Bacalhau Espiritual

Se você gosta de bacalhau vai adorar… se não gosta, é uma boa oportunidade de apreciar o sabor e a textura de um prato delicioso, sem o compromisso de comer as postas do peixe.
Quem sempre faz um bacalhau espiritual maravilhoso na nossa família é a Tia Diva, tia e madrinha do Léo que apresenta o prato a cada Natal/Ano Novo e Páscoa.
Segundo a Tia Diva, a receita ela aprendeu com a Maria Thereza Weiss e tem esse nome porque leva pouco bacalhau em comparação com o tamanho do prato.
Fiz a minha versão e – modéstia à parte – nada ficou a dever do original.
Segue a receita:
Bacalhau Espiritual
Ingredientes:
800 grs de bacalhau muito bem demolhado
3 cenouras médias raladas
2 cebolas grandes raladas
3 dentes de alho picadinhos
100 grs de manteiga
50 grs de miolo de pão
1 xícara de leite
2 claras
sal e pimenta (a gosto)
2 colheres de sopa de queijo ralado
Para o molho béchamel:
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha
5 xícaras de leite
sal
pimenta
noz-moscada
2 gemas
1 caixinha de creme de leite
Modo de fazer:
Tire a pele e as espinhas ao bacalhau.
Pique o bacalhau (ou desmanche na medida que tira as espinhas)
Leve as cenouras, o alho e as cebolas ao fogo baixo, com a manteiga e deixe refogar um pouco.
Junte o bacalhau e deixe cozer um pouco mais.
Junte o miolo de pão embebido no leite quente.
Mexa bem. Tempere.
Prepare o molho béchamel, tempere-o com sal, e pimenta, noz-moscada e junte as gemas, o creme de leite e as claras em neve. Misture bem e junte porção ao preparado de bacalhau.
Deite num tabuleiro untado com manteiga e enfarinhado com farinha de rosca.
Polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno até o preparado superior se apresentar fofo e dourado.
Sirva imediatamente com batatinhas palha.
Enjoy!
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A Pilsner Urquell

Tenho andado afastado deste blog por conta da correria do dia a dia e, consequentemente, falta tempo para escrever (problema esse que acomete mais de meio mundo, acredito eu).  Este texto, por exemplo, já comecei e parei mais vezes do que eu posso contar.  Se você estiver lendo-o neste minuto, foi porque eu acabei de escrevê-lo.  Mas, como diria Leozinho, chega de blá, blá, blá.
Essa eu ganhei da Lalí já tem tempo, porém, eu estava guardando pra uma ocasião especial e essa ocasião apareceu no Natal de 2015.  Porque era especial?  Porque, meu caro amigo, essa é a primeira Pilsen (da cidade Tchecoslovaca de mesmo nome) da história do planeta Terra!  É como se fosse a Action Comics 01 das cervejas!  Você não tem ideia!
E, pra minha sorte (ou competência de quem escolhe minhas cervas, né Lalí? Né Isabela?), teve uma história por trás dela.  Tentarei narrá-la brevemente.
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Coloquei a cerveja no copo, fiz o ritual de sempre e, quando dei a primeira golada, não era extamente o que eu estava esperando.  Era muito melhor, sem sombra de dúvida, e me deixou surpreso.  Eu esperava uma Pilsen, como as cervejas de fabricação em massa (weapons of mass destruction), que continuam a dominar o mercado nacional de cervejas, mas o que eu experimentei foi uma coisa muito mais sublime, bem mais amarga (e isso é elogio) e deliciosa do que eu esperava e combinou muito bem com o clima festivo e alegre de todos aqui em casa (família!) em mais um natal feliz (ganhei Las Mafiosas da Três Lobos!) e inesquecível.
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Ela não fez muita espuma e a que fez não durou muito.  Sim, eu fiquei olhando antes de tomar porque a cor dela é incrível e o cheiro melhor ainda.  Ela é mais escura que as cervejas de fabricação em massa.  Como eu disse anteriormente, ele é amarga, porém muito refescante e, para sentir o sabor em sua plenitute, não beba geladíssima.  Pra resumir: é a cerveja referência, ou seja, é a partir dela que você vai fabricar outras variedades do precioso líquido.  A Receita-Mãe.
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Mas o que eu descobri depois, e essa é a história por trás da experiência, é que, apesar do que elas mesmo apregoam, as cervejas de fabricação em massa não são PilsenesElas são American Lagers (justiça seja feita, as Budweisers e Heinekens não nos vendem esses gatos por lebres).  A diferença é que as Pilsenes são mais amargas do que as Lagers.  Eu ia explicar isso aqui mais didaticamente, porém o bom é beber.  De preferência acompanhado de um bom bolinho de bacalhau.  Aproveite!
P.S. da Lalí¹: Mais um Natal maravilhoso para contabilizar S2S2.
P.S. da Lalí²: Sobre o “meio mundo”.  Estou cada vez com mais medo de pesquisar coisas no Google Imagens.

