💧Vamos falar sério um pouquinho…💦

Estamos na semana do Meio Ambiente, que se inicia hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e nós aqui do Ateliê Coelho Machado Artes queremos aproveitar a oportunidade pra responder algumas questões e contar como a gente trabalha por aqui.

A indústria têxtil é uma das mais poluentes do mundo e a produção de uma simples camiseta de malha consome até 2.495 litros d’água doce. Uma calça Jeans consome 9.982 litros e um par de sapatos 8.547 litros.

Para saber mais sobre a conservação da água, você pode acessar os links que deixamos aqui:

Value of water Campaign
Water.org
Waterfootprint Network
WWF – Água para Vida
Ministério do Meio Ambiente

Tendo em mente a importância da conservação dos recursos naturais, do bom uso das matérias primas e da preservação do meio ambiente, coletamos todas as aparas e resíduos da costura, que são acumulados para uso como enchimento das almofadinhas que utilizamos no ateliê e da almofada-bandeja. Aliás, a bandeja também foi feita com aparas de MDF que sobraram da produção do móvel para instrumentos musicais, bem como os caixotes onde guardamos nosso material, e os canteiros para nossa, ainda pequena, horta.
Os retalhos maiores de tecido e as aparas de manta acrílica são colecionados e, depois de montados, utilizados para fazer as capas das almofadas, tapetes e porta-copos.

Aqui temos também uma cafeteira que utiliza cápsulas. Essas cápsulas são extremamente poluentes, porque demoram literalmente séculos para se decompor. Nós coletamos todas as cápsulas, limpamos e ela são utilizadas como “material dourado” nas aulas de matemática e como peças de jogos da velha, dama e xadrez e jogos de montar, desenvolvidos pelos próprios alunos. A caixa de papelão onde vêm as cápsulas é forrada e serve de dado para os jogos didáticos. A Valéria, da página Capitalizando Sonhos & Semeando Desenvolvimento, deu a ideia de reutilização desses materiais em jogos didáticos, e a Vivian, da Papo Cabeça Kids, fez a arte dos dados para os jogos.

O resultado dessas atitudes é o diminuto volume de lixo produzido, que se resume a meio saquinho tamanho “supermercado” por semana.

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A nossa meta é produzir melhor e reduzir cada vez mais o impacto ambiental da nossa atividade.

Você pode colaborar com esta causa tendo atitudes de uso e reuso consciente dos recursos, reciclagem dos materiais, doação do que não serve pra você mas pode servir para outras pessoas e aquisição de bens produzidos com técnicas que respeitam
o meio ambiente.

Veja mais detalhes dos nossos produtos e das atividades ecoconscientes:

Instagram @coelhomachadoartes

Facebook /CoelhoMachadoArtes

Twitter @coelhomachados

Visite nossos artesãos:

 Isabela

-Pintura, Design e outros

Laís

-Costura, Fotografia e outros

Leonardo

-Marcenaria, Horticultura, Churrasco e outros

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Ateliê & Estúdio

Quem nos conhece, aos Coelho Machado, sabe que somos chegados a todo tipo de manifestação artística… Música, Cinema, Fotografia, Pintura…

Por esse motivo, resolvemos organizar nossa produção montando um pequeno ateliê & estúdio.  A gente já fazia telas, ecobags, máscaras, camisetas e outras artes super personalizadas que os amigos e a família pediam e que vocês acompanham pelo Coelho Machado Artes no Facebook.   Agora lançamos as lindas bonecas feitas a mão, com muito carinho e cuidado, para que sejam bonitas e seguras nas brincadeiras de crianças de todas as idades.  Conheça a coleção clicando aqui.

Aguardem, pois muitas novidades ainda vêm por aí!

