!

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Leonardo Machado, sua progenitora, também conhecida como Vovó Dirce, e Bisa Sebastiana de robert lá atrás.

Claro que, sem a contribuição de Vovó Dirce o acontecimento hoje comemorado jamais ocorreria.  Então, um grande Obrigada também à Vó Dirce!

Bem, como já foi citado em outros posts neste blog, a presenteadora que vos escreve não tem paciência para esperar as datas comemorativas as quais se designam os tais presentes, sendo assim, Papai já recebeu seus presentes. 😀

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Isabela Coelho Machado e Leonardo Machado, respectivamente, Mamãe e Papai.

 

O chato de ser uma pessoa impaciente como eu, é que no dia fatídico, também conhecido como o aniversário do meu Pai, eu não tenho nenhuma surpresa, já que entreguei os presentes carinhosamente escolhidos antes do tempo.

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Leonardo Machado e Laís Coelho Machado, respectivamente, Papai e Filha mais velha, respectivamente, gente doida e gente normal.

Então fica este post de surpresa, que será publicado à 1h do dia 20 de fevereiro de 2015, em homenagem ao meu Paizão!  SURPRESA!

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Leozão, Lalí, Bela, Leozinho e João S2

Paizão, Leão, você disse que queria que passasse rápido, mas eu espero que possamos aproveitar a comemoração do seu aniversário hoje cada minutinho, nos divertindo, como o de costume, falando besteira e fazendo bagunça!  Te amamos muito e queremos continuar te perturbando e dando presentes adiantados durante muuuuito tempo ainda.

Lembre-se que a gente te ama até quando você é chato, o que não é consuetudinário. E que nossa família é muito feliz, sobretudo com o Paizão que Deus nos deu!

 

Te amo muito!

Mais.

 

Lalí

 

 

 

 

I Hope Neil Young Will Remember…

Tenho lido ultimamente várias biografias e autobiografias de bandas ou astros de, principalmente, rock and roll. Vejo muitas discussões por aí, principalmente na internet, sobre qual é a melhor, se autobiografias ou biografias. Uns defendendo ferrenhamente uma e outros alardeando as vantagens de outra.
Particularmente, eu acho que cada tipo de narrativa tem suas vantagens e desvantagens, como por exemplo, no caso das autobiografias, o escritor contar a história do seu (dele) ponto de vista e por isso ser muito mais fiel à verdade. A desvantagem, neste caso, é que a pessoa conta a “sua” (dela) versão da história, muitas vezes justificando seus erros sem a chance de réplica. Outra desvantagem bem grande também é que, geralmente, o escritor, na maior parte da sua vida (pelo menos na parte mais interessante), estava sob efeito de drogas. Mas isso também pode ser uma vantagem já que produz relatos por vezes engraçadíssimos. Mas estou digressionando. Já nas biografias as vantagens e desvantagens são, em sua maioria, inversamente análogas.
 Ou seja, esse blá, blá, blá, serviu pra dizer que um bom livro depende de um bom escritor e Neil Young revela-se um mestre.
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Young revela-se um velho chato, ranzinza, implicante e de mudanças súbitas de humor (será que eu me idetifiquei, Bela e Lali ? Rsrsrsrs) e isso gera as melhores histórias.
Parece que ele quer falar dos assuntos que o interessam e ele fala disso muito: seu tocador de música digital de alta qualidade (O Pono, aproveitando para isso, cutucar de leve o itunes e, por conseguinte, a apple), seus hobbies de ferromodelismo, sua coleção de carros e seu projeto de um Cadillac movido à eletricidade que ele chama de Lincvolt. Você vai ler muito sobre isso nas 400 páginas do livro e uma hora vai encher teu saco. Mas vai amar. Ele também fala do que você quer saber, ou seja, de sua trajetória no Rock and Roll, das histórias sobre sua longeva carreira, de sua Les Paul preta (que ele chama de old black), das imitações de Jimmy Fallon e de seu equipamento de palco entre outras coisas.
Mas eu digressionei no início do texto e eu mesmo me acusei, você lembra?  Você não viu nada!  Neil é a digressão em pessoa.  O livro não é linear cronologicamente e, se você é daqueles que só leem 10 páginas por dia, vai se atrapalhar um pouco.  O que me pareceu é que, ao entregar as páginas na editora, o editor ligasse pra ele furioso e:
– Mas Neil, e o Buffalo Springfield ?
– Porra, cara ! Eu tenho MESMO que escrever sobre isso ?
Mas leia. Eu recomendo. Você se emocionará com as histórias sobre seus dois filhos com paralisia cerebral (um de cada esposa!), com a cura de sua poliomielite e, quem sabe, se identificará com suas relações familiares e com sua juventude em um pequena cidade do interior.  História de vida pra tirar nossa próprias lições e conclusões.
Algumas frases:
– “A vida é um sanduíche de merda. Coma ou morra de fome.”
– “Seja excelente ou suma daqui !”

O começo…

No dia 20 de fevereiro de 2014, data de meu 45º aniversário (na verdade um pouco antes, já que a presenteadora não consegue esperar), fui agraciado e surpreendido com um dos presentes que mais me emocionaram em toda a minha vida: oito garrafas de cervejas “especiais” escolhidas pela presenteadora, no caso, minha filha mais velha, a Laís.
Quem me acompanha no Facebook deve ter visto as fotos do presente e de elas todas sendo devidamente degustadas com petiscos variados.


Resolvemos então abrir este blog para resenhá-las, já que não parou nas oito cervejas, nem nos petiscos, que tem participação pra lá de especial (por que sem ela nada disso seria possível) da Isabela, minha querida esposa e, junto com a Laís criadora e coescritora deste mesmo espaço.
Não ficaremos apenas nas cervejas e petiscos não, senhor. Falaremos também dos petiscos que comemos nos bares dos outros. Falaremos de música e no que mais der na nossa telha.
Lembro que as resenhas não são profissionais. São nossa opinião, baseada simplesmente na nossa percepção e gosto individual.