A Erdinger Dunkel

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Essa é uma cerveja alemã de trigo no estilo weizenbock (dããããã Weizen é trigo em alemão), de cor marrom, com espuma bem densa e cremosa.  Eu já falei por aqui que as bock são as minhas preferidas, não foi?  Pois é, as bock alemãs são as minhas preferidíssimas e essa é uma das melhores cervejas que já tomei.  Ela só não é melhor do que Yakult, porque nada é melhor do que Yakult, mas fica bem próximo.
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Seus 5,6% de teor alcoólico são perfeitos, pois equilibram muito o amargor natural desse precioso líquido.  Tem o aroma muito forte (e bom!), desce legal, é pra tomar em uma caneca mas não muito gelada e, pra acompanhar, o já famoso porquinho show de bola da Isabela.  Sua garrafa de 500ml é linda (até a tampinha, guardada no devido recipiente que ganhei de dia dos pais, é muito legal!) e é do tamanho e volume perfeitos.
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Não vou me estender demais porque não há muito mais o que falar dessa cerveja.  Ela é muito, mas muito boa.  Quer um conselho? Compre bastante delaArrume um lugar na estante, ou melhor, compre uma estante ou um armário novo e estoque.  Sobrou um dinheirinho? Compre uma garrafa.  Vai que acontece um apocalipse zumbi e aí…
P.S.: Vocês podem beber o que quiserem, mas nunca beberão com tanta classe quanto essa senhora aqui!

Jessica Jones: Alias (Não confundir com “aliás”!)

O título do post vai te enganar de todas as formas possíveis e por isso vou logo avisando: vou sair do assunto, vou digressionar, vou falar de outras coisas e vou ser redundante (mais do que já estou sendo).  Mas não de propósito.  Assim é o Universo Marvel concebido pelo mestre Stan Lee, tudo interligado, todos convivendo no mesmo tempo e espaço, tudo conectado e complexo (coisa que, com os diversos personagens da editora tendo seus direitos cinematográficos divididos entre alguns estúdios, não ajuda nada).
E, sim, porque não?, falarei da personagem em questão, a tal Jessica Jones do título, até porquê, depois do extraordinário primeiro fruto da parceria entre a Marvel e a Netflix, a série do Demolidor (que, olha só, está conectada ao universo cinematográfico e televisivo da Marvel Studios), esse será o próximo projeto desta promissora parceria. Você escutou alguém sussurrando no seu cérebro “Vingadores“, “Agents of SHIELD“, “Guardiões da Galáxia“, “Homem-Formiga“?  É, meu caro, pode adicionar aí um certo escalador de paredes azul e vermelho, já que a Sony e a Marvel recentemente fizeram um acordo pra introdução do Homem Aranha nesse universo), esse será o próximo seriado da promissora parceria.
Porém, não podemos falar de Jessica Jones sem falar em Brian Michael Bendis.  Guarde esse nome pois ele é o escritor de quadrinhos da Marvel mais importante há muito tempo e há motivos pra isso.  Pra você ter uma ideia da importância do sujeito, ele era parte de uma espécie de “seleto conselho de consultores“, por falta de uma expressão melhor, a quem todos os diretores e roteiristas cinematográficos tinham que consultar antes do filme ser editado e lançado ou mesmo até do roteiro ser aprovado.  Esse “conselho” foi extinto bem recentemente e mandava prender e soltar na Marvel Studios.  Cortavam cenas, acrescentavam, reescreviam e eram responsáveis pela famosa “cronologia” (a continuidade) do Universo Marvel.  Quem é fã da Marvel (no tempo em que comecei a ler, Marvete) sabe que isso é sagrado e que com isso não se brinca.  Mas isso causou muitos atritos com atores e diretores dos filmes e, como já disse, foi extinto.  Eu avisei que ia digressionar.  Brian Michael Bendis era o único roteirista de quadrinhos exclusivo da Marvel a fazer parte desse “conselho”.  Tá bom pra você?
Bendis destacou-se na Image Comics com a sua criação “Powers“, que recentemente virou seriado também (muito bom), aliás, o encadernado “Quem matou a Garota Retrô?“, lançado pela Panini, é uma leitura deliciosa. Ele foi pra Marvel e fez logo um sucesso danado reescrevendo a origem do Homem Aranha na linha Ultimate (uma linha não pertencente ao Universo Marvel Tradicional, que tinha como mote o reinício do Universo Marvel em outra linha temporal. Entendeu, né?).  No Universo Tradicional, fez sucesso escrevendo o Demolidor, que teve sua identidade revelada.  Ganhou moral com o sucesso desse título e, junto com seus superiores, bolou um selo para histórias adultas para a Marvel, nos moldes do selo Vertigo da DC.  A diferença era que as histórias desses títulos eram inseridas no Universo Tradicional e essa foi a grande sacada.  E foi nesse contexto que surgiu Alias (como foi batizada a revista da Jessica Jones).
Eu tô tentando ser concisoSério.  Mas vamos lá… Falei que o título era direcionado para o público adulto, não?  Pois é, as primeiras três palavras da série são palavrões cabeludos e tem a famosa cena de, digamos assim, pra usar um eufemismo bem leve, sexo não tradicional (não precisa botar link, Lali! Rsrsrsr) entre ela e o Luke Cage. Mas estou me adiantando.
Jessica Jones é personagem inserida retroativamente na continuidade, o que chamamos de “retcon“.  Explico.  É uma personagem criada nos anos 2000 mas é como se ela existisse desde o começo.  Entendeu?  Eu sempre entendo.  É uma mulher (dããããã) que tem superpoderes, porém limitadíssimos.  Digamos que ela é mais forte que o normal e, supostamente, pode voar, mas isso é tão instável que ela não se arrisca.  Ela tentou vestir uma fantasia e ser uma Super Heroína (Safira) por um certo período (o que garantiu seu “trânsito” entre a comunidade superheroística, se é que essa palavra existe) mas ela sacou que não era pra ela e então ela se torna uma detetive particular (funda a “empresa” “Codinome Investigações” da qual é dona e única funcionária), fumante e beberrona inveterada e com baixíssima autoestima.  Até aí nada de original, mas o que foi brilhante, foi a inserção de uma personagem dessa, do cotidiano, alguém como alguém que você conhece ou já conheceu, num Universo em que os Super Heróis são coisas comuns.