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O Angra: A Cerveja Angels Cry

O Angra é uma banda de Heavy Metal sensacional, com músicos excepcionais e proficientes em seus seus instrumentos.  É melhor do que 80% (no mínimo) das bandas do estilo e isso não é pouco, pois é uma banda brasileira (e o nosso combalido país não é uma nação “roqueira”, por assim dizer).
Dito isso, tenho que Confessori (Ahahahah, não consegui resistir) que não sou lá muito fã da música da banda, à exceção de algumas poucas canções.  Esse disco, o Angels Cry, é o de estréia da banda e, nele, há o incontestável clássicoCarry On”  que é, desculpe a redundância, uma música sensacional.  Porém algumas coisas me incomodam nesse primeiro trabalho e vou citar algumas delas: as letras do André Matos sofrem de falta de imaginação e da falta de rimas, o que prejudica, na minha modesta opinião, as melodias complexas, porém agradáveis.  Tanto é que a melhor letra do álbum é “Stand Away“, escrita pelo guitarrista Rafael Bittencourt.  Outra coisa que vale a pena citar é o excesso de teclados, e, quando eles dão as caras, são extremamente maçantes, exagerados, com uma sonoridade popanos 80” que não combina com o som do grupo.  O cover de Wuthering Heights da Kate Bush fica aquém do original (que é inatingível) e desnecessário.
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Mas vamos falar da cerveja que é o que interessa!  Essa foi o Jefferson quem me deu e o mínimo que posso dizer é que foi uma excelente escolha e combinou muito bem com o Sanduíche Empingao e as batatas rústicas que a Isabela fez pra acompanharShowzaço de bola!
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Angels Cry com Empingao e Batatas Fritas
É uma Red Ale, de alta fermentação, com teor alcólico de 6,5%, de cor avermelhada (dãããããã).  Ela é bem forte mas desce bem pra caramba, é encorpada e tem bastante espuma, a qual é bem cremosa e agradável.  Ela é adocicada e é equilibrada com o amargor que qualquer cerveja tem (e deve ter, lógico).
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Não é para ser bebida geladíssima e é, como as Bock (que são Lagers, Henrique Lagers), ideal para beber em dias frios.  Porém, como no Rio de Janeiro, cidade onde moro, não existe dia frio há pelo cinco anos, eu a bebi em um dia menos calorento e harmonizou, como eu disse anteriormente, legal legal com o Empingao (não resisto às rimas, ao contrário do André Matos).
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Bom, aproveitem pois vale muito a pena.  E dêem uma chance ao CD também, pode ser que vocês gostemDave Mustaine gostou e chamou o Kiko Loureiro pra ensiná-lo a tocar guitarra lá no Megadeth.
P.S. da Lalí¹: Eu gosto de Wuthering Heights do Angra, e de Carry On, e de Stand Away. 🙂
P.S. da Lalí²: Eu não sei como categorizar este post: seria uma resenha de disco, ou uma resenha de cerveja?  Heheheh!

Gostinho de infância… da minha mãe.

Nesse fim de ano que passou eu decidi fazer uma sobremesa nova, algo que eu nunca tinha feito.

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Então comecei a procurar receitas pela internet.  Procura daqui, pesquisa dalí, encontrei algumas receitas que me agradaram, mas não por completo.  Então fui fazendo vários monstros do Dr. Frankenstein, montando uma receita na outra até chegar ao resultado a seguir:

 

Ingredientes

-Suco de duas ou três laranjas bahia daquelas bem lindas com bastaaante suco e a Raspa da casca de uma das laranjas.

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-1 lata de leite condensado, sem a lata.

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-2 colheres de sopa de amido de milho (aquele mesmo que você está pensando!  o que usa pra fazer mingau)

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-250g de ricota esfareladinha.  Basta desfazer todinha com um garfo, ou com as mãos mesmo

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-4 ovos da diversidade inteiros

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-200g de damasco seco picadinho

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-1 liquidificador

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-1 forma untada e enfarinhada (eu usei uma forma redonda de fundo removível)

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Modo de preparo:

Coloca no liquidificador o leite condensado com o suco de laranja e bate até ficar homogêneo.  Então acrescenta o amido de milho, e bate até ficar uniforme, depois inclua a ricota com paciência pra liquefazer a mistura.  Adiciona os 4 ovos descartando apenas a casca, e deixa bater por quinze segundos, ou mais, para que os ovos sejam bem triturados e amalgamados à massa.

Desliga o liquidificador e ajunta, com uma colher, as raspas da casca de uma laranja bahia, a mais bonitinha e cheirosa.  Após consubstanciar suavemente as raspas, despeja com carinho na forma untada e enfarinhada, aí espalha os pedacinhos de damasco por cima da massa, com cuidado para não ficarem amontoados.  Não se assusta que esses pedacinhos vão afundar mesmo.

Coloca no forno pré-aquecido à 200ºC por cerca de 40 minutos, ou até ficar bem firme e levemente bronzeado, pq a massa fica branca mesmo.  Tira do forno, aguarda esfriar um pouco pra não esquentar as coisas na sua geladeira, e coloca pra gelar durante um bom tempo, pq ele fica mais gostoso bem gelado!

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Meu pai, minha mãe e minha tia experimentaram essa sobremesa.  Minha mãe arregalou os olhos e falou que lembrava alguma coisa que ela comia quando era criança, ao que minha tia disse que era o pudim de laranja da Vó Lina, mãe da minha mãe.  Daí tiramos o gostinho de infância.

Meu pai gostou bastante também! 😀

Não deu tempo de tirar foto. :/

Colorado e War!

Entre outros presentes de Natal, eu ganhei quatro cervejas da tradicional cervejaria de Ribeirão Preto (a terra do chopp e da cerveja) Colorado, a saber : Colorado Cauim, Colorado Appia, Colorado Indica e Colorado Demoiselle (além de duas calderetas personalizadas).  Não costumo beber as cervejas num mesmo dia, mas aquele foi um dia atípico, daqueles que ficam marcados na memória afetiva para sempre, pois nesse dia teve War!  Sim, senhores!  War, o tradicional, cult – e, descobriria eu, desejo secreto de todo adolescente e pré adolescente que ouviu seus pais, irmãos mais velhos, primos ou tios, contarem histórias de épicos embates que varavam horas – jogo de tabuleiro de estratégia (sorte conta muito pouco).  Contarei mais sobre ao longo do post.  Vou começar falando um pouquinho da Cervejaria Colorado.

Essa cervejaria, com apenas 18 anos de vida no mercado, já é considerada tradicional porque, no mercado célere, dinâmico, lépido, selvagem e altamente mutável em que estamos inseridos (piada interna), ela foi uma das primeiras cervejarias artesanais brasileiras.  Uma das primeiras a se recusar a ficar refém do mercado de massa que as grandes corporações nos impõem e, desaguando sua vocação alquimista nas águas de nossa realidade, resolveu misturar ingredientes típicos da cultura tupiniquim nas cervejas que tanto adoramos (Isabela e Lali: se eu estiver viajando muito, por favor, me cortem!).  Os rótulos são lindos e marcantes e já te pegam pela padronização belíssima e porque são paradoxalmente diferentes entre si.  São atrativos adicionais dessa cervejaria.

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Mas vamos à nossa história: Em janeiro do corrente ano, minha sobrinha paulista, Carolina veio passear aqui no Rio acompanhada de duas amigas também paulistas (Ana Júlia e Bia) e uma de Três Rios (Mariana). Elas ficariam na casa da minha mãe, porém, eu, como tio e anfitrião, as levaria pra passear na calorenta cidade maravilhosa, só que eu não poderia em um dos dias naquela semana, dia esse no qual eu tinha combinado com a Lali de jogar War.  Para minha surpresa, as quatro ficaram animadíssimas para participar da peleja.  Mas eu não deveria ficar surpreso pois, além do War, havia a oportunidade da convivência com a prima mais velha e ídala maior das garotas, a Laís, além do que ela ia levar cookies handmade by herself e a Isabela iria fritar pasteizinhos e assar pães de queijo.  Quer coisa melhor?  Ingênuo, eu.