Isso por si só já seria um diferencial que separa esse título das histórias grandiosas de Super Heróis, com seus monstros, alienígenas e super vilões que querem dominar o mundo, mas em duas coisas é que Bendis demonstra todo o seu brilhantismo: a primeira é o seu conhecimento da intrincadíssima cronologia Marvel e a segunda são os diálogos.  Ah, os diálogos!  São sensacionais no nível Kevin Smith e tornaram-se a característica mais marcante desse sensacional escritor.  A sexta edição, se não me engano, começa com um diálogo entre Jessica e Carol Danvers (a Miss Marvel, dos Vingadores) que é hilário, uma espécie de “fofoca” sobre alguns personagens conhecidos, mas principalmente do supra citado Luke Cage (curiosidade: o ator Nicholas Cage, que é sobrinho de Francis Ford Coppola, adotou seu nome artístico por que é superfã do personagem).  Um dos poucos Super Heróis negros da época, Luke Cage e seu parceiro, o Punho de Ferro, eram chamados de “Heróis de Aluguel” e esse era o nome da firma junto com Misty Knight, ciborgue e namorada do Luke, e com Colleen Wing, detetive e lutadora de artes marciais, namorada do Punho de Ferro.  Aliás Colleen foi namorada de Scott Summers, o Ciclope dos X-Men em um período que Jean Grey estava desaparecida.  (Não falei que era conectado e complicado?).  Enfim, o diálogo dura umas seis páginas e só você lendo pra ver.
E esses diálogos favorecem muito o desenhista.  Michael Gaydos não faz parte dos meus desenhistas favoritos mas reconheço que ele não faz feio.  Porém é o cara perfeito pra série.  Ele é um desenhista “preguiçoso”, então esses diálogos são a ocasião perfeita pra ele repetir os desenhos e até quadros inteiros.  Há algumas sequências em que ele simplesmente aumenta os desenhos de tamanho sob o pretexto de dar “ênfase” a uma cena específica.  É um cara de pau mas funciona muito bem.  Os outros desenhistas da Marvel que ganham por páginas desenhadas devem ficar putos com ele.  Ouso dizer que, sem ele, Alias, não seria a mesma.  Aproveitando que estou falando do quesito arte, as capas são de David Mack e são maravilhosas.  Elas deram identidade à série.
As histórias podem ser lidas por quem não tem conhecimento prévio do Universo Marvel, porém são um deleite pra quem é fã.  Por exemplo, tem uma história em que Jessica é presa e Luke Cage (Ele de novo. Não se preocupe, eles se casam no fim da série) pede que Matt Murdock (Ah, você sabe quem ele é, não sabe ?) seja o advogado dela e quando ele se apresenta, pergunta pra ela se ela é inocente.  Após a resposta (positiva) fica uns quatro quadros iguais do Matt olhando pra ela.  Os entendedores sacarão que Murdock está ouvindo as batidas do coração dela pra descobrir (eu cheguei a digitar “ver”) se ela está mentindo.  Outros momentos imperdíveis: quando ela se finge de homem em um bate papo na internet e marca um encontro com um gay em um bar, como parte de um disfarce em um dos seus casos.  Mais uma vez, os diálogos são impagáveis!  Quem já participou desse tipo de bate-papo (UOL que o diga! Rsrsrsrs) sabe do que estou falando.  E também a história em que J.J. Jameson a contrata pra descobrir a identidade secreta do Homem Aranha. Leia.
Brian Bendis não é um escritor genial nem original, mas ele é mestre.  Seu mérito é pegar conceitos antigos, argumentos mal aproveitados e histórias mal contadas e além de requentá-las, tornar-lás algo muito mais saboroso, pra fazer uma analogia com um dos assuntos preferidos deste blog, que é a culinária.  E, nas devidas proporções, é o que o cinema está fazendo hoje com nossos heróis prediletos. Nós, que crescemos lendo os quadrinhos, consideramos essa a “cronologia” correta, mas esquecemos que o cinema atinge muito mais pessoas e, se você perguntar a elas, elas dirão que isso é que é o correto.  Mas esse é outro assunto, para quem sabe, um outro post.
P.S. da Lalí: Link Bônus (pq eu achei fofo).
P.S. da Lalí 2:  In fact, tenho vários colegas que assistem e gostam muito dos filmes de super heróis mas nunca nem folhearam uma revista nem conhecem as personagens e suas interações.
P.S. da Lalí 3: DeadPool é o superpoderoso mais “gente-como-a-gente” que eu conheço!  Ele frequenta os mesmos eventos que eu e eu já o ví fazendo cosplay de Lampião, ficou ótimo, acho que a fantasia foi feita à mão.