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A foto tá tremida pq estavam todos rindo. ;D

Você, que leu pacientemente até aqui, deve estar se perguntando quando eu vou começar a falar da cervejas.  Você vai ter que me perdoar, pois este post transcende a mera avaliação.  Tem uma história no contexto e não posso deixar de contá-la, entretanto, calma meu caro leitor!  Eu não vou explicar aqui como se joga War.  Basta dizer que no tabuleiro, pra guerra em si, ficamos eu, Lali, Carolina, Bia e Ana Júlia.  Mariana não quis participar diretamente, optando por ajudar a Carol.  João não pôde participar (ele optou por ir ao Projac com as garotas, mas essa é outra história).  Foi aí que eu abri a primeira das quatro:

A Colorado Indica

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A Indica é uma IPA (a essa altura do campeonato, você já sabe o que é, não é mesmo?) tradicional, da maneira inglesa que deveria ser (e é!), ou seja encorpada, amarga, com teor alcólico alto (no caso desta aqui, 7%), cor escura, turva, com espuma não muito cremosa e também não muito espessa.  Mas essa tem um ingrediente secreto (como o bacon nos pratos salgados): ela tem rapadura na fórmula e, na minha modesta opinião, é isso que equilibra o amargor dela com um tempero dulçorizado (essa palavra existe?), e a faz simplesmente sensacional, não devendo nada, nada às importadas.  Imputo também à esse ingrediente o cheiro leve e doce desta maravilhosa cerveja.  Lembro também que, apesar de sensacional, ela é bem forte e não é pra beber direto várias garrafas. Para saborear.

Bem, essa primeira cerveja já me deixou preparado pra detonar as meninas (ou você acha que, por serem minha filha, minha sobrinha e as amigas dela eu ia dar mole?  Se você acha isso, não me conhece! Heheheh).  Meu objetivo era conquistar a Ásia, a África e outro continente à minha escolha (ou algo muito próximo disso).  O jogo prosseguiu ferozmente, como de praxe (Jefferson que o diga! Hahahaha), e a Bia, já no começo da partida, foi quase eliminada.  Carol, apesar da ajuda da Mariana, se saía um pouco melhor e a Lali, perdia territórios atrás de territórios, porém, dando sorte na troca das cartas por exércitos, fortalecia o território do Oriente Médio.  Eu?  Eu ganhava batalhas e batalhas e conquistava mais e mais territóriosEstava voando!  Afinal, desculpe-me se não mencionei, era War II (entendedores entenderão)! Resolvi então tomar…

A Colorado Demoiselle

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Essa é Porter.  Bem escura, quase preta, também encorpada, mas bem menos que a Indica.  Leva café e o sabor dele é marcante e inconfundível.  No cheiro você já tem uma prévia do que está por vir e, bem gelada, você nem sente o teor alcoólico de 6%.  Vantagem dela sobre a Indica: dá pra beber fácil fácil mais de uma (pra quem gosta de beber grandes quantidades, é claro).  Espuma bem cremosa (condição sine qua non pra uma boa Porter, na minha opinião) e amargor na medida certa.  Recomendadíssima!

Por aí vocês viram que eu estava no auge do entusiasmo.  Carolina (e Mariana, me irritando profundamente torcendo contra mim e, perceptivelmente pra “ídala” Lali) já dava sinais de desgaste dos seus exércitos, Bia, uma mera espectadora, Ana Júlia um pouco melhor –  mas só um pouquinho – que sua amiga de São Paulo, a Gotham City brasileira.  Lali não tinha muitos territórios, porém tinham exércitos pra cara…mba.  Eu não me preocupava com ela.  Aliás, não me preocupava com nenhuma delas e, na minha modestíssima e humilde opinião o jogo já estava ganho e encerrar era só uma questão de tempo.  Meus tanques e aviões estavam pelo mundo enquanto minha infantaria passeava no tabuleiro.  Foi com esse espírito, entre pastéis, pães de queijo e cookies (eu sei, cookie com cerveja? É porque você não comeu os cookies que a Lali faz), que eu resolvi abrir…

A Colorado Cauim

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Essa é uma Pilsen (como as cervejas ditas “comerciais”), mas não uma Pilsen comum: ela é de mandioca.  Eu gosto de cervejas  de mandioca, apesar de não ser das prediletas dos auto-proclamados “bebedores“, eu aqui publico e exprimo minhas próprias opiniões.  É completamente diferente das duas anteriores.  Não é encorpada, nem forte.  Ela é mais leve, mais “aguada” (isso não é uma crítica, não me entendam mal), mas muito saborosa, amarga como deve ser, com boa espuma e dá pra beber uma atrás da outra, se você quiser.  O teor alcólico ajuda, 4,5%, porque quanto menor o teor alcoólico, mais você tem que beber pra ficar “no ponto“, se é que você me entende.  Beba.  Se você se lembra, eu já tinha bebido duas das mais fortes e então…

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Acontecia algo estranho, mas eu não dava importância.  Eu sou um veterano do War.  Apesar da Lali ser veternana também, eu sou mais velho e, ora bolas, eu sou o pai dela!  Portanto, mais experiente.  Ela acumulava exércitos no Oriente Médio, dava uns ataquezinhos diversionários só pra enganar e ficava ali, se defendendo.  Afinal, quem ia querer a bosta do Oriente Médio, quando você poderia ter o mundo inteiro e, de lambuja, destruir seus inimigos?

Então, saí pra tirar uma “água do joelho” (bebe cerveja, bebe), quando voltei eis que, pra minha profunda surpresa, Lali proclamava vitória.  O objetivo dela era exatamente “trocentos exércitos no Oriente Médio” (bom, exatamente e trocentos raramente fazem parte da mesma frase, mas me permitam dessa vez).  Perdi.  Com muito mais territórios e exércitos que meus oponentes, eu perdi.  Muito zangado (eufemismo), decidi parar, enquanto elas começavam outra partida.  Resolvi provar…

A Colorado Appia

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Uma Weiss de estilo alemão, essa cerveja clara de 5,5 % teor alcoólico (que você quase não percebe) é de trigo e mel. Tem como ser ruim? Claro que não (nota mental: não tenho resenhado muitas cervejas de mel.  Preciso corrigir isso).  Apesar disso, ela tem um cheiro de frutas, que não acompanha o sabor.  Sua cor é a mais bonita das quatro e, apesar de ser turva também, é mais dourada.  Também não é tããããõo encorpada assim e dá pra beber várias sem esforço nenhum (heheheheh).  Essa me deixou com gosto de “quero mais“, mas não sei se foi por que era a última que tinha gelada em estoque (Isabela não deixa eu beber muitas, não sei porque hehehehehe, afinal, elas me fazem tão bem, como diria Lulu Santos).

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E foi isso.  Uma tarde incrível de verão, acompanhado da minha família, das amigas da minha sobrinha, bebendo e comendo do bom e do melhor.  Pena que não venci (grrrrr), mas foi uma lição de vida, por que não?  Quem vence (e consequentemente, é feliz) nem sempre é quem tem mais territórios, posses, o melhor exército etc.  Quem vence é quem conquista seus objetivos pessoais, sejam eles dos tamanhos que forem.  E é com essa metáfora da vida que o jogo de War nos ensinou que eu fecho este texto e agradeço a Deus por tudo.  Divertimo-nos e aprendemos valiosas lições, não é Isabela e filhos ?

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P.S. da Lalí: Foi um maravilhoso dia de aprendizados, divertimentos, felicidades e lições! S2

P.S.2 da Lalí: Eu li e reli o post, e fiquei com vontade de comer pão de queijo. ¬¬  Hahahaha.

Qual é a melhor banda do mundo ? O Slade, é claro !

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Como diria o mestre Eu Mesmo: “Quem não gosta de Slade, bom sujeito não é !”. Tenho certeza que muitos vão discordar (principalmente meu irmão), mas eu não ligo. Essa é minha opinião e, cada vez que eu escuto uma performance “ao vivo” do grupo, eu me certifico mais disso.

Dessa vez foi “Born To Wild”. Meu filho Léozinho fez uns daqueles testes que tem no Facebook e era algo do tipo “qual música te personifica ?” e pediu pra eu fazer também, porque estava curioso, e deu a supracitada “Born to Be Wild”. Milhões de versões dessa música foram gravadas, mas a minha preferida é a do álbum “Slade Alive !”. Curiosidade: meu saudoso pai adorava essa música. Ele dizia que,quando acabava, dava uma sensação de alívio intensa. Rsrsrsrs…coisas de Rui Machado.