Are you going to the party? A Brooklyn East India Pale Ale

Mais um texto derivado da noite de insônia e o título dele faz referência à música da Sensational Alex Harvey Band (ou simplesmente SAHB),  “Boston Tea Party“.  O correto seria eu fazer uma ligação entre a cerveja sobre a qual irei falar (escrever?) mais adiante, mas, na verdade, essa ligação não existe.  Na verdade, estou escrevendo esse texto escutando a música produzida pelo sensacional (ahahahaha, gostaram do trocadilho?) quinteto escocês.  Aliás, que guitarrista estupendo (estupendo não! Estupendos somos nós, e não fomos nós que falamos!), que guitarrista sensacional (desculpem, não resisti) é o subestimado palhaço (literalmente vestido de) Zal CleminsonCadaca Baluco!  Digressionei, viajei…
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Esta é uma IPA (neste estágio deste blog, certamente você sabe o que é uma IPA), produzida pela estadunidense cervejaria Brooklyn.  Mas a Brooklyn East India não faz feio de maneira nenhuma!  É uma IPA de verdade.  Tem uma espuma média e a coloração dela é de um amarelo âmbar tendendo ao vermelho.  Seu teor alcoólico é de 6,8%, mas ela é bem encorpada e parece mais forte, mais forte, por exemplo, que a Colorado Indica que tem 7% (aguardem os posts de Cerveja e War e Colorado e War!).   Mas isso vai do gosto de cada um.
Ih rapazDelilah!  Começou a tocar Delilah! Que música linda! Quem nunca viu e riu com o vídeo dessa linda canção eternizada por Tom Jones (Sexy Bomb!) no Old Grey Whistle Test?  Eu sei, eu sei: quase ninguém que você conhece viu, mas eu gosto de pensar que sim.  Ainda tenho fé no ser humano e quase me desculpo por isso.  Aliás, você deveria conhecer a SAHB e seu vocalista e líder Alex Harvey.  Uma banda tão eclética que é difícil rotular.  Influenciou bandas tão díspares como o AC/DC (vai dizer que você pensava que a voz temperada por whisky barato de Bon Scott era original e criação dele?) e o The Cure, de Robert Smith, talvez seu maior fã.  Tão fã que, ao compor “Just Like Heaven“, como um presente para sua esposa e companheira de vida Mary Poole, ele a pensou como sendo uma música da Sensational Alex Harvey Band.  Foi ele quem disse.
Mas o que isso tem a ver com a Brooklyn East India Pale Ale? Bom, todas as bandas que citei são britânicas (para sua informação, Bon Scott e os irmãos Young, do AC/DC são escoceses) e a IPA é uma cerveja tipicamente inglesa.  Forcei, né?
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Vale a pena?  Sim.  Mas, custo/benefício, se quiser uma IPA vá de (brasileiríssima!) Colorado Indica.  Siga um conselho, compre umas quatro garrafas dessa IPA, pegue uma porção de Buñuelo de Pollo à Moda Lali ou de Porquinho Show de Bola à Moda Isabela, coloque qualquer disco da SAHB na vitrola (a banda é tão hilária que há uma disco da Sensational Alex Harvey Band Without Alex, numa fase em que ele saiu), e vá ser feliz!
Are you going?

 

P.S. da Lalí: Eu ví e rí do vídeo do Tom Jones inúmeras vezes… but she laughed no more.  =’.’=

Empingao

chef

Agora é oficial: o famoso sanduíche cubano empingao  fartamente (hummm) retratado no filme Chef, de Jon Favreau pode e deve ser reproduzido em casa, com pequenas adaptações.

Sabem o porquinho show de bola? Então… basta pegar o porquinho, fatiado ou desfiado grosseiramente para utilizar na receita. Faça assim:

Junte a família  para assistir ao filme.
Acabe a sessão de cinema morrreeeennnnndo de fome & vontade de comer o sanduba.

Coloque a chapa pra esquentar.

pão
Parta ao meio pães franceses (um pra cada sanduba) e coloque pra aquecer com um pouquinhozinho de margarina/manteiga/azeite/whatever na parte de dentro, que vai ficar em contato com a chapa.

Enquanto isso, pegue três pedaços de porquinho (podia ser pernil assado, por exemplo), duas fatias de presunto (usamos o de Parma… uhuuulll) e coloque pra esquentar (pode ser na mesma chapa).

presunto
Quando o pão estiver quentinho, tire da chapa e passe uma camada de mostarda de Dijon (usamos com vinho branco, que a Lalí-linda nos deu!!) em um dos lados do pão, de-cabo-a-rabo.

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Em cima da mostarda, coloque o porquinho já chapeado, as fatias de presunto e duas fatias de queijo (usamos da Canastra… hahaha… que maldade),

queijo

[nessa parte entra o picles, que não tinha pra usar na hora, fizemos sem 😦 ] feche o pão, passe um pititico de manteiga – MANTEIGA – do lado de fora do sanduíche e chapeie dos dois lados.
Parta ao meio em diagonal, pra ficar bem bonito e saboreie a maravilha. Melhor sanduba EVER.

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Enjoy!

Cervejas: W.W. Mr. Beer e Leute Bokbier

Hoje foi feriado (23/04).  Sem planos.  Descansar.  Ficar de bobeira.  Nada disso!  Hoje Jefferson e Lalí estiveram aqui e teve, adivinha só, música, comida, seriados, comida, bom papo, lembranças, comida, risadas e…tchan, tchan, tchan, tchan: cerveja!  Ou melhor, no plural, cervejas!  É… já tinha ganhado uma na páscoa, que estava guardando – e hoje ganhei mais duas!  Surpresa (provando que não precisa ser data especial para nos presentearmos.  Às vezes, não ganhamos presentes nas datas especiais, mas, como sempre, estou digressionando)!

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Mas, o que eu quero mesmo é falar das cervejas.  Na Páscoa, ganhei uma que a Lalí já estava procurando há muito tempo pra me presentear: A W.W.IMG_20150405_132935084-COLLAGE

Cerveja de edição limitada que é (foi) fabricação própria da  Mr.Beer, uma rede de lojas de cervejas, em parceria com a cervejaria Dortmund, mas o mais legal dessa bebida é que ela é a cerveja do seriado  Breaking Bad e o W.W. do nome vem do protagonista  Walter White (se você não viu o seriado, que, suponho, todos saibam do que se trata, haverá um post sobre o seriado, eu prometo!).  Lalí me contou que era a última do quiosque onde ela foi e a história engraçada é que o cara da loja não sabia o que era.  Enfim, ela pode contar melhor essa passagem, mas o que importa é que eu ganhei e, mais importante ainda, bebi num dia que se mostrou muito especial.

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A cerveja é brasileira, e é uma German Pilsner.  Confuso? German Pilsner é o estilo da cerveja, não quer dizer que ela foi fabricada na Alemanha, ok?  O que não desmerece em nada a cerveja.  Quando você bota ela no copo a coloração se destaca, um amarelo turvo quase alaranjado (do qual se presume a predileção pelo lúpulo na fabricação), com uma espuma simétrica, não muito espessa, mas do tamanho ideal, na minha opinião, para esse estilo de cerveja.

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Espuma da W.W.

O cheiro, Lalí e eu concordamos, é cheiro de cerveja mesmo, o que pra mim é um perfume dos deuses do olimpo.  Ela é muito boa, desce fácil, tem um teor alcoólico relativamente baixo (4,5%), é refrescante e não muito amarga.  Vem na garrafa de 600 ml, então dá pra beber à vontade.

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Mas, o que eu não contei, é que, junto com as cervejas, ganhei de presente “chucrutinhos” de frango! (se você não viu a receita, veja aqui!).  Ou seja, bebi a W.W. acompanhado dos chucrutinhos com mostarda escura do Pavelka, assistindo Primal Fear e The Sopranos. Chaaaattttooo!  Rsrsrsr

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W.W. e Chucrutinhos de Frango

Tenho por costume não beber mais de uma cerveja por dia, mas eu vi uma foto da Leute Bokbier e…não resisti.  Tive que tomar.  Vocês verão pelas fotos do blog e me darão razão.