Mas,voltando ao texto, O Slade não tem os músicos mais virtuosos do planeta, eles são no máximo, músicos medíocres (no bom sentido). A formação da banda normalmente (porque, às vezes, eles trocavam seus instrumentos, com exceção da bateria) era: Noddy Holder (Vocal e Guitarra Rítimica), Jim Lea (Baixo), Dave Hill Dentinho (Guitarra Principal) e Don Powell (Bateria). A dupla Holder/Lea eram os compositores das músicas (que, em muitos casos, tinham a grafia errada de propósito nos seus títulos) em quase sua totalidade. Por falar em Lea, ele era o motor do Slade, pois além do baixo, pilotava também teclados, piano, violino e outros mais.

Aí vocês devem estar se perguntando: “Como então eles são a melhor banda do mundo ?”. Eu falo. É por causa das apresentações ao vivo. O supracitado “Slade Alive !”, na opinião deste humilde escriba, é o melhor disco ao vivo de todos os tempos ! Holder dá um show de berros em “Get Down and Get With It“. Na, também já citada, versão matadora de “Born To Be Wild”, há barulhos de helicópteros, bombas explodindo, ruídos e microfonias mil e, principalmente, a platéia vai à loucura ! De tirar lágrimas do coração mais sensível. Chego a marejar no teclado. Há outros discos do Slade ao vivo, mas este é o Santo Graal.

A energia que o Slade coloca em uma apresentação de rock and roll é uma coisa de louco e contagia a platéia de uma forma sinergética impressionante. Veja nesse vídeo de “Dizzy Mamma”. Ignore que o riff da música é chupado de “Tush” do ZZ Top. Não é à toa que a performance deles no Festival de Reading em 1980 é tida como uma das melhores apresentações de uma banda em toda a história do rock an roll. Eles entraram nesse festival de última hora (substituindo o Def Leppard, se não me engano. Me enganei. Foi o Ozzy.). Eles tinham feito um sucesso incrível na Inglaterra (foram um dos expoentes do chamado “Glam Rock”, tendo emplacado diversos hits número 1 nas paradas britânicas mas nunca fizeram muito sucesso nos EUA) no final dos anos 60 e começo dos 70, mas a explosão punk os havia varrido do mapa. Juntaram a banda só pra tocar nesse festival e subiram ao palco sob os olhares desconfiados da platéia. Arrasaram !

Sem me estender muito: que Beatles, que Rolling Stones, que The Who que nada. Se eu tivesse uma banda, eu queria que os caras tocassem igual ao Slade ! Então “Cum on Feel The Noize” e “Gudbye T. Jane” ! Ou melhor, “Gudbye Gudbye“! Ah, mamãe, será que eu fiquei louco agora ?