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Fiquei encantado também pela história da cerveja (a presenteadora pesquisa antes de comprar, viram?  Não é pra qualquer um, não senhor).  A cerveja é belga e é fabricada artesanalmente desde 1927 numa cervejaria-fazenda, no interior do país, em Ertvelde, e o bode do rótulo (outro destaque) faz referência aos caipiras que trabalhavam na produção na fazenda.  A produção foi interrompida por um tempo e retomada recentemente, Graças a Deus!  (Laís, é isso, né?  Se eu tiver errado, por favor, me corrija).

Mas você deve estar se perguntando: as fotos fazem jus ao sabor?  Fazem.  A cerveja é muito boa.  Muito gostosa.  O único defeito é que vem na garrafa de 330 ml.IMG_20150423_174515703

É uma Ale escura, com teor alcoólico de 7,5% (a pesquisadora me contou uma história engraçada, da opinião de um sujeito que disse que ela é muito leve pro teor alcoólico e ele esperava que fosse mais forte.  Isso é defeito?  Pra mim essa é mais uma qualidade, rsrsrs).

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Espuma da Leute Bokbier. Lalí disse que parece de Capuccino.

Já na apresentação é sensacional com sua espuma espessa, amarronzada, cremosa e persistente, daquelas que deixa no bigode e tudo!

Bigode de espuma.
Bigode de espuma.

A cor da cerveja em si é bem densa, um vermelho bem diferente, bem escuro (as fotos são melhores pra isso).  Diferente da W.W., ela dá mais destaque pro malte do que pro lúpulo.  Como falado, ela parece leve, mas é um fator enganador.  Esse sentimento, creio eu, é que, por descer levemente e fácil, você tem essa impressão.  Mas o gosto do álcool fica na garganta por muito tempo depois de você ingeri-la.  Fica aquele gosto seco, indescritível.  A cerveja é sensacional.  Indico!

Mas o que eu também não contei, foi que a Isabela estava inspiradíssima e essa cerveja foi acompanhado de um Queijo-Coalho sensacional! Aliás, teve também bolo de milho, bolo formigueiro, batata calabresa, lasanha etc. mas isso, se vocês forem bonzinhos, ela conta pra vocês em outro post.

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Leute Bokbier e Queijo Coalho

P.S. da Lalí: Eu já havia caçado a W.W. em diversos quiosques da Mr. Beer, e já tinha perdido as esperanças pq no site não havia mais informações sobre ela, que era uma edição limitada. 😦  Então estava com Jeffo e passei em frente a um dos quiosques e ele disse: “tenta, não custa nada”.  Então eu fui ao encontro do que parecia ser o gerente e perguntei se eles tinham a cerveja W.W. /daboiú, daboiú/.  O rapaz me respondeu da seguinte forma: “Não.  Na verdade eu não sei nem dizer que cerveja é essa, desculpe.”, ao que eu expliquei se tratar de uma cerveja de fabricação deles, edição limitada, em homenagem ao seriado Breaking Bad.  Então ele reconheceu e encontrou uma última lá no fundão, sujinha, tadinha… Ele limpou a garrafa, fez um lindo embrulho e eu dei para Papai.  Mas honestidade do rapaz me fez pensar se todas as vezes que eu pedi a cerveja os vendedores, na verdade, não sabiam do que eu estava falando… Será?  Se ele não tivesse dito que não sabia (como os demais fizeram), eu assumiria que havia acabado, e nada de W.W. procêis.

P.S.2 da Lalí: Faltou dizer que a Bokbier é uma cerveja de alta fermentação que é fermentada novamente quando já está engarrafada. 😀

Tomô?  - meu Pai vai me matar por ter feito isso, hhahahahahahaha!
Tomô?
– meu Pai vai me matar por ter feito isso, hhahahahahahaha!

A Young’s Double Chocolate Stout

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Essa é mais uma da primeira leva de fevereiro de 2014.  Foram duas de chocolate (pra quem acompanha o blog, sabe que comida e cerveja são duas paixões enormes).  A outra, eu comentei aqui, lembram ?
Ao contrário de sua “companheira-de-primeira-leva-de-presentes-cervejísticos”, essa é doce, cremosa e encorpada.  Ah, e tem mais gosto de chocolate, afinal, como o nome bem já diz essa é “Double”.
Cara, falar dessa cerveja é um pouco chover no molhado, por dois motivos :
1 – O seu nome demonstra tudo o que você pode esperar dela, ou seja, já é uma descrição do produto em si (a não ser que você não seja deste planeta e nunca tenha experimentado chocolate nem cerveja) e ela entrega o que promete.
2- A foto fala por si.  Dá uma olhada lá nelas e me diz.  Já voltou?  Então, não é sensacional?  Não parece os Milkshakes da Isabela e da Laís, mas em formato de cerveja ?
Por causa das fotos vou me abster de falar da aparência dela pois fiquei sem palavras, mas, como foto não tem cheiro, posso te dizer que o seu aroma é delicioso com aquela mistura de amargo com doce que você esperava exatamente.
E o sabor não compromete.  Ela é leve, gostosa, desce bem, não é enjoativa e apreciei muito tomá-la bem gelada.  Ela vem da Inglaterra (surpresa!) e tem 5,2 % de teor alcoólico.
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Quer um conselho ? Frite uns croquetinhos/chucrutinhos e aproveite!   (Afinal, diferentemente de Caco Antibes, somo pobres e adoramos comer “cocretes” com cerva)!

Discos que marcaram a minha vida (1): Kiss – Destroyer

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Vamos falar um pouquinho de música, parte importante do cotidiano dos Coelho Machado.  Começarei com um texto que já postei há algum tempo na minha página pessoal do Facebook, o qual revisei e acrescentei alguma coisa.
Pra começar, nada melhor que o Kiss, não é mesmo?  Porque, quem não gosta de Kiss, bom sujeito…
Eu e meu irmão aprendemos a apreciar o rock desde a mais tenra idade.  Pegávamos os discos de novela da minha mãe e garimpávamos umas músicas mais pesadas nas trilhas sonoras.  Enquanto isso, íamos juntando moedas nos nossos cofres da Delfin para que pudéssemos comprar um LP só pra gente.
Esse LP surgiu na forma de um álbum duplo de que tomamos conhecimento através da veiculação de uma propaganda na televisão, e chamava-se “Rock na Cabeça“.  Era uma miscelânea de estilos e músicos que juntava no mesmo saco Nina Hagen, Clash, Men at Work, Toto, Ozzy Osbourne, Judas Priest e Billy Joel, entre outros.  Nós literalmente piramos e – tenho certeza que o Leandro também – considero esse LP o “marco zero” da minha “carreira”.  Lembro-me vividamente da cara da operadora de caixa da Ultralar quando despejamos as moedas para pagar pelo álbum.  Hilário.
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Quando o Kiss veio no Brasil, em 1983, resolvemos, através de um sorteio fraudulento (no qual o Queen foi derrotado) que iríamos comprar todos os LPs da banda que pudéssemos.  Isso foi mais fácil do que pensamos porque a gravadora relançou quase todos os álbuns deles (menos o primeiro, o segundo e os dois Alive!) e os discos encalharam na banca do supermercado Boulevard, onde eram vendidos a preço de banana.
Destroyer não foi o primeiro que compramos (foi o álbum solo do Gene Simmons) mas foi o disco que, talvez, mais tenha me marcado.  A coleção de músicas presentes nesse LP é de puros clássicos da banda.  Músicas como “Detroit Rock City”, “God of Thunder” e “Shout it Out Loud” são tocadas até hoje nos shows.  “Do You Love Me” tocou tanto lá em casa que até a minha mãe sabe cantar essa música.
O Kiss vinha de um sucesso estrondoso com o LP duplo ao vivo chamado (que original!) “Kiss Alive!”, mais conhecido no Brasil como “Alive I”, e precisava se afirmar no mundo da música.  Contratou o renomado produtor Bob Ezrin que, além de ter ajudado a criar o álbum, transformou os quatro persongens em músicos (muito) melhores.  Do começo ao fim você percebe o “dedo” do produtor nas músicas dos mascarados (No sentido literal. Não o dedo, mas os mascarados…digressiono).
O LP abre com a já citada “Detroit Rock City” que, com sua introdução cinematográfica, estimula a imaginação do ouvinte logo de cara.  O personagem entra no carro, dá partida no motor, liga o rádio, e a música em si começa com aquele riff crescente, empolgante, contagiante. Everybody’s gonna leave their seat.  Destaque para o solo melódico (você consegue “cantá-lo” do início ao fim) e o final da batida de carro.  Eu e Leandro conseguimos enganar várias pessoas quando aumentávamos o volume do som na hora que chegava essa parte.  Rendeu-me muitas gargalhadas!
A segunda música, “King of the night time world“, inicia dos destroços da primeira com aquela nota pretensamente dissonante até que a bateria começa com seu ataque nervoso.  Também é um clássico e o solo dobrado de Paul e Ace é o destaque.
Uma voz de criança (o filho de Ezrin) abre a terceira e clássica música (tem muitos clássicos nesse disco, eu avisei) “God of Thunder“.  Essa música é um exemplo do que um produtor pode contribuir com uma música ou álbum inteiro.  A canção é de Paul Stanley e, originalmente, era acelarada.  Ezrin tornou-a lenta, sombria e deu pra Gene Simmnos cantar.  Resultado: uma grande música! Essa canção tornou-se tão identificada com Gene, que é nela que ele cospe sangue nos shows.
Pra fechar o lado A do LP, uma acalmada: “Great Expectations“.  Essa talvez seja a música mais estranha do Kiss (incluindo aí o LP “Music From The Elder”).  O ouvinte mais desavisado demorará a perceber que é Gene Simmons quem a canta e a música tem orquestras e um coral de crianças!  Eu adoro essa música.  A parte do coral me emociona até hoje.
O Lado B abre com a menosprezada “Flaming Youth“, única (e pequena) contribuição de Ace Frehley no disco.  Acredito que, com tantos clássicos, ela tenha ficado meio escondida, assim como “Sweet Pain” que, apesar de ser uma boa música, é a mais fraca delas.
A partir daí são só clássicos: “Shout It Out Loud“, com seus vocais divididos é um hino.  Uma tentativa de uma segunda “Rock and Roll All Night“, que não atingiu seu intento comercial, mas que tem o seu lugar garantido no repertório dos fãs.  “Beth” é o primeiro hit “universal” do Kiss, ou seja, tocou nas rádios não especializadas em rock também.  Pudera! A música não tem nada de rock e tornou-se a marca registrada de Peter Criss.  Pra fechar com chave de ouro, a já citada “Do You Love Me“, que começa com aquele riff de bateria característico e era a coqueluche lá em casa.  A música acabava e nós a colocáva-mos de novo.  Viciante.
É um disco excelente, talvez o clássico mor da banda e transcende seu próprio tempo e gostos pessoais.  Posso dizer sem medo de errar que foi um elemento importante na formação da pessoa em que me transformei.  Ouça.  Aproveite.  Call all your friends in the neighborhood.