Duas Way Beer

Este texto é intrinsecamente ligado à insônia, donde chegamos à terrível conclusão que a falta de sono pode ser produtiva.  Não que o produto final seja alguma coisa de qualidade (ou algo que minimamente preste), longe disso.  Tem gente que cozinha, pinta, lava banheiro e, literalmente, faz arte entre outras coisas.  Não, não pense besteira, mente suja, não foi isso que eu quis dizer.
Mas foram os Vingadores: Sim, a culpa é deles!  Que filmaço essa segunda aventura cinematográfica dos Maiores Heróis da Terra!  Um deleite pra um que, como eu, é de longa data, e que assitia os desenhos “desanimados” da Marvel no programa vespertino do Capitão Aza.  Lembra do Thor“Onde o Arco Íris é ponte!  Onde vivem os imortais…” Digressiono e emociono.
Mas eu vim aqui falar de cerveja.  O propósito é falar da Way Beer, uma cervejaria artesanal (mais uma nacional!) do Paraná, que faz cervejas incríveis e tem garrafinhas de 310ml padronizadas, onde os rótulos são impressos diretamente no casco e dá pra diferenciar uma da outra pela cor.  Eles fazem cervejas características de outros países, mas com o toque brasileiro.  Vou falar aqui de duas delas: a American Pale Ale e a Cream Porter.  Mas antes, eu me lembrei de uma coisa, que tenho que falar, pois é a mais famosa delas: “Tony Stark tira onda, que é cientista espacial…”  Não tem como errar, é o Homem de Ferro!
A Way Beer American Pale Ale
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Essa é a do rótulo verde (verde? Te lembrou alguma coisa? “Pobre Bruce Banner, por lindo cano entrou, exposto a raios gama…”).  A American Pale Ale é uma cerveja do tipo americana (dãããã) mais clara que as Pale Ale tradicionais, porém de alta fermentação.  Seu teor alcóolico de 5,2% faz com que ela seja um pouco mais forte do que as tradicionais pilsen de fabricação em massa, porém parece muito mais forte.  Talvez porque ela me pareceu um pouco mais “seca“, ou seja, você não percebe muito da água no líquido difícil à beça descrever paladar, mas eu, teimoso, tento assim mesmo).  A cor dela é linda, bem alaranjada e de aspecto bem leve.  Aliás, creio que seu alaranjado deva ser porque você sente, mesmo que de leve, alguma fruta cítrica que não consegui identificar precisamente, (que não é limão nem laranja) depois que a bebe.  Ela é muito gostosa, é amarga na medida certinha, dá pra beber bem gelada e dá pra beber uma atrás da outra.  Recomendo pra quem gosta de Pale Ale.
A Way Beer Cream Porter
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O rótulo é azul, e quando falamos de super herói azul lembramos do… (não, o Superman é da DC!) Isso mesmo, dele!  “O Capitão América é um grande lutador e contra o inimigo…”. Como diz seu nome, é uma cerveja tipo Porter que, apesar de escura, não se deva confundir com as Stout (Guinness, por exemplo).  As Porter são da Inglaterra e são mais leves e suaves (menos teor alcólico) que as Stout. Essa tem o teor alcoólico de 5,6%, como já disse, a cor é escura, bem encorpada e é bem cremosa o que, no meu caso, é um diferencial importante.  Ela é muito boa e o sabor dela é uma mistura de café com chocolate, com o sabor de café mais pronunciado (espero, do fundo do coração, não estar ficando pedante!).  Também você não sente a água no seu paladar (Água?, quem lembra do… “Ele é Rei dos mares. Meio peixe…”). Essa cerveja é pra apreciar e não pra beber muitas, acredito que, no máximo três garrafas de 310ml.  Muito legal.

Bonhoeffer

Quem me conhece minimamente, sabe que eu sou, pra usar um eufemismo brando (que é uma redundância), bastante interessado quando o assunto é guerra, sobretudo a Segunda Grande Guerra.  Tenho livros diversos sobre o assunto, que cobrem os vários e abundantes aspectos do conflito.  Desde os que falam das grandes batalhas, seus líderes e generais, até o relato de soldados que vivenciaram-na no dia a dia, passando por livros de cirurgiões que atuaram no campo de batalha, as pessoas que foram afetadas direta e indiretamente, o holocausto judeu, as armas utilizadas etc .  Resumindo: quase todos (senão todos) os aspectos.
Mas eu nunca havia ouvido falar em Dietrich Bonhoeffer.
Até que a Isabela me fizesse essa surpresa e me desse de presente de aniversário (ganho muitos presentes bons, não é não?) o livro “Bonhoeffer: Pastor, Mártir, Profeta, Espião”.  A princípio, aloquei-o na minha (interminável) pilha de livros “para ler” onde esperaria a sua vez.  Mas, bastante intrigado, passei-o na frente de outros (faço isso com frequência alarmante) e comecei a leitura.
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Não perdi.  Aliás, ganhei e muito.
O livro começa falando da família do biografado.  É uma parte que poderia ser mais concisa, achei um pouco extensa.  Talvez o escritor Eric Metaxas tenha se empolgado porque a família dele é, por si só, fascinante.  Eles vêm da aristocracia alemã e são nobres na acepção da palavra e seus (muitos) irmãos também se destacaram.  O patriarca Karl, era um psquiatra influente e foi rival das teorias de Freud, só pra citar um exemplo.  Mas vou citar outro: sua mãe, Paula Von Hase, foi pioneira nos direitos das mulheres. [Na foto a seguir, vemos Paula Bonhoeffer com seus oito filhos.  Dietrich é o menino loiro perto de sua mãe.]
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Mas o que me chamou a atenção nessa primeira parte do livro, foi, pra usar um termo da minha área de atuação, a “Cultura Organizacional” da família.  Eles pregavam e punham em prática, valores com os quais me identifiquei e que eu tento (já vinha tentando antes) passar pros meus filhos (Né, Laís, João e Leozinho ?) e pra minha família.  Por isso Dietrich e seus irmãos se transformaram no que foram.  Fica evidente que, se os valores forem bons, eles sobrevivem ao teste do tempo.