Punk IPA Brewdog e Liefmans Fruitesse: Duas cervejas muito diferentes entre si

A classificação de uma bebida alcóolica (ou não) como “cerveja” é muito abrangente. Muito. Quando eu comecei a apreciar o líquido, chegava no bar e pedia: “me dá uma cerveja aí!”, a minha única escolha era entre Antarctica e Brahma. Com a globalização e a vinda de cervejas de outros países para o Brasil (sim, eu sou velho. Sou de um tempo em que não havia internet. Parece ficção científica), descobri que havia uma gama maior de escolhas, tipos, formatos etc.

Por isso, escolhi essas duas cervejas que estão neste post para comparação, porque, pela descrição delas, o incauto pode pensar que são semelhantes, já que as duas são cervejas (dããããã) e frutadas. As duas são do lote de presentes do meu aniversário do ano de 2014, o mesmo lote que deu a ideia de fazermos um blog. Espero que minha avaliação dê uma ideia melhor do que estou querendo transmitir. Vamos a elas.

Punk IPA Brewdog

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Como já diz o nome, esta cerveja é uma IPA, mas uma IPA bem incomum, já que a sua cor nos remete a uma pilsen tradicional, sendo mais clara que uma tradicional. Mas a semelhança para por aí, pois só com o cheiro dela já dá pra perceber o aroma de frutas, se não me engano, alguma fruta cítrica não tão familiar ao nosso olfato. Mas cerveja não foi feita pra cheirar e vamos logo ao que interessa: o sabor.

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Não sei se ela foi feita de propósito pra enganar o bebedor, mas que ela engana, ah engana. Você começa a bebê-la e seu gosto é bem levinho, porém ela vai se tornando mais amarga com o passar do tempo e, quando você acaba de beber, o gosto de amargo permanece junto com o de álcool (o teor alcóolico nem é tão alto assim, é de 5,6%), provando que o cara que fez a cerveja (alguns o chamam de cervejeiro rsrsrsr) entende da bagaça. Cerveja para beber litros sentado com os amigos e com uns belisquetes da Isabela e da Lali. Pena que a garrafa é de 330 ml.

Liefmans Fruitesse

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Essa a Lali provou e… gostou ! Se você quer uma cerveja frutada, é essa que você deve tomar (N.E.: aguardem o post da Schöfferhofer Grapefruit Hefeweizen). É uma cerveja de frutas vermelhas (que você consegue sentir o gosto bem forte de cada uma delas), bem gaseificada, quase um champanhe. A cor é um show à parte, aliás, o visual dela como um todo no copo é um marketing fortíssimo, já que o colarinho também fica “tingido” de vermelho. E o cheirinho dela dá vontade de você beber logo.

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Quando você vê, inclusive na garrafa, você logo pensa: “é cerveja de mulher”. Mas é aí que você se engana. Ela tem um teor alcóolico de 4,2% e também é amarga, porém muito saborosa. Se você procura uma cerveja com sabor tradicional, fuja desta aqui, mas se você quer uma boa bebida, gostosa e refrescante essa é uma excelente opção. A desvantagem é que, quem não gosta de cerveja, vai gostar dessa aqui e não vai sobrar muito pra você.

Aí estão duas cervejas que, embora pareçam semelhantes, são bem distintas uma da outra. Espero que eu tenha ajudado você a escolher. São duas excelentes opções.

P. S. da Lalí: A Liefmans tem um gosto bom de danoninho!