Bonhoeffer escolheu ser Pastor Luterano.  Formou-se em Teologia na Universidade de Berlim.  Estudou profundamente o catolicismo, viajou o mundo e, quando os alemães que não concordavam com o Hitler (e os que eram alvos de sua perseguição), estavam saindo da Alemanha, ele fez o inverso e retornou pra sua pátria mãe para fazer parte da resistência.
Ele pregava e batia doído.  Uma citação dele: “É muito mais fácil, para mim, imaginar a oração de um assassino, a oração de uma prostituta, do que a oração de uma pessoa vaidosa.  Nada está em tão desacordo com a oração quanto a vaidade.”  Interprete.
Quando Hitler chegou ao poder, ele já chegou batendo forte no conceito alemão de Líder (Fuhrer), mostrando já ao que veio e de que lado estava.  Não quero ficar aqui transcrevendo citações dele.  Isso você lerá no livro, caso se interesse pela minha resenha.  Mas adianto aqui que esse é o tema de sua obra mais famosa, o livro “Discipulado”.
A meu ver, o mais importante do livro é o paralelo com os dias de hoje.  Hitler, ao nazificar a Alemanha (tentou inclusive nazificar a igreja, coisa que não conseguiu, levando os dissidentes a fundar a Igreja Confessante, da qual Dietrich foi um dos signatários), tirava as coisas do contexto para benefício próprio (Nietzsche e o seu conceito de “Super Homem” foram algumas de suas vítimas), distorcendo os fatos em seu favor.  Muitas coisas que aconteceram naquela época, naquele contexto, estão acontecendo nos dias em que vivemos e num cenário alarmantemente parecido, descontando-se a evolução (?) cultural e tecnológica que a nossa raça atravessou de lá pra cá.
Nesse aspecto, o livro é uma luz, uma benção para aliviar e curar nossos males, nos fortalecer.  Abre nossos olhos e nos ensina a sempre exercer o nosso Cristianismo, não importando o quanto sombrios são os tempos que estamos passando, afinal, Bonhoeffer, pregou e, mais além, praticou o Cristianismo numa época que, talvez, foi a mais sombria época da humanidade.  Numa época em que ser Cristão e Alemão parecia ser um paradoxo, ele foi um e outro num só e muito mais.  Só pra exemplificar, ele teve contato estreito com o negros americanos e, ao mesmo tempo, com a Skull and Bones (sinistro!).  Uma pena ele ter sido Mártir, mas Deus tem seus prórios planos.
Outra coisa sobre o livro que poderia ter sido mais explorada foi sua eficácia como espião (coisa que não fica muito clara), mas isso não estraga, de jeito nenhum o prazer de ler o livro, que tem o mérito maior de nos apresentar esse personagem extremamente importante e muito pouco falado, da humanidade.
Não é leitura fácil, mas eu recomendo você a tentar ler.  No final, você se sentirá gratificado por ter lido esse livro.

Filmes, séries, programas, livros etc

Vou tentar neste espaço acompanhar nosso consumo de filmes, séries, programas, livros e outros.  Não será tarefa fácil, mas prometo me esforçar ao máximo e não escrever abobrinhas, até porque as abobrinhas ficam pra seção culinário-gastronômica.

Esta seção não pretende seguir tempo cronológico de lançamento, mas oferecer nossas impressões sobre o material que saboreamos… ops… que curtimos nas horas vagas.

Enjoy!